Agronamidia
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo
No Result
View All Result
Agronamidia
No Result
View All Result
Home Tecnologia Rural

Babosa vira tecnologia: UFPR cria curativo cicatrizante com Aloe vera na estrutura do material

Escrito por: Agronamidia Agronamidia
8 de maio de 2026
in Tecnologia Rural
babosa

Um estudante de Farmácia da Universidade Federal do Paraná decidiu transformar a babosa — planta comum em quintais brasileiros — em tecnologia aplicada ao cuidado de feridas. O resultado foi o desenvolvimento de filmes bioadesivos cicatrizantes à base de Aloe vera que protegem o machucado, acompanham os movimentos do corpo e permitem trocas gasosas sem comprometer a integridade do material.

ADVERTISEMENT

A pesquisa é conduzida por Fernando Miguel Stelmach Alves, do Departamento de Farmácia da UFPR, dentro do projeto de iniciação científica voltado ao desenvolvimento de filmes e hidrogéis para desordens cutâneas, sob orientação da professora Luana Mota Ferreira, no Centro de Estudos de Biofarmácia (CEB), em Curitiba. Os resultados da primeira etapa renderam ao pesquisador o 38º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, na categoria Estudante de Graduação.

A base do estudo está no gel interno da Aloe vera. Diferente da seiva amarela, potencialmente tóxica, o gel transparente concentra água, aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e, sobretudo, polissacarídeos. Essas moléculas — longas cadeias de açúcares — são responsáveis pelas propriedades hidratantes e moduladoras do sistema imune tradicionalmente associadas à planta. Entretanto, o projeto buscou ir além do uso tópico convencional.

Fernando investigou se esses polissacarídeos poderiam exercer função estrutural dentro do próprio curativo. Em vez de utilizar o extrato apenas como ativo terapêutico, ele passou a integrá-lo à matriz do material, substituindo plastificantes sintéticos por componentes naturais. A proposta era simples na lógica, mas sofisticada na execução: criar um filme fino, flexível e bioadesivo que não apenas cobrisse a ferida, mas participasse do processo de cicatrização.

Veja Também

Promaq beneficia 33 cidades do Piauí com maquinário agrícola

Qual flor combina com o seu signo? Descubra a planta que traduz sua essência!

Como o próprio pesquisador explica, “materiais ricos em polissacarídeos apresentam maleabilidade porque essas moléculas se comportam como fios longos e flexíveis, capazes de se mover, se dobrar e reter água sem se romper”. Essa característica foi decisiva para alcançar um equilíbrio entre resistência mecânica e conforto.

Na formulação, os principais polissacarídeos da babosa foram combinados com dois agentes já consolidados na indústria farmacêutica: goma gelana, de origem bacteriana, e carragena, extraída de algas vermelhas. O método de produção envolveu dissolução dos componentes em água aquecida e posterior secagem até a formação de uma película contínua. O diferencial esteve na interação química entre os polissacarídeos da Aloe vera e as gomas estruturantes, permitindo ajuste fino da elasticidade e da adesão.

Os testes laboratoriais mostraram comportamentos distintos entre as bases. Os filmes com carragena apresentaram maior elasticidade e capacidade de absorção de exsudato, característica relevante para feridas com secreção. Já as formulações com goma gelana mostraram maior rigidez e resistência, favorecendo proteção mecânica. Em ambos os casos, contudo, a incorporação do extrato vegetal elevou a adesão à pele e ajudou a manter ambiente úmido — condição reconhecida como favorável à cicatrização adequada.

Além da performance técnica, há um componente estratégico no projeto: a redução de insumos sintéticos. Como observa a orientadora, “os materiais naturais têm sido cada vez mais explorados no campo farmacêutico. Nossa formulação busca diminuir o número de componentes na fabricação dos curativos”. A simplificação da matriz pode representar, no futuro, menor custo e menor impacto ambiental.

Os próximos passos envolvem testes de biocompatibilidade e avaliações em modelos in vivo para confirmar segurança e eficácia em condições próximas ao uso clínico. A equipe também pretende investigar a adição de outros compostos terapêuticos às películas, explorando possíveis efeitos sinérgicos.

O maior desafio, entretanto, está na própria natureza do ativo vegetal. Diferentemente de moléculas sintéticas isoladas, a babosa apresenta uma matriz complexa, com múltiplos compostos atuando em conjunto. Isso exige caracterização fitoquímica detalhada e controle rigoroso da padronização do extrato.

Como destaca Ferreira, “nossa próxima missão é caracterizar fitoquimicamente esse extrato e aprofundar as avaliações in vitro e in vivo, determinando inclusive a permeação cutânea desses ativos”. O trabalho agora entra em fase decisiva.

Share234Tweet147Pin53

Artigos relacionados

Divulgação
Ana Miranda
Tecnologia Rural

Menos desperdício e mais sustentabilidade para produtores rurais e o varejo alimentício

by Agronamidia
22 de maio de 2026
0

Quando falamos de varejo alimentar, especialmente em alimentos frescos, uma realidade assombra os gestores de supermercados e hortifrutis: o desperdício. No Brasil, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e...

Read more
Paraná sedia 1ª fábrica do País de tecnologia húngara que protege plantas de fungos e bactérias
Tecnologia Rural

Paraná sedia 1ª fábrica do País de tecnologia húngara que protege plantas de fungos e bactérias

by Agronamidia
17 de maio de 2026
0

Representantes do Governo do Paraná participaram terça-feira (31) da inauguração da primeira fábrica no Brasil para a produção do SteriClean, um complemento agrícola com tecnologia húngara que ajuda a limpar e proteger...

Read more
Imagem: Divulgação Oregon Tool
Tecnologia Rural

Uso de motosserras em trabalhos florestais exige mais cuidado no inverno 

by Derick Machado
11 de maio de 2026
0

Os dias mais frios, típicos do inverno, podem tornar os trabalhos florestais ainda mais desafiadores, mas a falta de chuvas desse período faz com que esse seja o melhor momento para manutenção...

Read more
Peixe-boi da Amazônia come 8% do seu peso em plantas por dia e isso pode resolver um problema sério na piscicultura
Tecnologia Rural

Peixe-boi da Amazônia come 8% do seu peso em plantas por dia e isso pode resolver um problema sério na piscicultura

by Agronamidia
17 de maio de 2026
0

Um viveiro de piscicultura tomado por aguapé, salvínia ou alface-d'água não é apenas um problema estético. É uma ameaça direta à produtividade, ao oxigênio dissolvido na água e à saúde dos peixes....

Read more
  • Politica de Privacidade
  • Contato
  • Politica de ética
  • Politica de verificação dos fatos
  • Politica editorial
  • Quem somos | Sobre nós
  • Termos de uso
  • Expediente
[email protected]

©2021 - 2025 Agronamidia, Dedicado a informar o público sobre o mundo do agronegócio, do campo e da jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

No Result
View All Result
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo

©2021 - 2025 Agronamidia, Dedicado a informar o público sobre o mundo do agronegócio, do campo e da jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

Nós estamos usando cookies neste site para melhorar sua experiência. Visite nossa Politica de privacidade.