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Café Qualidade Paraná 2025: a semana decisiva para os melhores grãos do Estado

Cerimônia em Curitiba vai consagrar os lotes de destaque e reconhecer o trabalho dos cafeicultores que elevam o padrão sensorial do café produzido no Paraná

by Derick Machado
21 de novembro de 2025
in Noticias
Foto: Gabriel Rosa/Arquivo AEN

Foto: Gabriel Rosa/Arquivo AEN

Resumo

• O texto apresenta o Concurso Café Qualidade Paraná 2025 como a terceira maior premiação do Brasil, destacando o foco em cafés especiais e o protagonismo da agricultura familiar no Estado.
• Explica como o Paraná se tornou referência em cafés especiais graças ao manejo cuidadoso, colheita no ponto ideal, processos de secagem, torra e classificação que elevam o padrão sensorial do produto.
• Detalha a estrutura do concurso, promovido pela Câmara Setorial do Café e diversas instituições parceiras, com 130 lotes inscritos de nove regiões produtoras e duas categorias de processamento dos grãos.
• Mostra como é feita a seleção dos melhores cafés, com avaliação física pela Classificação Oficial Brasileira e prova de xícara seguindo critérios da SCA, analisando aroma, doçura, acidez, corpo e equilíbrio.
• Destaca os prêmios financeiros, o ágio mínimo de 50% sobre a cotação da B3 e a rede de patrocinadores, reforçando o concurso como ferramenta de valorização dos produtores e fortalecimento da cadeia do café paranaense.

Nos últimos anos, o Paraná consolidou sua vocação para os cafés especiais e, aos poucos, vem se destacando como referência nacional nesse segmento. Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, e o trabalho técnico do IDR-Paraná, muitos cafeicultores, em especial agricultores familiares, passaram a investir em manejo mais cuidadoso, colheita criteriosa e pós-colheita bem planejado. Assim, o que antes era visto apenas como uma commodity passa a ser tratado como um produto de alto valor agregado, reconhecido pela complexidade sensorial e pelo equilíbrio entre doçura, acidez e corpo.

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Essa evolução não acontece por acaso. Ela é resultado de uma cadeia que se organiza, estuda e busca elevar o padrão de qualidade em todas as etapas. Desde a escolha das cultivares e o manejo da lavoura até a secagem, a torra e a classificação, cada detalhe interfere diretamente no que o consumidor vai encontrar na xícara. Aliás, quanto mais cuidadoso o processo, maior a chance de o café se destacar em concursos e conquistar mercados exigentes, no Brasil e no exterior.

Uma produção que começa na lavoura e termina na xícara

Para alcançar o status de café especial, não basta ter um bom terroir. É necessário um conjunto de práticas que começa no campo e segue de forma rigorosa até a etapa final de avaliação. Os grãos são colhidos no ponto ideal de maturação, selecionados com atenção para reduzir defeitos e mantidos sob controle durante a secagem, seja na via seca, seja no método cereja descascado. Além disso, o processo de torra precisa realçar os atributos do grão, sem mascarar sabores ou gerar notas indesejadas.

No Paraná, esse cuidado tem sido cada vez mais presente, especialmente entre agricultores familiares que perceberam na qualidade uma forma de diferenciar a produção. Ao apostar em cafés com maior valor agregado, esses produtores ampliam a renda, fortalecem as regiões cafeeiras e ajudam a posicionar o Estado em um patamar competitivo ao lado de grandes polos de café do país.

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Semana decisiva: quando os melhores cafés do Paraná sobem ao pódio

Em 2025, a expectativa se volta para o dia em que os campeões serão anunciados. Na terça-feira, 25, o Concurso Café Qualidade Paraná revela os vencedores desta edição em uma cerimônia no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O evento coroa mais um ciclo de trabalho intenso nas lavouras e nas unidades de beneficiamento, além de reunir representantes de toda a cadeia do café.

Esta é a 23ª edição do certame, que se consolidou como a terceira maior premiação do gênero no Brasil, atrás apenas dos grandes concursos realizados em Minas Gerais e no Espírito Santo, os dois maiores produtores nacionais. Entretanto, o destaque do Paraná está justamente no foco em qualidade, na força da agricultura familiar e no esforço conjunto para transformar o café especial em cartão de visitas do Estado.

Quem organiza e quem participa do concurso

O Concurso Café Qualidade Paraná é promovido pela Câmara Setorial do Café do Estado, que reúne instituições públicas e privadas ligadas ao setor. Entre elas, estão o Sistema FAEP, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina e a Associação dos Funcionários do Iapar. Juntas, essas entidades ajudam a estruturar o regulamento, organizar as etapas de avaliação e aproximar os cafeicultores das oportunidades de mercado.

Nesta edição, 130 lotes provenientes de nove regiões produtoras se inscreveram na disputa. Assim, o concurso reflete a diversidade de microclimas, altitudes e sistemas de cultivo que compõem o mapa cafeeiro paranaense. Cada lote representa a história de uma propriedade, de uma família e de um manejo específico, que se traduzem em perfis sensoriais distintos e em diferentes formas de interpretar o café produzido no Estado.

Processos de beneficiamento e categorias em disputa

Os cafés inscritos foram organizados em duas categorias, de acordo com o método de processamento pós-colheita. Na via seca, ou processamento natural, o fruto é seco inteiro, mantendo a casca e a mucilagem em contato com o grão por mais tempo. Nessa categoria, 96 lotes foram selecionados inicialmente. Já no método cereja descascado, também conhecido como via úmida, a polpa é removida antes da secagem, o que tende a realçar determinadas características sensoriais; nesse grupo, 34 lotes entraram em avaliação.

Depois das etapas iniciais, 108 amostras avançaram para a fase mais detalhada da seleção, sendo 80 na categoria natural e 28 no cereja descascado. Cada lote traz um conjunto de atributos que será analisado de forma minuciosa, desde a aparência do grão cru até o desempenho na xícara, em provas conduzidas por profissionais habilitados.

Da classificação física à prova de xícara

A seleção dos finalistas é um dos pontos mais técnicos do concurso. Ela é conduzida por dez extensionistas do IDR-Paraná com formação de Q-Grader em café arábica, certificação reconhecida internacionalmente. O processo ocorre em duas grandes fases, que seguem padrões oficiais e critérios utilizados nos principais concursos do mundo.

Na etapa física, os lotes são avaliados segundo a Classificação Oficial Brasileira, verificando aspectos como tamanho dos grãos, uniformidade, cor e presença de defeitos, incluindo quebras, fermentações indesejadas ou danos causados por insetos. Esse filtro inicial garante que apenas cafés com boa apresentação e baixa incidência de problemas sigam adiante.

Em seguida, vem a prova de xícara. Nessa fase, os cafés são avaliados com base nos protocolos da Associação de Cafés Especiais (SCA), que considera aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, retrogosto e equilíbrio geral da bebida. Cada atributo recebe pontuações que, somadas, definem quais lotes se destacam como especiais e quais chegam ao topo do ranking do concurso. Assim, o resultado final é a combinação entre excelência física e desempenho sensorial.

Premiação que estimula qualidade e agrega valor ao produtor

Além do reconhecimento simbólico e da visibilidade que o prêmio proporciona, o concurso também gera benefícios econômicos concretos. Os lotes dos cinco primeiros colocados em cada categoria serão adquiridos com base na cotação da B3, referente ao dia anterior ao evento, acrescida de um ágio mínimo de 50%. Isso significa que os cafés campeões serão remunerados acima do preço de mercado, refletindo o valor extra que a qualidade agrega ao produto.

Os prêmios em dinheiro variam de 4 mil reais para o quinto colocado a 9 mil reais para o campeão de cada categoria. Neste ano, os campeões regionais também receberão um prêmio de 4 mil reais, reforçando a importância de cada território produtor dentro do mapa do café paranaense. Os valores são pagos pelo Sicredi, enquanto o Sistema FAEP apoia a logística e patrocina a vinda dos cafeicultores até Curitiba, aproximando o produtor do centro das decisões e das oportunidades.

Rede de parceiros fortalece a cadeia do café paranaense

O fortalecimento da qualidade do café no Paraná também passa pelo apoio de uma ampla rede de parceiros. O Concurso Café Qualidade Paraná conta com patrocínio do Sistema Ocepar, do Sebrae, do BRDE, do Grupo Bratac Seda, da Integrada Cooperativa Agroindustrial, da Sociedade Rural do Paraná, do Grupo Dois Irmãos, da Fetaep, do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina, do Crea-PR e da Ceasa.

Cada instituição contribui de forma distinta, seja com suporte financeiro, seja com apoio técnico, estrutura de divulgação ou estímulo à organização da produção. Assim, o concurso deixa de ser apenas um momento de celebração e passa a funcionar como uma ferramenta de desenvolvimento regional. Ele inspira outras propriedades a investirem em qualidade, incentiva a profissionalização da cadeia e ajuda o Paraná a consolidar sua imagem como produtor de cafés especiais, alinhado às exigências do consumidor contemporâneo.

Serviço:

23º Concurso Café Qualidade Paraná – Premiação dos Vencedores
Data: 25 de novembro
Horário: 18h
Local: Museu Oscar Niemeyer, situado na Rua Marechal Hermes, 999 Centro Cívico

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

Via: AEN
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