Mania de Plantas
  • Noticias
  • Mundo Agro
  • Pecuaria
  • Natureza
  • Jardinagem
    • Plantas da Mel
  • Releases
  • Stories
No Result
View All Result
Mania de plantas
  • Noticias
  • Mundo Agro
  • Pecuaria
  • Natureza
  • Jardinagem
    • Plantas da Mel
  • Releases
  • Stories
No Result
View All Result
AgroNaMidia
No Result
View All Result
Home Noticias

Biossensor acelera descoberta de biopesticidas e pode reduzir custo no controle de pragas

by Redação Agronamidia
13 de fevereiro de 2026
in Noticias
Biossensor acelera descoberta de biopesticidas e pode reduzir custo no controle de pragas

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu um biossensor capaz de detectar, de forma rápida e direta, compostos naturais que inibem a enzima acetilcolinesterase (AChE), essencial ao sistema nervoso dos insetos. Na prática, a ferramenta ajuda a identificar substâncias com potencial para controle de pragas agrícolas. E faz isso com custo menor e aplicação mais simples que métodos tradicionais.

O impacto é direto. Se o setor busca reduzir dependência de moléculas sintéticas e ampliar o mix de soluções biológicas, precisa acelerar a triagem de compostos naturais. É exatamente aí que o biossensor entra.

A enzima AChE é um alvo estratégico no manejo químico e biológico. Quando sua atividade é bloqueada, o sistema nervoso do inseto entra em colapso. O mercado já conhece esse mecanismo. A diferença agora está na velocidade com que novas fontes vegetais podem ser testadas.

Leia Também

Tarifaço de Trump atinge exportações brasileiras e compromete indústria nacional

Raízen vende 55 usinas por R$ 600 milhões e reforça foco em capital e açúcar

Tecnologia de baixo custo com precisão técnica

O estudo, financiado pela FAPESP e publicado na revista Analytical Methods, resultou em um biossensor eletroquímico baseado na própria enzima AChE. O dispositivo utiliza um eletrodo de carbono impresso modificado com nanopartículas de ouro recobertas por glutationa, criando uma superfície estável para imobilização da enzima.

Não foi simples. Manter a atividade biológica da AChE ativa e funcional no sensor exigiu ajustes finos.

“A imobilização do componente biológico é uma etapa fundamental para garantir a estabilidade da enzima e a precisão nas medições”, explica Sean dos Santos Araújo, pesquisador da UFSCar e responsável pelo trabalho.

A equipe conseguiu estabilizar a enzima ao modificar a superfície do eletrodo com as nanopartículas de ouro. O resultado foi uma resposta eletroquímica mais intensa e leituras confiáveis da atividade enzimática.

“O protocolo que desenvolvemos funcionou com eficácia e precisão, permitindo as leituras da atividade da AChE e, depois, a realização de bioensaios com extratos vegetais”, complementa Araújo.

E aqui está o ponto-chave para quem pensa porteira para dentro: enquanto técnicas como cromatografia de bioafinidade exigem estrutura laboratorial complexa e custos elevados, o biossensor apresenta uma alternativa operacional mais enxuta. Isso pode reduzir o custo da fase inicial de pesquisa no desenvolvimento de bioinsumos.

Testes validam potencial de novas plantas inseticidas

O primeiro teste utilizou azadiractina, composto extraído da Azadirachta indica, já conhecido por sua ação inseticida. O sensor identificou com precisão a inibição da enzima, validando o funcionamento da ferramenta.

Depois veio a etapa mais estratégica: avaliar extratos de outras espécies vegetais. Foram analisadas Picramnia riedelli, Picramnia ciliata e Toona ciliata. As taxas de inibição variaram entre 41% e 55%.

Não é pouco. Esses índices indicam potencial real para desenvolvimento de biopesticidas.

Além de confirmar a atividade inibitória, a pesquisa também conseguiu identificar compostos específicos responsáveis pela ação sobre a AChE. Isso encurta o caminho entre descoberta e formulação comercial.

O que isso significa para o campo

O produtor convive com pressão crescente por manejo mais sustentável, seja por exigência de mercado externo, seja por resistência de pragas aos princípios ativos tradicionais. O custo de controle sobe. A margem aperta.

Ferramentas que aceleram a descoberta de novas moléculas naturais ajudam a ampliar o portfólio de soluções biológicas. Mais opções significam mais flexibilidade no manejo integrado de pragas e menor risco de resistência.

Se a triagem de compostos naturais fica mais rápida e barata, a chance de chegar ao mercado com novas alternativas aumenta. O reflexo aparece no custo de produção e na eficiência do controle.

A pesquisa ainda está na etapa científica, mas o sinal é claro: tecnologia aplicada à bioquímica pode reduzir gargalos na inovação agrícola. E quem trabalha com desenvolvimento de bioinsumos já sabe — velocidade de validação faz diferença.

Agora o próximo passo é transformar essas descobertas em formulações viáveis comercialmente. Porque no campo, tempo e eficiência não são detalhes. São margem.

Fonte: FAPESP

  • Redação Agronamidia

    E-mail: contato@agronamidia.com.br

Conteúdo Relacionado

Brasil chega a 2.866 aviões agrícolas com entrada de modelo autônomo que muda o jogo

Brasil chega a 2.866 aviões agrícolas com entrada de modelo autônomo que muda o jogo

by Redação Agronamidia
25 de fevereiro de 2026
0

Setor movimenta R$ 7,89 bilhões e dobra número de aeronaves em 16 anos, mas idade...

Gilson Abreu/AEN

Plantio de soja já cobre 3,5% da área no Brasil na safra 2025/26

by Redação Agronamidia
30 de setembro de 2025
0

O início da safra 2025/26 no Brasil já demonstra sinais de aceleração no campo, com...

Próximas oficinas do projeto Amazônia Viva têm cronograma alterado

by Redação Agronamidia
23 de março de 2026
0

As próximas oficinas do projeto “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva”, previstas para os estados do...

  • Politica de Privacidade
  • Contato
  • Politica de ética
  • Politica de verificação dos fatos
  • Politica editorial
  • Quem somos | Sobre nós
  • Termos de uso
  • Expediente

© 2023 - 2025 Agronamidia

No Result
View All Result
  • Noticias
  • Mundo Agro
  • Pecuaria
  • Natureza
  • Jardinagem
    • Plantas da Mel
  • Releases
  • Stories

© 2023 - 2025 Agronamidia

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência e navegação. Politica de Privacidade.