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Canal Copel Agro entra em operação e promete resposta mais rápida para quem perde renda com queda de energia

Criado após reivindicação do Sistema FAEP, o serviço exclusivo para produtores rurais conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas e já colhe aprovação de quem trabalha com piscicultura no Oeste do Paraná

by Agronamidia Agronamidia
10 de abril de 2026
in Noticias
Canal Copel Agro entra em operação e promete resposta mais rápida para quem perde renda com queda de energia

Quando a energia cai às 22h30 em uma piscicultura e só retorna quase nove horas depois, o gerador vira o único obstáculo entre o produtor e um prejuízo irreversível. Foi exatamente esse o relato de Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena, no Oeste do Paraná. A situação, que não é isolada, está no centro de uma mudança concreta na relação entre a Copel e o setor agropecuário paranaense: o lançamento do Copel Agro, canal de atendimento exclusivo para produtores rurais, construído a partir de pressão direta do Sistema FAEP diante de um histórico de falhas que vinha gerando perdas milionárias dentro das porteiras.

O serviço funciona pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970, com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana. O foco é atender quem atua com proteína animal — avicultura, suinocultura, piscicultura e produção de leite — justamente as atividades em que a interrupção no fornecimento de energia não admite demora.

Pressão que virou política

A criação do Copel Agro não nasceu de uma decisão espontânea da concessionária. O canal é resultado de um processo de articulação que o Sistema FAEP conduziu ao longo dos últimos meses, levando à Copel um conjunto de relatos documentados sobre quedas de energia, oscilações e demora no religamento em propriedades rurais de diferentes regiões do Estado.

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“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema FAEP buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Desde o início do ano, Sistema FAEP, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas do setor. O Copel Agro é a primeira entrega concreta desse processo, mas não a única prevista.

O que os números revelam sobre a desigualdade energética no campo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece como limite tolerável uma média de oito horas sem energia por ano para consumidores no Paraná. Nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais, segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP. A diferença é expressiva e tem nome e endereço.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Luiz Eliezer, técnico do DTE do Sistema FAEP.

Esse percentual transforma a energia elétrica em um dos insumos mais relevantes da planilha de custos do produtor paranaense — comparável, em peso econômico, a fertilizantes e defensivos em determinadas cadeias produtivas. Consequentemente, cada hora sem fornecimento adequado não é apenas um inconveniente operacional: é uma variável que afeta diretamente a margem do negócio.

Da teoria ao campo: os relatos de quem já usou o canal

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias em Marechal Cândido Rondon, foi um dos primeiros a testar o Copel Agro. Ele relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, com consequências diretas sobre equipamentos e custos operacionais.

“Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta Cancian. Ele aponta, contudo, um custo que ainda não encontrou solução: o gasto com diesel para manter o gerador em operação durante as interrupções não é reembolsado pela Copel, ao contrário dos equipamentos danificados por oscilação. Esse valor, segundo ele, acaba sendo repassado ao consumidor final do pescado.

Rosimeri Draghetti, também piscicultora, viveu por anos com uma comunicação deficiente com a concessionária. Antes de adquirir um gerador, acumulou prejuízos com mortalidade de peixes causada por interrupções prolongadas. A falta de sinal telefônico na propriedade tornava o atendimento por WhatsApp a única opção — e ela era lenta. “A comunicação antes era muito ruim. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, relata.

A mudança mais concreta que ela registrou foi no tempo de religamento. A última interrupção, que começou às 22h30, foi resolvida em menos de duas horas. “O gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, pondera Rosimeri, reforçando que a agilidade no atendimento tem impacto direto sobre a viabilidade da atividade.

O plano vai além do canal de atendimento

O Copel Agro é a camada mais visível de um conjunto de ações estruturadas em diferentes prazos e frentes temáticas. O plano cobre desde a poda de vegetação próxima às redes até investimentos em subestações, passando por financiamento, reforço de equipe, capacitação técnica, tecnologia e geração distribuída.

Um dos avanços mais aguardados pelo setor é o Projeto de Lei 189/2026, em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná, com previsão de aprovação ainda neste mês. De autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, o projeto altera a Lei Estadual 20.081/2019 e transfere para as concessionárias a responsabilidade pelo manejo de vegetação em um raio de até 15 metros das redes de distribuição elétrica. Hoje, essa obrigação recai sobre o produtor, o que gera custos adicionais e, em muitos casos, a vegetação cresce sem controle até provocar novas interrupções.

“Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa Meneguette.

A aprovação do projeto, combinada com a operação plena do Copel Agro e os demais compromissos do plano, projeta uma mudança estrutural na qualidade do serviço energético para o campo paranaense — algo que o setor produtivo reivindica há anos e que agora, pela primeira vez, tem prazo e metodologia definidos.

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