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Insumos biológicos dominam inovação sustentável no campo, aponta INPI

by Derick Machado
25 de janeiro de 2026
in Agro
Insumos biológicos dominam inovação sustentável no campo, aponta INPI

A transição para uma agricultura mais sustentável deixou de ser apenas discurso institucional e passou a se refletir de forma concreta na produção tecnológica nacional. Um relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) indica que 70% dos pedidos brasileiros de patente em tecnologias agrícolas verdes, registrados entre 2012 e 2025, estão concentrados no desenvolvimento de fertilizantes e defensivos de base biológica. O dado revela não apenas uma tendência científica, mas um reposicionamento estratégico do setor agropecuário diante das exigências ambientais e de mercado.

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O estudo mostra que, no período analisado, foram identificados 1.205 pedidos de patente de origem brasileira relacionados a tecnologias verdes no agro. Desse total, a ampla maioria refere-se à criação de biofertilizantes e biodefensivos, insumos formulados a partir de microrganismos, extratos naturais ou processos biológicos capazes de reduzir impactos sobre o solo, a biodiversidade e a saúde humana. O movimento sinaliza uma resposta técnica às pressões por redução do uso de químicos sintéticos que, durante décadas, dominaram a produção agrícola intensiva.

A centralidade dos bioinsumos na inovação nacional

Quando se amplia o olhar para o panorama geral de pedidos submetidos ao INPI — incluindo registros de origem estrangeira — a predominância dos insumos biológicos permanece evidente. As tecnologias voltadas ao desenvolvimento de defensivos sustentáveis somam 3.282 pedidos de patente no período, enquanto os biofertilizantes contabilizam 2.597 registros, totalizando 5.879 invenções relacionadas diretamente a insumos de menor impacto ambiental. Juntas, essas categorias superam com folga áreas como agricultura digital, que registra 2.132 pedidos.

Esse cenário reforça que a agenda ambiental não está dissociada da agenda de inovação. Pelo contrário, ela passou a orientar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, sobretudo em um país cuja competitividade agrícola depende cada vez mais da capacidade de produzir com eficiência e menor pegada ambiental. A consolidação dos bioinsumos como eixo central das tecnologias verdes também dialoga com políticas públicas de incentivo à agricultura de baixo carbono e com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em relação à sustentabilidade.

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Protagonismo brasileiro no cenário internacional

Entre as 1.205 criações de origem nacional, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking geral de pedidos de tecnologias agrícolas verdes submetidos ao INPI, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com 2.515 registros. A Alemanha aparece em terceiro lugar, com 509 pedidos. O dado evidencia que, embora haja forte concorrência internacional, o país consolidou uma base científica robusta voltada à inovação sustentável no campo.

A distribuição dos pedidos brasileiros também revela a diversidade de atores envolvidos nesse processo. Parte significativa dos registros foi apresentada por empresas, desde que ao menos um titular seja brasileiro, somando 465 pedidos. Pessoas físicas respondem por 435 registros, enquanto instituições públicas de pesquisa concentram 389 pedidos. Organizações da sociedade civil sem fins lucrativos também participam desse movimento, ainda que em menor escala, com 41 registros no período analisado.

Entre as instituições públicas, destaca-se a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável por 34 projetos registrados. O protagonismo da entidade reforça seu papel histórico como articuladora de soluções tecnológicas adaptadas às condições tropicais e às especificidades produtivas do país.

Sustentabilidade como vetor estratégico

A predominância dos fertilizantes e defensivos biológicos nas chamadas “invenções verdes” demonstra que a sustentabilidade deixou de ser um elemento periférico na pesquisa agrícola. Ao contrário, tornou-se eixo estruturante. A criação de insumos menos agressivos ao solo contribui para preservar a microbiota, melhorar a fertilidade a longo prazo e reduzir a contaminação de recursos hídricos. Além disso, produtos biológicos tendem a apresentar menor risco de resíduos em alimentos, tema que ganha relevância crescente nos mercados consumidores.

Entretanto, a expansão desse segmento não elimina desafios. A eficácia dos bioinsumos pode variar conforme condições climáticas e de manejo, exigindo investimentos contínuos em pesquisa, formulação e adaptação regional. Ainda assim, o volume expressivo de pedidos de patente indica que a comunidade científica e o setor produtivo brasileiros estão empenhados em aprimorar essas tecnologias.

Assim, o relatório do INPI não apenas quantifica registros de propriedade intelectual, mas oferece um retrato do direcionamento estratégico da inovação agrícola no país. Ao concentrar esforços no desenvolvimento de biofertilizantes e biodefensivos, o Brasil sinaliza que pretende alinhar produtividade, competitividade e responsabilidade ambiental em um mesmo horizonte tecnológico.

Fonte: Isaías Dalle, Agência Gov

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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