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Grãos paranaenses chegam com prêmio em Chicago porque a qualidade começa no porto

A estrutura técnica do IDR-Paraná no Porto de Paranaguá é o que diferencia soja, milho e farelo do Paraná nos mercados mais exigentes do mundo

by Redação Agronamidia
30 de março de 2026
in Noticias
Foto: Alex Silveira/SEAB

Foto: Alex Silveira/SEAB

O prêmio que o produtor paranaense recebe na cotação da Bolsa de Valores de Chicago não nasce na lavoura. Ele é construído, caminhão por caminhão, vagão por vagão, dentro do complexo portuário de Paranaguá, onde o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) opera como o principal guardião técnico das exportações de soja, milho e farelo de soja do Estado. Essa atuação, que remonta à segunda metade dos anos 1980 sob o legado da antiga Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), consolidou ao longo de décadas um sistema de controle de qualidade reconhecido internacionalmente e sem equivalente nos demais portos brasileiros.

O fluxo logístico no Porto de Paranaguá é de uma intensidade difícil de imaginar de fora. Em 2025, o Pátio Público de Triagem recebeu 507.915 caminhões, um crescimento de 29,5% em relação ao ano anterior. Em apenas 24 horas, entre os dias 21 e 22 de julho, 2.523 veículos carregados de grãos e farelos cruzaram a unidade, superando o recorde histórico anterior. Todo esse volume passa obrigatoriamente pelo pátio antes de qualquer descarga no corredor de exportação, e é exatamente nesse ponto que o IDR-Paraná entra em cena.

O papel do Estado onde o mercado privado opera

No Pátio de Triagem, a operação de coleta de amostras e controle inicial de qualidade é executada por uma empresa privada contratada pela Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (ATEXP). O IDR-Paraná, contudo, não terceiriza sua responsabilidade. O Instituto atua como auditor permanente do processo, verificando se os procedimentos e as normas de classificação estão sendo rigorosamente cumpridos a cada análise, em cada caminhão que chega.

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Bruno de Paula Guimarães, coordenador do Pátio de Triagem pela empresa pública Portos do Paraná, é direto ao explicar como o sistema funciona na prática. “Os caminhões devem passar obrigatoriamente pelo pátio e garantir a qualidade da sua carga. Caminhão por caminhão é analisado e feita uma coleta de amostra para análise. Caso essa carga esteja apta, ela segue com destino ao Corredor de Exportação. E o papel do IDR-Paraná é fundamental para auditar o trabalho da empresa classificadora e garantir que os procedimentos e normas de confiabilidade exigidos estejam sendo seguidos em todo o processo.”

Essa divisão de responsabilidades não é burocrática — é estratégica. Ao manter o Estado como instância auditora independente, o sistema garante isonomia na classificação, protegendo tanto o produtor quanto o comprador internacional de distorções que poderiam comprometer contratos e reputação.

No ferroviário, o IDR-Paraná responde integralmente

A estrutura de atuação muda de forma significativa quando o assunto é o modal ferroviário. Diferente do que ocorre no sistema rodoviário, onde o Instituto exerce função auditora sobre uma operação privada, no setor ferroviário a responsabilidade pela classificação é integral do IDR-Paraná. O Instituto mantém equipes técnicas operando diretamente na área de trens, com apoio de controladoras privadas credenciadas por ele, e responde pela conformidade técnica de cada composição que chega carregada de soja, milho e farelo destinados ao embarque.

Wagner Spirandelli, gestor da qualidade e classificação do IDR-Paraná, explica que Paranaguá é o único porto do Brasil a operar com o sistema “pool” de exportação, o que torna esse controle ainda mais crítico. “O modelo logístico é voltado para que os grãos e farelos sigam até os navios através do Corredor de Exportação. Isso consiste em fazer estoques de grãos para que o embarque receba os produtos de todos os terminais de origens diferentes. Para que a qualidade não se perca, foi criado o mecanismo de controle da qualidade na formação dos estoques de exportação para ambos os modais de transporte. No transporte ferroviário, o IDR-Paraná responde plenamente pela qualidade. Ele é o responsável final de recepção dos estoques que vem por ali.”

O modelo “pool”, ao reunir cargas de múltiplos terminais e origens distintas em um único estoque de exportação, exige um padrão de uniformidade técnica que só é possível com uma linha de controle operando em tempo real. Qualquer desvio nesse processo compromete não apenas um lote isolado, mas potencialmente todo o navio.

Laboratório próprio: onde a qualidade é provada com números

A atuação do IDR-Paraná no porto vai além da classificação visual e da auditoria de campo. O Instituto mantém um laboratório especializado dentro do complexo portuário, operado por laboratoristas de quadro próprio, com capacidade para realizar testes físico-químicos detalhados em amostras de soja, milho e farelo. Os ensaios medem teor de proteínas totais, umidade, gordura residual, fibra, cinzas e presença de areia, atendendo às especificações exigidas pelos principais contratos internacionais.

Juliana Costa, laboratorista do IDR-Paraná em Paranaguá, descreve o fluxo de análise com precisão. “Quando chega a amostra, que pode ser de um lote ou de apenas um caminhão ou vagão, processamos a moagem, depois pesamos, testamos a quantidade de proteína, umidade, gordura, presença de fibra, cinzas e até de areia presente na amostra. A responsabilidade é grande. Querendo ou não, são os nomes do Paraná e do Brasil que estão indo junto com a carga exportada. Sempre buscamos mandar o melhor farelo possível para fora.”

O controle preciso do teor de proteína no farelo de soja é um dos diferenciais mais valorizados pelo mercado europeu e asiático. Nesses destinos, os compradores trabalham com especificações rígidas para o uso do farelo na nutrição animal, e qualquer desvio nos níveis proteicos impacta diretamente o valor do contrato. Garantir essa conformidade antes do embarque é o que sustenta a posição premium do produto paranaense nas cotações internacionais.

37 anos de experiência aplicados no dia a dia

A consistência técnica do sistema também se apoia na experiência acumulada das equipes que operam no porto. Nilton Cezar Gonçalves, técnico de classificação do IDR-Paraná com 37 anos de atuação em Paranaguá, começou a carreira coletando amostras diretamente nos caminhões e hoje coordena as operações de campo. Para ele, o diferencial está na capacidade de resposta rápida diante de qualquer anomalia.

“Intercorrências com cargas fora do padrão hoje são muito pontuais e aleatórias, com uma resposta muito rápida da equipe, inclusive quando há um ou outro caso de suspeita de crime. Temos parceria com o Ministério da Agricultura, com a Polícia Federal, autoridades portuárias, Polícia Militar e Guarda Municipal que agem prontamente. Nossos técnicos também são muito experientes, com capacidade de identificar qualquer anomalia de uma carga de imediato.”

Essa rede de parcerias institucionais transforma o pátio em um ambiente de fiscalização integrada, onde problemas são contidos antes de chegarem aos terminais, preservando a integridade do lote e a credibilidade do sistema como um todo.

Os números que sustentam a confiança do mercado

Em 2025, a soja em grão respondeu por mais de 61% de todos os caminhões que passaram pelo Pátio de Triagem, totalizando 306.801 veículos. O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 122.647 caminhões, e o milho somou 69.978 veículos. Os meses de março e julho concentraram os maiores picos de movimentação, exatamente no período de escoamento da safra de verão e da consolidação da segunda safra de milho.

O fluxo é gerenciado pelo sistema Carga Online, que organiza dia e janela horária de acesso ao pátio para cada veículo, evitando filas nas rodovias de acesso e otimizando a distribuição dos caminhões entre os terminais exportadores. Aliado a isso, o aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 para 13,3 metros em setembro de 2025, ampliou a capacidade média de carregamento dos navios em até 1,5 mil toneladas por embarcação, tornando cada viagem mais eficiente e o porto mais competitivo frente a outros corredores de exportação do país.

O resultado desse conjunto — agilidade operacional, tecnologia logística e rigor técnico na classificação — é o que coloca o produto paranaense em posição de receber prêmio nas cotações de Chicago. O mercado internacional não paga mais pelo grão que chega mais rápido. Paga mais pelo grão que chega certo, dentro das especificações contratadas, com rastreabilidade e respaldo institucional. É exatamente isso que o IDR-Paraná entrega, safra após safra, no corredor de exportação que conecta o Paraná ao mundo.

  • Redação Agronamidia

    E-mail: [email protected]

Via: AEN

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