270 kg de queijos e manteigas irregulares são apreendidos em SP

Ação da Vigilância Sanitária revela riscos à saúde pública no comércio informal de alimentos

270 kg de queijos e manteigas irregulares são apreendidos em SP

Um volume expressivo de queijos e manteigas foi retirado de circulação no interior de São Paulo durante uma operação da Vigilância Sanitária, que revelou as fragilidades ainda existentes no controle de alimentos comercializados fora dos padrões exigidos pela legislação. A ação ocorreu no tradicional Mercado Central de Ribeirão Preto, onde foram confiscados 270 kg de produtos de origem animal sem qualquer comprovação de qualidade ou segurança para consumo.

Os fiscais encontraram diversos itens como queijo meia-cura, muçarela palito e manteiga de garrafa, todos sem identificação adequada, prazo de validade ou selos que atestassem a inspeção por órgãos oficiais. Sem a devida rastreabilidade, esses alimentos não poderiam sequer estar expostos para venda, já que representam riscos reais à saúde da população.

Prazo ignorado e resistência à fiscalização

De acordo com os órgãos envolvidos na operação, como a Divisão de Vigilância Sanitária e o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), os comerciantes já haviam sido alertados sobre a necessidade de regularização. O prazo final para adequação era 6 de agosto, porém nenhuma providência foi tomada por parte dos infratores, o que motivou a intervenção direta no espaço comercial.

Durante a fiscalização, a tensão aumentou quando um dos comerciantes tentou impedir a apreensão dos produtos, desacatando os agentes públicos. Diante da resistência, foi necessário acionar a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana para assegurar a continuidade dos trabalhos. O episódio foi registrado oficialmente e encaminhado para apuração pelas autoridades competentes.

Falta de selos e ausência de análise sanitária

Além da falta de rotulagem, um agravante chamou a atenção dos fiscais: nenhum dos produtos continha selo de certificação, nem municipal, estadual ou federal. A ausência de selos como o Sisbi-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) ou o Selo Arte, que garante a origem artesanal dentro das normas sanitárias, indica que não há qualquer controle sobre a procedência desses alimentos.

Os fiscais chegaram a solicitar a realização de análises microbiológicas de amostras dos queijos, com o objetivo de avaliar a presença de microrganismos patogênicos. No entanto, os vendedores se recusaram a colaborar, reforçando ainda mais a necessidade de recolher e inutilizar toda a carga encontrada.

Alimentos foram descartados e novas fiscalizações estão previstas

Após o recolhimento, os alimentos considerados inaptos para o consumo humano foram enviados a um aterro sanitário, respeitando os protocolos ambientais e de saúde pública. Segundo os fiscais, novas operações estão previstas nos centros comerciais da cidade, com o objetivo de ampliar o combate à venda de produtos clandestinos e assegurar que o consumidor tenha acesso a alimentos seguros e de origem conhecida.

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