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Joaninhas no campo: como esses insetos controlam pragas e protegem lavouras em São Paulo

Predadoras naturais de pulgões, cochonilhas e ácaros, as joaninhas atuam desde a fase larval e se tornam cada vez mais valorizadas no manejo integrado de culturas agrícolas

Escrito por: Agronamidia Revisão: Derick Machado
17 de maio de 2026
in Agricultura
Joaninhas no campo: como esses insetos controlam pragas e protegem lavouras em São Paulo

As joaninhas raramente chamam atenção no campo. Pequenas, coloridas e silenciosas, elas circulam pelas folhagens sem que o produtor perceba o trabalho que realizam. Mas é justamente essa discrição que esconde um dos mecanismos mais eficientes do controle biológico de pragas: uma única joaninha adulta é capaz de consumir cerca de 50 pulgões por dia, agindo de forma contínua ao longo de quase todo o seu ciclo de vida.

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“Ela se alimenta de vários insetos, ácaros, cochonilhas, pulgões e moscas brancas, presentes em várias culturas. Geralmente, a joaninha beneficia todas as culturas que podem sofrer com essas pragas”, explica Erica Tomé, engenheira agrônoma da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de Araraquara. A atuação do inseto, portanto, não se restringe a uma única praga ou espécie vegetal — o que amplia significativamente o seu potencial como ferramenta de manejo.

Além disso, o comportamento alimentar das joaninhas não é exclusivo da fase adulta. Desde a fase larval, esses insetos já predavam ativamente inimigos das lavouras, o que garante uma proteção contínua ao longo do ciclo produtivo. Algumas espécies, ainda, vão além da predação de artrópodes e se alimentam de fungos patogênicos, como ocorre em plantas de quiabeiro, contribuindo também para o controle de doenças foliares.

Pesquisa de campo e laboratório ampliam o conhecimento sobre o inseto

O Instituto Biológico (IB – APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, conduz pesquisas sistemáticas sobre as joaninhas em culturas agrícolas. Os estudos avaliam a diversidade de espécies, a preferência alimentar, o consumo de pragas por unidade de tempo e o comportamento em condições reais de lavoura. Táticas para conservar as populações desses predadores nas áreas cultivadas também integram a agenda de investigação.

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A pesquisadora Terezinha Monteiro, do IB, dedicou anos ao estudo do inseto e acompanhou de perto a sua relevância para a produção agrícola. “Devido ao hábito alimentar polífago e alta voracidade, as joaninhas, tanto na fase jovem (larva) e adulta, controlam com sucesso uma variedade de pragas em hortaliças, em culturas de produção de cereais e de grãos, pomares de laranja, além de plantas ornamentais. Deste modo, este pequeno predador proporciona benefícios aos agricultores que produzem alimentos que compõem a refeição do dia a dia da população”, destaca.

O caráter polífago das joaninhas é um dos aspectos mais valiosos do ponto de vista agronômico. Em uma única planta, é possível encontrar espécies distintas do inseto, cada uma com preferência por uma praga diferente. “Em pomares de laranja existem muitas espécies de joaninhas — aquelas que preferem consumir pulgões, outras que consomem cochonilhas, ácaros e também psilídeos”, ressalta Terezinha Monteiro. Essa especialização por nicho alimentar torna o conjunto de espécies presentes nas lavouras uma rede de controle biologicamente diversificada e complementar.

São Paulo: maior produtor de laranja do mundo e beneficiário direto do controle biológico

A citricultura paulista representa um dos exemplos mais expressivos de como as joaninhas podem ser aliadas estratégicas da produção. O estado de São Paulo é o maior produtor de laranja do Brasil e o principal exportador mundial de suco da fruta — o que coloca o controle de pragas dos citros em posição central para a competitividade do setor.

“Em pomares dessa fruta cítrica, destaca-se a ação de variadas espécies de joaninhas no controle de pragas dos citros, como cochonilhas, pulgões e ácaros. Um grande exemplo de controle biológico de pragas no Brasil”, afirma a pesquisadora Terezinha Monteiro. A densidade e diversidade de joaninhas nesses pomares refletem diretamente a qualidade do manejo adotado e o grau de conservação do ambiente ao redor das plantas.

Contudo, a presença do inseto não se concentra apenas nos citros. Segundo Erica Ybarra, chefe de Divisão da CATI Regional de Araraquara, áreas com cultivo orgânico certificado e lavouras que adotam o Manejo Integrado de Pragas (MIP), especialmente nas plantações de soja, também apresentam alta concentração do predador.

“Geralmente, em áreas de culturas orgânicas, com Certificação Orgânica, e naquelas onde são aplicadas as técnicas de MIP, a presença de joaninhas tende a ser maior”, confirma. Isso sugere que o próprio manejo do produtor funciona como fator de atração e retenção desses insetos benéficos.

Diversidade floral como estratégia para manter joaninhas na lavoura

A presença das joaninhas em uma área agrícola depende não apenas da oferta de presas, mas também da disponibilidade de recursos vegetais complementares. Na fase adulta, além de predarem pragas, as joaninhas se alimentam de pequenas porções de pólen e néctar — e é justamente essa necessidade que abre uma janela de manejo para o produtor.

“Além de conservar as joaninhas que já estão nos cultivos, é possível atraí-las ainda mais. Isso porque, na fase adulta, além de caçarem pragas, elas se alimentam de pequenas porções de pólen e néctar, o que garante sua sobrevivência em épocas de falta de alimento. Essas plantas também servem como abrigo, promovendo um ambiente adequado que favorece a reprodução e a permanência delas na área”, explica Terezinha Monteiro.

Na prática, o cultivo de plantas com floração diversificada nas bordas das lavouras — como girassol, lavanda, calêndula e espécies de leguminosas — cria corredores ecológicos que sustentam as populações de joaninhas ao longo do ano. Essa estratégia se alinha diretamente ao conceito de pasto apícola, também recomendado para a manutenção de polinizadores, e pode ser integrada ao planejamento paisagístico da propriedade sem gerar custo adicional relevante.

Consequentemente, o produtor que investe na diversificação vegetal ao redor da lavoura não apenas atrai joaninhas — ele cria as condições para que elas permaneçam, se reproduzam e mantenham populações ativas durante os períodos de maior pressão de pragas. Por outro lado, ambientes com monocultura intensa e sem vegetação de entorno tendem a apresentar menor diversidade e densidade desses predadores naturais, tornando a lavoura mais dependente de intervenções químicas.

Via: Agencia Sp
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