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Café em queda: cotações internacionais despencam e ampliam volatilidade no setor

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Café em queda: cotações internacionais despencam e ampliam volatilidade no setor

Em um cenário marcado por instabilidade e reações às condições climáticas e produtivas, os preços do café voltaram a operar em queda expressiva nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (25).

Com destaque para o robusta, que chegou a recuar mais de 3% no início da tarde, o mercado passou a refletir com intensidade os impactos da colheita brasileira, do comportamento climático e das recentes movimentações políticas no comércio global.

Geadas e produção nacional mexem com o arábica em Nova York

Na bolsa de Nova York, onde é negociado o café tipo arábica, o recuo ganhou força diante do avanço do inverno brasileiro. A ameaça de geadas nas principais regiões produtoras do país adicionou pressão sobre os preços, embora, paradoxalmente, a colheita siga em ritmo acelerado. Até esta semana, mais de 70% da safra 2025/2026 já havia sido colhida, segundo análises de mercado. A boa oferta, especialmente de conilon, contribui para o sentimento de maior disponibilidade e empurra os valores para baixo.

No fechamento parcial desta sexta-feira, o contrato de arábica com vencimento em setembro de 2025 registrava queda de 645 pontos, sendo negociado a 298,40 cents por libra-peso. Os vencimentos de dezembro de 2025 e março de 2026 também operavam em baixa significativa, com perdas de 565 e 490 pontos, respectivamente.

Robusta também sente o impacto e cai mais de 3%

Já em Londres, o café robusta, que vinha sustentando certa firmeza nas últimas semanas, também apresentou sinais de fraqueza. A colheita robusta no Brasil, mais promissora do que a registrada em 2024, e o bom desempenho das lavouras vietnamitas, principais concorrentes na produção global, reforçaram a percepção de oferta elevada. Isso resultou em uma retração intensa nos contratos futuros.

O robusta com vencimento em setembro de 2025 registrava queda de US$ 99, cotado a US$ 3.250 por tonelada, enquanto o contrato de novembro caiu US$ 85, sendo negociado por US$ 3.219. A única exceção foi o contrato de julho, que ainda sustentava leve valorização de US$ 49, a US$ 3.624 por tonelada — reflexo de ajustes pontuais e compras técnicas de curto prazo.

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    Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.

    E-mail: [email protected]

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