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Feijão: cultivares do Paraná somam 38,8% das sementes plantadas no Brasil

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Feijão: cultivares do Paraná somam 38,8% das sementes plantadas no Brasil

O feijão segue como um dos pilares da alimentação no Brasil e, por isso, tudo o que influencia produtividade, qualidade e estabilidade da cultura acaba repercutindo diretamente no campo e no prato. Nesse cenário, o Paraná tem se firmado como uma potência em duas frentes que se complementam: produção e genética. Em 2025, o Estado confirmou a posição de maior produtor nacional, concentrando cerca de 25% do total do País e alcançando um novo recorde, com quase 865 mil toneladas somadas nas duas safras, resultado de 338 mil toneladas na primeira e 526,6 mil toneladas na segunda.

Esse desempenho, porém, não se apoia apenas em clima favorável e estrutura agrícola. Ele também passa por um trabalho contínuo de pesquisa e desenvolvimento de cultivares que entreguem alto rendimento por hectare, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras. “Somos o estado mais sustentável do Brasil e o que mais produz por metro quadrado no mundo, resultado de investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, e isso também se confirma de forma clara na cadeia do feijão. Quando somamos todos esses fatores o resultado é o aumento da renda para o produtor rural”, afirmou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, ao comentar os indicadores do setor.

Quase 40% das sementes do País vêm de cultivares desenvolvidas no Estado

Quando o recorte é especificamente o mercado de sementes — onde a genética define o potencial produtivo antes mesmo do plantio — o peso do Paraná fica ainda mais evidente. Indicadores do Controle de Produção de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa) apontam que, nas safras 2024/25 e 2025/25, foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de feijão do grupo comercial carioca e 14.337 hectares do grupo comercial preto. Dentro desse total, as cultivares desenvolvidas no Paraná representaram 38,8% das áreas de multiplicação.

Com essa participação, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) reafirma protagonismo no melhoramento genético do feijão em escala nacional. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, declarou Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná.

IPR Urutau concentra a multiplicação de feijão preto e vira referência de escala

Além da participação total, o instituto se destaca de forma ainda mais expressiva no feijão do grupo comercial preto. Os dados do Sigef/Mapa mostram que o IDR-Paraná lidera a produção de sementes desse grupo, respondendo por 71,2% de toda a área multiplicada no Brasil.

O motor principal desse avanço é a cultivar IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares de produção de sementes em todo o País. Considerando todos os grupos comerciais, a IPR Urutau foi a cultivar de feijão mais multiplicada na última safra e, no recorte do feijão preto, respondeu por 68,7% de todas as multiplicações. “O desempenho excepcional da IPR Urutau confirma a eficiência do trabalho desenvolvido pelo programa de melhoramento de feijão do IDR-Paraná, que há décadas investe em genética, produtividade, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras”, registrou o IDR-Paraná ao tratar dos resultados do programa.

Nova cultivar prevista para 2026 mira demanda de mercado

Ao mesmo tempo em que consolida materiais já amplamente adotados, o programa segue ampliando o portfólio genético. O IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares e prevê lançar, em março de 2026, a 43ª: a IPR Quiriquiri, do grupo comercial carioca. A principal característica destacada é o escurecimento lento do tegumento (a casca) dos grãos, o que significa que o feijão demora mais para escurecer após a colheita e durante o armazenamento — um atributo considerado muito demandado por indústria e por produtores, por favorecer aparência comercial por mais tempo.

Assim, enquanto o Paraná mantém a liderança na produção, o Estado também reforça o papel estratégico na genética do feijão brasileiro, combinando escala de campo, multiplicação de sementes e um pipeline de cultivares voltado às exigências reais do mercado e das regiões produtoras.

Fonte: AEN

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    Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.

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