Paisagismo
Cultivo da Pitaya: do plantio à frutificação perfeita
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6 meses atrásem

A pitaya, também conhecida como fruta-do-dragão, é uma planta exótica que conquistou espaço nos pomares brasileiros, tanto pelo visual impactante de seus frutos quanto pelo sabor refrescante e levemente adocicado. Originária de regiões tropicais e subtropicais da América, ela pertence à família dos cactos e, assim como seus parentes mais conhecidos, apresenta alta resistência ao calor e baixa necessidade de cuidados complexos. No entanto, para que a frutificação seja satisfatória, é preciso conhecer seu comportamento e oferecer as condições adequadas de cultivo.
De acordo com o engenheiro agrônomo Ricardo Monteiro, especialista em fruticultura tropical, o segredo para uma pitaya saudável está no manejo correto desde a escolha do local até os cuidados de manutenção. “Apesar de rústica, a planta responde muito bem quando recebe a quantidade certa de luz, um solo bem drenado e um suporte adequado para seu crescimento”, explica.
Escolhendo o local ideal para a pitaya frutificar
A pitaya precisa de bastante luminosidade para se desenvolver plenamente. Por ser uma espécie de clima quente, o cultivo ao sol pleno é o mais indicado, garantindo que a planta receba entre seis e oito horas diárias de luz direta. Essa exposição favorece a formação dos botões florais e, consequentemente, dos frutos. Em regiões de clima mais ameno, a planta ainda pode prosperar, mas convém protegê-la de geadas, que comprometem tanto o caule quanto a produção.

A arquiteta paisagista Larissa Figueiredo, que cultiva pitayas há mais de uma década, destaca a importância da estrutura de apoio. “O cultivo em espaldeiras ou postes de madeira é fundamental para que os ramos cresçam de forma ordenada e recebam luz por igual. Essa condução também facilita a colheita e melhora a circulação de ar, reduzindo riscos de doenças”, comenta.
Plantio e preparação do solo
O primeiro passo para plantar a pitaya é escolher um solo bem drenado, já que o excesso de umidade pode provocar o apodrecimento das raízes. Uma mistura rica em matéria orgânica, com boa aeração, é a base ideal para o desenvolvimento. A incorporação de esterco curtido, composto orgânico ou húmus de minhoca contribui para nutrir a planta nos estágios iniciais.
O plantio pode ser feito tanto por mudas já enraizadas quanto por estacas retiradas de uma planta adulta. Ao optar pelas estacas, é necessário deixá-las secar por dois a três dias antes de colocá-las na terra, para evitar infecções. A cova deve ter cerca de 30 a 40 centímetros de profundidade e largura, garantindo espaço suficiente para o enraizamento.
Rega, adubação e manutenção
Por ser um cacto, a pitaya não exige regas diárias, mas também não deve ficar longos períodos sem água. O ideal é manter o solo levemente úmido, ajustando a frequência de acordo com o clima da região. Em períodos mais secos, a irrigação pode ser feita duas vezes por semana; já em épocas chuvosas, o cuidado é evitar o encharcamento.

A adubação periódica é determinante para estimular a floração e frutificação. “Uma adubação equilibrada, com destaque para o fósforo e o potássio, é fundamental. Esses nutrientes contribuem para o desenvolvimento das flores e a qualidade dos frutos”, ressalta Ricardo Monteiro. O uso de NPK na fórmula 4-14-8 ou combinações de compostos orgânicos, como farinha de ossos e torta de mamona, pode ser aplicado a cada dois ou três meses durante o ciclo produtivo.
Floração, polinização e colheita
As flores da pitaya são grandes, brancas e perfumadas, abrindo-se à noite e murchando pela manhã seguinte. Embora algumas variedades sejam autopolinizáveis, outras dependem da polinização cruzada para frutificar. Em cultivos domésticos, a polinização manual com um pincel macio pode aumentar consideravelmente a produção.
Após a floração, os frutos levam em média de 30 a 50 dias para amadurecer. O ponto ideal de colheita é quando a casca apresenta coloração intensa — seja rosa, vermelha ou amarela, dependendo da variedade — e os “espinhos” começam a secar.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
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Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.
Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.


