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Curitiba exporta US$ 448 milhões em tratores e sobe ao pódio das capitais brasileiras que mais vendem ao exterior

Com crescimento de 25% nas vendas de máquinas agrícolas, a capital paranaense combina tradição industrial e tecnologia de ponta para atender o agro global

by Redação Agronamidia
12 de março de 2026
in Noticias
Curitiba exporta US$ 448 milhões em tratores e sobe ao pódio das capitais brasileiras que mais vendem ao exterior

Curitiba fechou 2025 como a terceira capital do Brasil que mais exportou, com vendas externas de US$ 2,2 bilhões, crescimento de 18% em relação ao ano anterior. Dentro desse resultado, um segmento se destacou com força particular: os tratores fabricados na Cidade Industrial de Curitiba somaram US$ 448 milhões em exportações, alta de 25% sobre 2024. Os números, apurados pela Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento com base nos dados da Secex/MDIC, confirmam o que o setor já sinalizava, a capital paranaense consolidou um polo industrial voltado ao agronegócio com alcance global.

Além dos tratores, outros segmentos ligados ao agro também contribuíram para o desempenho. A soja triturada registrou crescimento de 37% e movimentou US$ 323 milhões, enquanto os veículos para transporte somaram US$ 287 milhões, alta de 15%. O setor de energia liderou o crescimento percentual, com avanço de 42% e US$ 95 milhões exportados. Para o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, os resultados evidenciam a capacidade de adaptação das empresas curitibanas diante das turbulências do comércio internacional. “As exportadoras conseguiram aumentar suas vendas para outros mercados, compensando a queda registrada para o mercado norte-americano”, explicou.

Cinquenta anos construindo máquinas para o campo brasileiro

A liderança de Curitiba nesse segmento não surgiu de forma repentina. A New Holland, integrante do grupo CNH e presente em 170 países, instalou sua unidade na Cidade Industrial de Curitiba em 1975, tornando-se a fábrica mais antiga da CIC. Em 2025, a planta completou meio século de operação com mais de três mil trabalhadores ativos, muitos deles moradores do próprio bairro, e com máquinas operando nos cinco continentes.

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Essa longevidade carrega uma história que se confunde com a própria mecanização agrícola brasileira. Para o gerente de marketing da New Holland, Cristiano Conti, a trajetória da companhia acompanha cada fase de evolução do campo nacional. “A fábrica cresceu junto do agronegócio brasileiro. Ao longo dessas décadas houve uma grande evolução em produtos, tecnologias e desenvolvimento de pessoas. A empresa acaba gerando impacto direto na vida das pessoas e também no desenvolvimento regional”, afirma Conti.

Dentro da fábrica, esse impacto tem rosto e história. O técnico de qualidade Rubens Chuves está na empresa há 47 anos. Começou em 1979, ainda jovem, e construiu toda a carreira no setor de qualidade, investindo ao longo do tempo em formação técnica e acadêmica, com cursos de tecnólogo em química, administração e pós-graduação em engenharia da qualidade. Ao lembrar da trajetória, Chuves destaca um programa que leva funcionários da indústria para conhecer produtores que utilizam as máquinas no campo. “É muito gratificante ver o orgulho que eles têm do produto e perceber como o nosso trabalho faz diferença no dia a dia deles”, conta.

Central de Inteligência e biometano

A evolução tecnológica é uma das marcas mais visíveis da indústria curitibana de máquinas agrícolas, e os investimentos recentes mostram que o setor opera bem além da fabricação convencional. Uma das iniciativas mais relevantes é a Central de Inteligência instalada em Curitiba, que monitora em tempo real equipamentos agrícolas em operação em diversos países da América Latina. O sistema recebe dados transmitidos pelas máquinas, permitindo acompanhar consumo, desempenho e antecipar necessidades de manutenção preventiva, com acesso autorizado tanto pelos proprietários quanto pelas equipes técnicas.

Outro avanço que ganha espaço no mercado é o trator movido a biometano, tecnologia pioneira no mundo e já comercializada pela empresa. O combustível é produzido a partir do aproveitamento de resíduos orgânicos, como dejetos da produção animal transformados em biogás. “O agricultor pode produzir o próprio combustível dentro da propriedade. Isso cria um ciclo positivo, com ganho econômico e redução do impacto ambiental”, explica Conti. Além do benefício direto ao produtor, a tecnologia impulsiona o desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva ligada à produção e ao abastecimento do biometano nas propriedades rurais.

Para o futuro próximo, a aposta da indústria está na inteligência artificial embarcada diretamente em colheitadeiras e tratores, com potencial para transformar a forma como as máquinas interagem com o campo e tomam decisões operacionais em tempo real.

Qualificação que acompanha a evolução das máquinas

O avanço tecnológico dos equipamentos exige respostas igualmente rápidas na formação dos operadores. Apenas em 2025, 3.622 pessoas participaram de cursos voltados à operação de tratores no Paraná, promovidos pelo Sistema Faep em parceria com sindicatos rurais de diferentes municípios. Os cursos são gratuitos e organizados localmente, com turmas formadas a partir da demanda identificada pelos próprios sindicatos.

Para o analista técnico da entidade, Gabriel Gugel Marques, as capacitações precisam acompanhar o ritmo das inovações que chegam ao campo. “Hoje temos máquinas com piloto automático e telemetria, tecnologia de monitoramento remoto que utiliza sensores, GPS e conectividade para coletar e transmitir dados em tempo real sobre o desempenho de tratores, colheitadeiras e pulverizadores. A tecnologia avança rápido e o produtor precisa acompanhar esse movimento”, afirma Gabriel. Essa demanda crescente por qualificação é, por si só, um reflexo direto do avanço da indústria curitibana no mercado global.

Exportações do setor seguem em alta no cenário nacional

O desempenho de Curitiba não está isolado. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) indicam que o setor de máquinas agrícolas mantém ritmo consistente no mercado internacional. Em janeiro de 2026, as exportações do segmento registraram US$ 117,6 milhões, crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, as vendas externas somam US$ 1,65 bilhão, com alta de 15,2%, confirmando uma trajetória de expansão que sustenta a relevância do Brasil como fornecedor global de equipamentos para o agro.

No segmento específico de tratores, foram exportadas 217 unidades em janeiro, volume estável em relação ao mesmo mês do ano anterior. A estabilidade nas unidades, combinada ao crescimento em receita, aponta para a valorização dos equipamentos exportados, cada vez mais tecnológicos e com maior valor agregado.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins, a presença de indústrias consolidadas como essas é estratégica para o posicionamento de Curitiba. “Empresas com forte base tecnológica e atuação global geram empregos, movimentam cadeias produtivas e ajudam a posicionar Curitiba como um polo de inovação e desenvolvimento industrial”, afirma. A combinação entre tradição industrial, investimento contínuo em tecnologia e formação de mão de obra qualificada é o que sustenta, hoje, a ligação entre a indústria curitibana e o agronegócio brasileiro, uma relação que os números de 2025 confirmam com clareza.

  • Redação Agronamidia

    A Redação Agronamidia é composta por uma equipe multidisciplinar de jornalistas, analistas de mercado e especialistas em comunicação rural. Nosso compromisso é levar informações precisas, técnicas e atualizadas sobre os principais pilares do agronegócio brasileiro: da economia das commodities à inovação no campo e sustentabilidade ambiental. Sob a gestão da Editora CFILLA, todo o conteúdo passa por um rigoroso processo de curadoria e verificação de fatos, garantindo que o produtor rural e os profissionais do setor tenham acesso a notícias com alto valor estratégico e rigor técnico.

    E-mail: [email protected]

Via: AEN\Curitiba

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