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Biodigestor escolar fecha o ciclo sustentável e fortalece ensino técnico em escola da Região Metropolitana de Curitiba

Colégio estadual transforma resíduos da própria unidade em energia limpa e insumo agrícola

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Biodigestor escolar fecha o ciclo sustentável e fortalece ensino técnico em escola da Região Metropolitana de Curitiba

No Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora da Conceição, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, a sustentabilidade deixou de ser apenas conteúdo curricular e passou a integrar a rotina da escola de forma concreta. Aliás, mais do que uma ação ambiental isolada, a implantação de um biodigestor consolidou um modelo pedagógico baseado na bioeconomia aplicada, conectando produção de alimentos, reaproveitamento de resíduos e geração de energia renovável.

O sistema funciona em ciclo fechado. O que é cultivado na horta pedagógica abastece parte da alimentação escolar; entretanto, os resíduos orgânicos gerados na cozinha retornam ao processo produtivo por meio do biodigestor. Dentro do equipamento, os materiais são decompostos sem a presença de oxigênio, processo conhecido como digestão anaeróbica, que resulta na produção de biogás e biofertilizante líquido. Assim, o gás gerado é canalizado diretamente para a cozinha e auxilia no preparo da merenda, enquanto o fertilizante retorna ao solo, fortalecendo a horta e o pomar da unidade.

Com capacidade de três mil litros, o biodigestor recebe cerca de cinco quilos de resíduos orgânicos diariamente. Em aproximadamente quinze dias, o material é transformado em adubo natural, período que também coincide com a aplicação regular do biofertilizante nas áreas cultivadas. Dessa forma, além de reduzir o desperdício, o colégio garante um sistema produtivo mais eficiente e alinhado aos princípios da economia circular.

O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, destaca o impacto pedagógico da iniciativa. “Projetos como o biodigestor viram ferramentas pedagógicas e conectam os estudantes à energia renovável, ao reaproveitamento de resíduos e à educação ambiental de forma prática.” Sob essa ótica, o equipamento não é apenas uma estrutura técnica, mas um laboratório vivo que permite aos alunos compreenderem, na prática, conceitos relacionados à sustentabilidade e à produção de energia limpa.

Todo o processo conta com a participação ativa dos estudantes, sempre orientados por professores e funcionários. Esse contato direto com o equipamento, contudo, vai além da observação: envolve manejo, monitoramento e aplicação do biofertilizante, o que fortalece a compreensão sobre ciclos produtivos e responsabilidade ambiental, especialmente em uma comunidade com forte vocação agrícola.

A diretora do colégio, Lozangela Calado, reforça que o biodigestor dialoga diretamente com o ensino profissional ofertado na unidade. “Os alunos tiveram mais interesse em ir na horta não só para plantar, mas também como fonte de ensino, onde dentro das aulas técnicas aprendem na prática, desenvolvendo o que eles aprenderam dentro das disciplinas técnicas.” Por isso, a infraestrutura se tornou extensão da sala de aula, integrando teoria e experiência real.

Além disso, a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, enfatiza o papel formativo da estrutura escolar. “A estrutura da escola também educa. O biodigestor une sustentabilidade, inovação e formação profissional, além de contribuir para o uso consciente de recursos.” Dessa maneira, o projeto evidencia como investimentos em infraestrutura podem ampliar o alcance pedagógico e preparar estudantes para um cenário produtivo cada vez mais orientado pela eficiência energética e pela responsabilidade ambiental.

Ao transformar resíduos em energia e fertilidade do solo, o Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora da Conceição demonstra que sustentabilidade, quando aplicada com intencionalidade pedagógica, deixa de ser discurso e se consolida como prática cotidiana, formando alunos mais conscientes e tecnicamente preparados para os desafios da bioeconomia.

Fonte: AEN | Foto: Karina Audrey/Fundepar

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    Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.

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