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Safra brasileira de azeite pode alcançar maior volume da história em 2026

by Derick Machado
27 de janeiro de 2026
in Agro
Safra brasileira de azeite pode alcançar maior volume da história em 2026

Depois de dois anos marcados por frustrações climáticas e colheitas reduzidas, a olivicultura brasileira volta a respirar com confiança. A combinação entre uma primavera mais seca, inverno rigoroso e pomares que atingem a maturidade produtiva cria o cenário ideal para uma safra que pode entrar para a história. No campo, a percepção é clara: há uma carga de frutos que não se via há anos, especialmente no Rio Grande do Sul e na Serra da Mantiqueira.

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O entusiasmo é compartilhado por produtores e entidades do setor. “Acredito que esta será a melhor safra de azeitonas que o Brasil já teve, tanto no Rio Grande do Sul quanto na Mantiqueira”, afirma Bob Costa, que administra com Bia Pereira as fazendas do premiado Azeite Sabiá, em Santo Antônio do Pinhal (SP) e Encruzilhada do Sul (RS). Segundo ele, as oliveiras gaúchas apresentam uma carga excepcional. “No Rio Grande do Sul, todas as árvores de todas as variedades estão muito carregadas. Nunca tinha visto isso”, relata.

Clima favorável muda o cenário após anos de perdas

Em 2023 e 2024, o excesso de chuvas comprometeu a floração e a polinização das oliveiras, reduzindo drasticamente o volume colhido. Entretanto, o último ciclo apresentou condições mais equilibradas. Além de uma primavera menos chuvosa, o Estado registrou uma das maiores médias de horas de frio das últimas duas décadas — fator essencial para a indução floral da cultura.

Flávio Obino Filho, presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), avalia que há grande probabilidade de uma safra recorde em 2026. A referência são as cerca de 6 mil toneladas de azeitonas colhidas em 2023, que resultaram em aproximadamente 640 mil litros de azeite. No ano seguinte, o volume caiu para 240 mil litros. Agora, a expectativa é superar com folga o patamar histórico anterior. “A expectativa é superar os 640 mil litros. Em que proporção, saberemos no início de maio”, afirma.

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Ainda que o setor alimente o sonho simbólico de alcançar 1 milhão de litros, o dirigente pondera que a projeção deve ser confirmada apenas após o encerramento da colheita.

Propriedades ampliam produção e projetam expansão

Os reflexos do novo cenário já aparecem nas estimativas individuais. Na Estância das Oliveiras, em Viamão (RS), a previsão é mais que dobrar a produção de azeite extravirgem, passando de 7 mil litros em 2025 para 15 mil litros nesta safra. No ciclo anterior, o volume havia sido de apenas 2,1 mil litros, evidenciando a recuperação gradual.

Nas propriedades do Azeite Sabiá, o avanço também é expressivo. A fazenda gaúcha deve colher cerca de 350 toneladas de azeitonas e produzir aproximadamente 35 mil litros de azeite, mais que o dobro do registrado no ano passado. Já na unidade paulista, a expectativa gira em torno de sete toneladas de fruto, com produção estimada em mil litros. Embora as chuvas recentes na Mantiqueira tenham atrasado ligeiramente a colheita, Bob Costa avalia que não devem comprometer a qualidade final.

Produção nacional ainda é marginal no consumo interno

Apesar do entusiasmo, a olivicultura brasileira permanece pequena diante da demanda nacional. Atualmente, a produção interna responde por cerca de 1% do consumo de azeite no país, enquanto os outros 99% são supridos majoritariamente por Espanha, Portugal e Itália.

Nos últimos anos, problemas climáticos na Europa reduziram a oferta global e pressionaram os preços, inclusive no varejo brasileiro. Entretanto, a recuperação da safra europeia em 2024 trouxe maior estabilidade, tendência que deve se manter em 2026. Segundo Obino Filho, o acordo Mercosul-União Europeia não altera significativamente o mercado, já que as tarifas de importação foram zeradas anteriormente como medida para conter a inflação.

Olivais maduros impulsionam perspectivas de longo prazo

Além do clima, há outro fator estrutural que favorece a expansão da produção nacional: a maturidade dos pomares. Oliveiras jovens ainda apresentam rendimento modesto, mas a produtividade cresce de forma significativa ao longo dos anos. Enquanto uma árvore de cinco anos produz cerca de cinco quilos de azeitonas, exemplares com quinze anos podem alcançar entre 30 e 35 quilos por safra.

Esse avanço gradual fortalece a visão de médio prazo do setor. Tanto a Estância das Oliveiras quanto os responsáveis pelo Azeite Sabiá projetam alcançar volumes próximos de 50 mil litros nos próximos anos, ampliando a presença do azeite brasileiro premium no mercado interno.

Assim, embora a participação nacional ainda seja modesta, o cenário atual sinaliza um momento de consolidação. A combinação entre técnica, clima favorável e olivais mais maduros indica que a olivicultura brasileira começa a deixar para trás sua fase experimental e avança rumo a um patamar produtivo mais consistente.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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