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IPR Quiriquiri: a nova cultivar de feijão do Paraná que une produtividade e grão claro por mais tempo

Lançada em Ponta Grossa, a cultivar do IDR-Paraná combina ciclo semiprecoce, colheita mecanizada e escurecimento lento para atender produtor, indústria e consumidor

by Derick Machado
24 de março de 2026
in Mercado Agro
Foto: SEAB

Foto: SEAB

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) entregou ao setor produtivo, nesta quinta-feira (26), em Ponta Grossa, a cultivar de feijão IPR Quiriquiri. O lançamento aconteceu no Polo de Pesquisa e Inovação da cidade, reunindo pesquisadores, técnicos, empresas produtoras de sementes e autoridades do setor agrícola paranaense. O material é fruto de anos de trabalho da equipe de melhoramento genético da instituição e chega ao mercado com um conjunto de atributos que atende, ao mesmo tempo, as exigências de quem planta, de quem processa e de quem consome.

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A nova cultivar pertence ao grupo comercial carioca, o mais consumido pelos brasileiros, e traz uma característica que o mercado vinha sinalizando como prioritária: o escurecimento lento dos grãos. Na prática, isso significa que o produto mantém a coloração clara por mais tempo nas prateleiras e nos galpões de armazenamento, o que impacta diretamente na estratégia de comercialização dos produtores e na competitividade dos empacotadores junto ao varejo.

Produtividade acima da média das lavouras comerciais

O potencial produtivo da IPR Quiriquiri superou 4,6 toneladas por hectare nas condições experimentais conduzidas pelo IDR-Paraná, desempenho que coloca a cultivar acima da média das principais variedades utilizadas atualmente nas lavouras paranaenses e brasileiras. Aliado a isso, o elevado rendimento de peneira favorece a classificação do produto no momento da venda, reduzindo as perdas por descarte e aumentando o retorno por saca negociada.

Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o resultado representa um avanço concreto para a cadeia produtiva. “Entregamos uma cultivar alinhada às demandas do mercado atual, que combina produtividade, qualidade de grãos e características tecnológicas que agregam valor ao produto. O escurecimento lento, por exemplo, impacta diretamente na estratégia de comercialização”, afirma.

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Ciclo semiprecoce e colheita mecanizada ampliam as janelas de plantio

A IPR Quiriquiri chega à colheita em até 84 dias, classificada como semiprecoce, o que abre possibilidades para encaixá-la em diferentes épocas de semeadura dentro do calendário agrícola paranaense. O porte semiereto e a aptidão para colheita mecanizada direta são atributos que reduzem custos operacionais e facilitam o manejo em propriedades de médio e grande porte, onde a eficiência logística da colheita define boa parte da margem final.

No campo sanitário, a cultivar apresenta resistência às principais doenças que afetam a cultura no Paraná: ferrugem, oídio e mosaico comum. Conta ainda com moderada resistência à antracnose e à mancha angular, doenças que historicamente pressionam as lavouras de feijão nas regiões produtoras do estado, especialmente nos períodos de maior umidade.

Grão com padrão comercial e cozimento em 19 minutos

Além da produtividade e da resistência a doenças, a IPR Quiriquiri entrega qualidade na mesa do consumidor. O cozimento médio de 19 minutos resulta em um alimento com caldo consistente, alto percentual de grãos inteiros e coloração clara após o preparo. O teor de proteína gira em torno de 22%, valor que posiciona a cultivar como uma opção nutritiva e alinhada às exigências crescentes do consumidor por alimentos de melhor qualidade nutricional.

Esses atributos combinados respondem a uma demanda que percorre toda a cadeia: o produtor quer produtividade e resistência, o empacotador precisa de grão claro e uniforme, e o consumidor exige qualidade no prato. A IPR Quiriquiri foi desenhada para atender os três ao mesmo tempo.

Sementes disponíveis para a safra 2026/27

Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, o lançamento reforça o papel estratégico da pesquisa pública para o agronegócio paranaense. “A nova cultivar chega para aumentar a competitividade do feijão paranaense e brasileiro, beneficiando produtores, empresas e consumidores”, ressalta.

As sementes da IPR Quiriquiri já estarão disponíveis para os produtores nas empresas multiplicadoras parceiras do IDR-Paraná a partir da safra 2026/27. O Paraná é um dos maiores produtores de feijão do país, e a incorporação de cultivares com maior potencial produtivo e qualidade diferenciada tende a fortalecer ainda mais a posição do estado no mercado nacional.

Serviço:

Lançamento oficial da cultivar de feijão carioca IPR Quiriquiri

Data: 26/03, quinta-feira

Horário: 9h

Local: IDR-Paraná – Polo de Pesquisa e Inovação de Ponta Grossa (Avenida Presidente Kennedy, s/n – Rodovia do Café, km 496)

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

Via: AEN
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