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Ferrugem asiática reaparece no início da safra 25/26

Casos registrados em duas regiões agrícolas reacendem alerta sobre manejo, monitoramento e limitação de insumos essenciais

by Derick Machado
25 de novembro de 2025
in Agro
Ferrugem asiática reaparece no início da safra 25/26
Resumo

• Os primeiros focos de ferrugem asiática da safra 25/26 surgiram no PR e em SP, elevando o alerta entre produtores devido ao início precoce da doença.
• O clima chuvoso e úmido favorece a rápida disseminação do fungo, especialmente no Sul e no Cerrado, ampliando o risco nas primeiras áreas semeadas.
• A Portaria nº 1.124 reforça medidas como vazio sanitário e calendário de semeadura, essenciais para reduzir a pressão inicial do patógeno.
• O monitoramento constante desde a emergência é decisivo, com inspeção das folhas inferiores para identificar sinais precoces da ferrugem.
• Sem controle preventivo adequado, a doença pode destruir até 90% da lavoura, exigindo vigilância rigorosa diante da possível escassez de multissítios.

A confirmação dos primeiros focos de ferrugem asiática da soja na safra 2025/26, identificados em Corbélia (PR) e Itapetininga (SP), acende um sinal de alerta logo no início do ciclo produtivo. Embora o surgimento precoce da doença não seja incomum em anos de alta umidade, o contexto atual traz uma complexidade adicional: a previsão de escassez de fungicidas multissítios, considerados essenciais para compor programas eficazes de controle.

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Assim, produtores entram na nova safra diante de um cenário que exige atenção redobrada, planejamento técnico e decisões rápidas para evitar perdas expressivas.

Clima, umidade e o avanço do fungo nas lavouras

O ambiente climático observado no Sul e no Cerrado favorece de forma intensa o desenvolvimento do Phakopsora pachyrhizi, fungo responsável pela ferrugem asiática. Chuvas frequentes, temperaturas amenas e longos períodos de molhamento foliar criam condições ideais para a disseminação dos esporos, que podem se espalhar com velocidade entre plantas e talhões. Além disso, as previsões de volumes elevados de precipitação para regiões do Cerrado reforçam o risco de avanço da doença, particularmente em áreas que realizaram semeaduras mais precoces ou adotam cultivares de ciclo longo.

Esse conjunto de fatores meteorológicos torna o início da safra especialmente sensível, sobretudo porque coincide com o momento em que a demanda por insumos estratégicos aumenta. Em um período de menor oferta de multissítios, a adoção disciplinada de práticas preventivas ganha protagonismo para evitar a instalação da doença em estágios nos quais o controle se torna mais difícil e oneroso.

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Ferrugem asiática: prevenção, vigilância e legislação

Para enfrentar um patógeno tão agressivo e de ciclo rápido, o Brasil consolidou nos últimos anos políticas públicas específicas. Em junho de 2024, o Ministério da Agricultura instituiu, por meio da Portaria nº 1.124, o Programa Nacional de Controle da Ferrugem-asiática da Soja (PNCFS), que reforçou mecanismos já conhecidos pelos produtores, como o vazio sanitário e o calendário de semeadura. Ambas as medidas são fundamentais para reduzir a pressão inicial de inóculo, diminuindo a necessidade de aplicações sucessivas de fungicidas e aumentando a eficiência dos produtos disponíveis.

No campo, a prática determinante continua sendo o monitoramento constante. A observação deve começar desde a emergência, com foco em áreas úmidas, bordas de talhões e lavouras que semeiam precocemente. A inspeção de folhas do terço médio e inferior das plantas, observadas contra a luz, é uma das formas mais eficientes de identificar as primeiras pústulas, que surgem como pontuações escuras e se tornam mais evidentes próximos ao florescimento ou ao fechamento das entrelinhas.

Impactos potenciais e a necessidade de resposta rápida

A ferrugem asiática continua sendo, de longe, a doença de maior impacto econômico na sojicultura. De acordo com publicações técnicas, quando não controlada no momento adequado, pode destruir até 90% de uma lavoura, comprometendo completamente o retorno financeiro de uma safra. Assim, mesmo em anos com boa disponibilidade de insumos, o manejo preventivo é indispensável; contudo, na atual conjuntura de restrição de multissítios, torna-se ainda mais estratégico.

Por isso, o início da safra 25/26 pede uma condução minuciosa, integrando clima, legislação, calendário e observação de campo. A rápida identificação dos focos no Paraná e em São Paulo mostra que o patógeno já está ativo, mas também evidencia que a vigilância tem funcionado. Mantê-la será decisivo para proteger o potencial produtivo das áreas semeadas e garantir estabilidade na produção diante de uma doença que permanece como um dos maiores desafios fitossanitários da agricultura brasileira.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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