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Custo de fertilizante sobe 20% e aperta margem da soja até junho

by Derick Machado
26 de fevereiro de 2026
in Noticias
Custo de fertilizante sobe 20% e aperta margem da soja até junho

O produtor de soja está pagando mais caro pelos fertilizantes. Muito mais caro. A relação de troca — métrica que mede quantas sacas de soja são necessárias para comprar uma tonelada de insumo — vem deteriorando desde o início do ano e a projeção é de piora até meados de 2026. Conforme levantamento da Scot Consultoria, o desembolso em sacas pode crescer até 20% entre fevereiro e junho. É um aperto que vai direto para o bolso.

Os preços médios dos principais fertilizantes usados na sojicultura subiram entre 2025 e 2026. O MAP (fosfato monoamônico) chegou a R$ 4.624,20 por tonelada na primeira quinzena de fevereiro, alta de 5,4% em relação à média do ano passado. O SSP (superfosfato simples granulado) avançou 7,1%, para R$ 2.381,07 por tonelada. Já o KCl (cloreto de potássio granulado) subiu 7,9%, atingindo R$ 3.042,79 por tonelada.

Esses aumentos se traduziram em mais sacas saindo do armazém para pagar a mesma quantidade de insumo. Em 23 de fevereiro, foram necessárias 18 sacas de soja para comprar uma tonelada de SSP, contra uma média de 16,1 sacas em 2025. Para o KCl, a relação foi de 23 sacas por tonelada, acima das 20,4 sacas do ano anterior. No caso do MAP, o produtor precisou entregar 35 sacas por tonelada, frente às 31,8 sacas de 2025.

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Aperto deve intensificar nos próximos meses

A projeção da Scot Consultoria para os próximos meses é de agravamento. Em março, a expectativa é de que a relação de troca chegue a 18,5 sacas de soja por tonelada de SSP, 23,2 sacas por tonelada de KCl e 33,5 sacas por tonelada de MAP. Porém, o cenário mais crítico está previsto para julho.

Nesse mês, os produtores poderão ter de desembolsar 21,8 sacas por tonelada de SSP — alta de 15% em relação à média de fevereiro. Para o KCl, a estimativa salta para 28,6 sacas por tonelada, representando aumento de 20%. O MAP deve exigir 40,7 sacas por tonelada, crescimento de 19% frente ao início do ano. São números que mexem com o planejamento da safra seguinte.

“Mesmo com o alívio cambial recente, a alta da cotação dos fertilizantes e o ambiente geopolítico incerto mantêm pressionados os custos da sojicultura, deteriorando a relação de troca e elevando o risco econômico da atividade”, alertou a Scot Consultoria em seu boletim sobre insumos.

Geopolítica pesa na conta do produtor brasileiro

O Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, segundo a Scot, e a expectativa é de que esse volume ultrapasse 47 milhões de toneladas neste ano. Essa dependência externa deixa o produtor refém de fatores que ele não controla. As tensões no Oriente Médio afetam diretamente o trânsito dos insumos, especialmente no Estreito de Ormuz, rota crítica para petróleo e gás natural, matérias-primas essenciais na produção de fertilizantes.

Além disso, a China mantém restrições à exportação de fosfatados e nitrogenados, priorizando o abastecimento do mercado interno. Os Estados Unidos seguem o mesmo caminho. Isso reduz a oferta global e pressiona os preços para cima. Outro componente dessa equação é o conjunto de sanções comerciais sobre a Rússia, fornecedora relevante de nutrientes agrícolas. Embora o comércio não tenha sido totalmente interrompido, os custos financeiros aumentaram e a volatilidade dos preços se intensificou com as incertezas sobre o abastecimento mundial.

Margem apertada e decisão estratégica

Diante desse quadro, o sojicultor enfrenta um dilema: manter o padrão de adubação e comprometer a margem ou reduzir o investimento em fertilizantes e arriscar produtividade. A escolha não é simples. A nutrição adequada da lavoura é determinante para o teto produtivo, mas com a relação de troca deteriorada, cada tonelada de insumo pesa mais no custo total da safra.

O cenário exige atenção redobrada ao planejamento. Negociar antecipadamente, buscar alternativas de fornecedores e avaliar o timing de compra podem fazer diferença no resultado final. Porém, mesmo com essas estratégias, a realidade é que o produtor está operando com menos folga financeira nesta safra.

O que esperar daqui para frente

A pressão sobre os custos de produção não deve arrefecer no curto prazo. Os fatores externos que sustentam a alta dos fertilizantes permanecem ativos e não há sinais claros de reversão. O produtor precisa trabalhar com a hipótese de que a relação de troca continuará desfavorável pelo menos até o meio do ano.

Nesse contexto, o monitoramento constante dos preços e a gestão rigorosa do fluxo de caixa ganham ainda mais importância. A sojicultura segue rentável, mas a margem está sendo espremida. E quando a margem aperta, não há espaço para erro.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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