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Algodão: mercado inicia fevereiro com reação nos preços depois de mês travado

Algodão: mercado inicia fevereiro com reação nos preços depois de mês travadoSubtítulo: Estoques das indústrias limitaram compras em janeiro, mas média mensal avança 1,08%

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Algodão: mercado inicia fevereiro com reação nos preços depois de mês travado

O mercado brasileiro de algodão em pluma iniciou o ano em compasso de espera. Janeiro foi marcado por negociações lentas, volumes restritos e divergências claras entre compradores e vendedores quanto aos valores praticados. Entretanto, mesmo diante desse cenário travado, os preços domésticos começaram a mostrar sinais de recuperação ao longo do mês.

Levantamento do Cepea indica que o ritmo reduzido de negócios esteve diretamente ligado à retomada gradual das atividades industriais após o recesso de fim de ano. Além disso, o desalinhamento entre expectativas de preços dificultou o fechamento de contratos no mercado spot, mantendo a liquidez abaixo do habitual.

Do lado da oferta, a prioridade dos produtores esteve longe das mesas de negociação. Com foco na semeadura e no desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26, muitos cotonicultores reduziram a disposição para negociar volumes disponíveis. Assim, mesmo diante de oscilações internacionais, prevaleceu uma postura mais firme nas pedidas, o que limitou quedas mais expressivas nas cotações internas.

Sob a ótica da demanda, as indústrias têxteis adotaram cautela. Conforme apontam os pesquisadores do Cepea, os compradores priorizaram o uso de estoques próprios e de contratos previamente firmados. Essa estratégia permitiu atravessar o período inicial do ano sem necessidade de novas aquisições relevantes, o que, por consequência, manteve o mercado físico com poucos fechamentos.

Ainda assim, o comportamento dos preços revelou um movimento interessante. Em determinados momentos de janeiro, as cotações domésticas acompanharam a retração observada no mercado internacional. Contudo, em boa parte do mês, a sustentação veio justamente da resistência dos vendedores em aceitar valores mais baixos. Dessa forma, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em oito dias, encerrou janeiro com média de R$ 3,5101 por libra-peso, avanço de 1,08% frente a dezembro de 2025.

Esse desempenho, embora modesto, sinaliza uma inflexão relevante após semanas de mercado enfraquecido. A reação indica que, mesmo em ambiente de cautela industrial e ajustes globais, a combinação entre oferta controlada e postura firme do produtor tende a sustentar os preços internos no curto prazo.

O comportamento das próximas semanas dependerá, portanto, da consolidação da retomada industrial e da dinâmica das exportações. Caso a demanda volte a ganhar tração, o algodão brasileiro pode encontrar um cenário mais favorável, especialmente se os vendedores mantiverem disciplina na oferta e o mercado externo oferecer suporte adicional às cotações.

  • A Redação Agronamidia é composta por uma equipe multidisciplinar de jornalistas, analistas de mercado e especialistas em comunicação rural. Nosso compromisso é levar informações precisas, técnicas e atualizadas sobre os principais pilares do agronegócio brasileiro: da economia das commodities à inovação no campo e sustentabilidade ambiental. Sob a gestão da Editora CFILLA, todo o conteúdo passa por um rigoroso processo de curadoria e verificação de fatos, garantindo que o produtor rural e os profissionais do setor tenham acesso a notícias com alto valor estratégico e rigor técnico.

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