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Alga-marinha vira aliada da construção civil

Uma solução sustentável e inovadora que transforma o sargaço em matéria-prima para concretos, lajes e telhas.

by Claudio P. Filla
5 de agosto de 2025 - Updated on 18 de outubro de 2025
in Noticias
Foto: João Adriano Rossignolo/FZEA-USP

Foto: João Adriano Rossignolo/FZEA-USP

O que antes era apenas um incômodo ambiental que se acumulava nas praias tropicais, agora pode ter um papel essencial na transformação da construção civil. Pesquisadores brasileiros conseguiram reaproveitar o sargaço — uma alga marrom do gênero Sargassum — como componente na fabricação de argila cerâmica leve, com aplicações em concretos estruturais, sistemas de conforto térmico e até jardinagem. Trata-se de uma inovação que não só valoriza uma biomassa descartada, como também reduz o impacto ambiental do setor da construção.

Essas algas, originárias da região central do Atlântico, frequentemente se deslocam em massa para o litoral do Caribe, sul dos Estados Unidos e Norte do Brasil. Em grandes quantidades, tornam-se um problema: ao se decompor, liberam gases tóxicos, além de prejudicarem a pesca, o turismo e a biodiversidade costeira. Sem utilidade prática, normalmente são levadas a aterros sanitários. Foi esse cenário que motivou pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a buscar uma forma viável de reaproveitamento — e encontraram na cerâmica para construção um caminho possível.

Sargaço vira componente na produção de cerâmica leve

A pesquisa partiu da proposta de incorporar a alga ao processo de produção de agregados cerâmicos leves, utilizados na construção para diminuir o peso de lajes e melhorar o desempenho térmico de coberturas. Com apoio da FAPESP, o experimento consistiu em misturar o sargaço à argila em proporções de 20% e 40% — além de uma amostra de controle, sem a adição. As massas foram então moldadas e sinterizadas em fornos a 800 ºC, 900 ºC e 1.000 ºC, com duas tecnologias diferentes: a tradicional e a de micro-ondas.

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Alga-marinha vira aliada da construção civil
João Adriano Rossignolo/FZEA-USP

Depois da queima, os materiais passaram por testes rigorosos que analisaram fatores como resistência à compressão, porosidade e capacidade de absorção de água. Também foi realizado um estudo de ciclo de vida para medir o desempenho ambiental de cada formulação desde a extração da matéria-prima até o descarte do produto final.

Os resultados mostraram que a argila com 40% de sargaço teve redução significativa da densidade, tornando o material mais leve. Além disso, os exemplares sinterizados em forno de micro-ondas apresentaram melhor desempenho em resistência mecânica, dentro dos parâmetros exigidos por norma técnica, e com menor consumo energético no processo de fabricação.

Uso em lajes, jardinagem e uma nova geração de telhas

O potencial do sargaço vai além da cerâmica estrutural. O mesmo grupo de pesquisadores também avaliou sua aplicação na produção de painéis particulados — como os usados em móveis e divisórias — e em telhas de fibrocimento. Neste último caso, as cinzas da alga substituíram integralmente o calcário, sem comprometer a qualidade técnica do produto final. O desempenho obtido nos testes superou as expectativas: tanto os painéis quanto as telhas atenderam plenamente às normas brasileiras vigentes.

Segundo os dados obtidos, foi possível incluir até 30% de sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário por cinzas da alga na produção das telhas, com ganhos em durabilidade e resistência. Os materiais também apresentaram vantagens ambientais, por reduzirem a extração de recursos naturais e valorizarem uma biomassa antes considerada apenas um resíduo.

  • Claudio P. Filla

    Sou Cláudio P. Filla, formado em Comunicação Social e Mídias Sociais. Atuo como Redator e Curador de Conteúdo do Agronamidia. Com o apoio de uma equipe editorial de especialistas em agronomia, agronegócio, veterinária, desenvolvimento rural, jardinagem e paisagismo, me dedico a garantir a precisão e a relevância de todas as publicações.

    E-mail: [email protected]

Via: Fonte: Agência FAPESP

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