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Exportações de carne in natura crescem 29% em receita e consolidam o Brasil como fornecedor premium no mercado global

China, Estados Unidos e Europa pagam preços recordes pela proteína brasileira, que encerrou o primeiro trimestre com US$ 3,98 bilhões em receita

by Derick Machado
20 de abril de 2026
in Pecuaria
Exportações de carne in natura crescem 29% em receita e consolidam o Brasil como fornecedor premium no mercado global

As exportações brasileiras de carne bovina encerraram março com um sinal claro: o Brasil está vendendo menos volume, mas recebendo muito mais por tonelada. A receita cambial total atingiu US$ 1,476 bilhão no mês, alta de 21,42% em relação a março de 2025, enquanto o volume embarcado recuou 6,65%, para 270,53 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse movimento não é retração. É reposicionamento.

A carne bovina in natura, que responde por cerca de 90% das vendas externas do setor, concentrou o melhor desempenho do período. Os embarques cresceram 8,95% em março, chegando a 233,79 mil toneladas, com receitas de US$ 1,36 bilhão, avanço de 29,14% na comparação anual. A leitura técnica do resultado exige contexto: o ritmo de crescimento desacelerou em relação aos dois primeiros meses do ano, quando o volume havia avançado 28,7% em janeiro e 24% em fevereiro. Contudo, a base de comparação de 2025 já era elevada após recordes sucessivos, o que torna o crescimento de março ainda mais expressivo do que os números sugerem à primeira vista.

Trimestre consolida receita histórica

O acumulado do primeiro trimestre revela a dimensão real da mudança de patamar das exportações brasileiras. As vendas totais de carne bovina, incluindo industrializados e subprodutos, somaram US$ 4,32 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 32,29% ante o mesmo período de 2025. O volume embarcado atingiu 827,64 mil toneladas, alta de 10,98%.

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Considerando apenas a carne in natura, o trimestre registrou US$ 3,98 bilhões em receita, avanço de 37,45%, com embarques de 700,98 mil toneladas, crescimento de 19,92%. O indicador que melhor traduz o novo posicionamento do Brasil no mercado internacional, porém, é o preço médio de exportação: US$ 5.642 por tonelada, alta de 14,61% na comparação anual. O país está, de forma consistente, agregando valor ao produto que sai do campo.

“O Brasil consolidou sua posição como fornecedor de proteína de alto padrão para os principais blocos econômicos. A combinação de escala produtiva, rastreabilidade e cumprimento de protocolos sanitários coloca a carne brasileira em uma categoria diferenciada no comércio internacional”, afirma Marcelo Pereira de Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Corte especializado em mercados externos.

China segue no topo, com preços 15% mais altos

A China manteve a liderança absoluta como destino da proteína bovina brasileira no trimestre, com receitas de US$ 1,816 bilhão, alta de 41,83%, e volume de 325,68 mil toneladas, crescimento de 39,35%. Os preços médios praticados com o mercado chinês avançaram 15%, chegando a US$ 5.578 por tonelada. O país respondeu por 46,4% do volume exportado e 45,6% da receita total de carne in natura no período.

A concentração no mercado chinês segue sendo um ponto de atenção estratégica para o setor. Aliás, a capacidade de diversificar destinos sem perder o ritmo de crescimento com Pequim é um dos principais desafios que frigoríficos e exportadores terão de administrar ao longo de 2026.

Estados Unidos compram mais e pagam melhor

O segundo destino em importância no trimestre foi os Estados Unidos, com desempenho que surpreendeu pela velocidade de expansão. As exportações de carne in natura cresceram 60,96% em valor, chegando a US$ 588,98 milhões, enquanto o volume aumentou 28,51%, para 98,17 mil toneladas. O preço médio pago pelos norte-americanos subiu 25,25%, para cerca de US$ 6 mil por tonelada, valor acima da média geral das exportações brasileiras.

O movimento tem explicação direta: os Estados Unidos atravessam um ciclo de contração do rebanho doméstico, o que reduz a oferta interna e pressiona a demanda por proteína importada. O Brasil, com capacidade instalada e produto com acesso negociado, ocupou esse espaço com precisão. Consequentemente, a tendência de crescimento das vendas ao mercado americano deve se manter ao longo do segundo trimestre, desde que não haja interrupções sanitárias ou mudanças abruptas na política comercial.

“O déficit de oferta norte-americano cria uma janela de oportunidade concreta para os frigoríficos brasileiros. Quem investiu em habilitações para exportar aos EUA nos últimos anos está colhendo os resultados agora. O preço médio acima de US$ 6 mil por tonelada mostra que o mercado americano valoriza e paga pela qualidade do produto brasileiro”, destaca Sergio De Zen, analista de mercado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Europa, Chile e Rússia ampliam compras

A União Europeia registrou crescimento consistente no trimestre, com avanço de 29,48% em receita para a carne in natura, chegando a US$ 187,96 milhões, e alta de 21,16% em volume, para 21,71 mil toneladas. O preço médio praticado com o bloco europeu atingiu US$ 8.656 por tonelada, o mais elevado entre os principais destinos do produto brasileiro, reflexo das exigências mais rigorosas de rastreabilidade e dos padrões sanitários que regem o acesso ao mercado europeu. Considerando todos os produtos, as exportações ao bloco somaram US$ 251,57 milhões, alta de 49,84%.

Entre mercados de crescimento acelerado, a Rússia chamou atenção com expansão de 73,4% no volume e 91,1% na receita no trimestre. O Chile ampliou as compras em 27,6% em volume e 36,9% em valor, e o México apresentou avanço de 37,5% no volume e 55,6% no valor. No balanço geral do trimestre, 106 países elevaram suas importações de carne bovina brasileira, enquanto 49 reduziram as compras, segundo a Abrafrigo. A amplitude geográfica da demanda pelo produto nacional reforça a consistência do ciclo atual e reduz a dependência de qualquer mercado isolado.

O Brasil que chega ao segundo trimestre de 2026 no mercado de proteína bovina é um exportador que aprendeu a precificar sua posição. Com preço médio em alta, receita crescendo acima do volume e mercados diversificados pagando cada vez mais, o setor está diante de uma das janelas mais favoráveis da última década. O desafio agora é sustentar os protocolos que garantem esse acesso e ampliar a capacidade de processamento para não deixar demanda reprimida sem resposta.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  [email protected]

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