Ovos ficam mais caros com retomada do consumo e aceleram alta no mercado

Ovos ficam mais caros com retomada do consumo e aceleram alta no mercado

A primeira quinzena de janeiro terminou com um movimento expressivo de valorização no mercado de ovos em praticamente todas as regiões produtoras do país. Após semanas de consumo mais retraído, a retomada das compras no varejo e no atacado reacendeu o ritmo das negociações e provocou altas intensas nas cotações, com avanço acumulado próximo de 60% em apenas uma semana.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o aumento da demanda na ponta final da cadeia foi determinante para esse comportamento. Além disso, o maior giro do produto reduziu a pressão sobre os estoques, permitindo reajustes mais agressivos nos preços praticados pelos produtores.

Bastos e Santa Maria de Jetibá lideram a valorização

Os indicadores regionais refletem com clareza essa mudança de cenário. Na praça de Bastos, em São Paulo — referência nacional na produção de ovos —, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos foi cotada a R$ 114,34 em meados de janeiro, acumulando uma valorização de 27% desde o início do mês, segundo o Cepea.

Situação semelhante foi observada em Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, outro polo importante da avicultura de postura. Na região, o preço da mesma caixa de ovos brancos chegou a R$ 120,14, representando uma alta ainda mais expressiva, de aproximadamente 45% no período. O movimento indica que a recuperação do consumo ocorreu de forma relativamente homogênea entre os principais centros produtores.

Consumo reage, mas médias ainda ficam abaixo de outros períodos

Apesar da intensidade das altas recentes, o Cepea ressalta que o mercado ainda não recuperou integralmente os patamares observados em momentos anteriores. As médias de preços registradas em janeiro seguem inferiores às praticadas em dezembro e também abaixo das cotações verificadas no mesmo período do ano passado.

Esse contraste mostra que, embora o avanço semanal tenha sido forte, ele ocorre a partir de uma base deprimida, marcada por vendas mais lentas e ajustes negativos no final de 2024. Assim, o cenário atual combina sinais claros de recuperação do consumo com um mercado que ainda busca equilíbrio entre oferta, demanda e custos de produção.

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