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Recorde na soja, recuo no milho safrinha: o que o 7º levantamento da Conab revela sobre a safra 2025/26

Com área de 83,3 milhões de hectares, o Brasil projeta colheita de 356,3 milhões de toneladas de grãos — e a produtividade conta a história mais importante desta temporada

by Derick Machado
14 de abril de 2026
in Noticias
24/02/2021 - Cascavel, colheita de Soja

24/02/2021 - Cascavel, colheita de Soja

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (14) o 7º Levantamento de Grãos da safra 2025/26 com um número que o setor aguardava com atenção: 356,3 milhões de toneladas. O volume supera em 4,1 milhões de toneladas o resultado obtido no ciclo 2024/25 e representa, se confirmado, o maior já registrado na história do agronegócio brasileiro. Mais do que o volume absoluto, porém, é a leitura da produtividade que estrutura o entendimento desta safra — e ela conta uma história repleta de contrastes entre culturas e regiões.

A área plantada no ciclo cresceu 2%, alcançando 83,3 milhões de hectares. A produtividade média nacional, entretanto, recuou ligeiramente de 4.310 kg/ha para 4.276 kg/ha, redução de 0,8% em relação à temporada anterior. Esse número, ainda que em queda, posiciona o atual ciclo como o segundo melhor desempenho produtivo da série histórica da Companhia, sinalizando que o campo brasileiro opera em patamar elevado de eficiência mesmo quando o clima apresenta variações regionais relevantes.

Soja registra a maior produtividade da história

A soja é a cultura que carrega o resultado desta safra com mais força. A Conab projeta produção de 179,2 milhões de toneladas para a oleaginosa, consolidando novo recorde absoluto. O que torna esse número ainda mais expressivo é o dado por trás dele: a produtividade média nacional das lavouras de soja atingiu 3.696 kg/ha, o melhor resultado já registrado para a cultura na série histórica da Companhia.

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A colheita avançou com consistência após a redução das precipitações em março, chegando a 85,7% da área ao momento do levantamento. Mesmo estados produtores relevantes que registraram desempenho médio inferior ao do ciclo anterior não foram suficientes para puxar o indicador nacional para baixo, dado o volume de produção acumulado nas principais regiões do Cerrado e do Centro-Oeste.

Para Lucílio Rogério Alves, pesquisador responsável pelo indicador de soja no CEPEA/ESALQ-USP, “a combinação entre expansão de área e alta produtividade coloca o Brasil em posição ainda mais sólida no mercado global, especialmente em um contexto de ampla oferta internacional. O desafio passa a ser logístico e de precificação, não mais produtivo.”

A posição exportadora do Brasil reforça essa leitura. Em 2025, os embarques brasileiros de soja atingiram novo recorde, com a China respondendo por 78,3% dos destinos entre janeiro e novembro. Consequentemente, uma safra recorde em 2025/26 chega ao mercado em um momento de alta competitividade global, o que tende a pressionar as cotações e exige atenção do produtor no momento de comercializar os lotes.

Milho divide o resultado: primeira safra avança, safrinha recua

O milho, segunda cultura mais cultivada no país, apresenta dinâmica distinta dentro do mesmo ciclo. A Conab estima produção total de 139,6 milhões de toneladas para o cereal, recuo de 1,1% em relação à temporada 2024/25. Esse resultado, contudo, não pode ser lido de forma homogênea — ele esconde trajetórias opostas entre a primeira e a segunda safra.

A primeira safra registrou elevação de área, estimada em 4,1 milhões de hectares, com produção que pode chegar a 28 milhões de toneladas. Já a segunda safra, que responde pela maior fatia do volume nacional, projeta colheita de 109,1 milhões de toneladas, redução de 3,6% frente ao ciclo anterior. As lavouras da safrinha encontram-se atualmente entre a germinação e a floração, fase em que a disponibilidade hídrica e as temperaturas nas regiões do Cerrado, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, serão determinantes para o resultado final.

Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, coordenador do CEPEA/ESALQ-USP, destaca que “o estoque de passagem do milho para o início de 2027 deve ficar em torno de 12,8 milhões de toneladas, o que é um volume adequado para o abastecimento interno. Porém, as exportações projetadas em 46,5 milhões de toneladas precisam ser acompanhadas de perto, pois qualquer variação na safrinha pode alterar o equilíbrio do balanço de oferta e demanda.”

Aliás, a Conab já ajustou neste levantamento as estimativas de estoque de passagem do milho, precisamente em função dessa revisão na produção total da cultura. O consumo interno segue estimado em 96,5 milhões de toneladas, com leve variação em relação ao boletim anterior.

Arroz e feijão recuam, mas abastecimento interno está garantido

Duas culturas voltadas prioritariamente ao mercado doméstico também registram queda nesta temporada. O arroz deve produzir 11,1 milhões de toneladas, resultado 12,9% menor que o do ciclo passado. A explicação está fundamentalmente na área: a redução de 13,1% no plantio, aliada a condições climáticas menos favoráveis em algumas lavouras, pressionou o volume final. A colheita avança em ritmo diferenciado por estado — 72% no Rio Grande do Sul, 93% em Santa Catarina e 52% em Tocantins ao momento do levantamento.

O feijão projeta 2,9 milhões de toneladas, queda de 5,2% em relação à safra anterior. Apesar do recuo, a Conab assegura que o volume estimado é suficiente para garantir o abastecimento interno sem pressão estrutural de oferta.

Algodão ajusta área e mantém desenvolvimento favorável

O algodão em pluma projeta colheita de 3,8 milhões de toneladas, redução de 5,8% frente ao ciclo anterior. O recuo reflete a diminuição de 2,1% na área plantada, estimada em 2 milhões de hectares. Até o período do levantamento, porém, as condições climáticas foram favoráveis nas principais regiões produtoras, e as lavouras apresentavam bom desenvolvimento vegetativo, o que sustenta a expectativa de produtividade dentro da média histórica para a cotonicultura brasileira.

O que o produtor deve monitorar até o fechamento da safra

O 7º levantamento da Conab desenha um ciclo de alto desempenho geral, puxado por uma soja historicamente produtiva, mas que ainda guarda incertezas relevantes na segunda safra do milho. A janela de desenvolvimento da safrinha nas próximas semanas será o principal indicador a acompanhar para a definição do resultado final do cereal. Qualquer variação climática expressiva nas regiões do Cerrado entre abril e maio tende a revisar as projeções atuais, tanto para cima quanto para baixo.

Para a soja, a atenção migra do campo para o mercado: com colheita praticamente definida e produtividade recorde confirmada, o produtor que ainda retém grãos precisa calibrar sua estratégia de venda diante de um cenário de alta oferta global e câmbio como principal variável de precificação. Os dados completos do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 estão disponíveis no Portal da Conab.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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