Paisagismo
Érica-japonesa (Leptospermum scoparium): como cuidar desse pequeno arbusto florido?
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1 ano atrásem

A Érica-japonesa (Leptospermum scoparium) é um pequeno arbusto originário da Nova Zelândia e Austrália, conhecido pela sua beleza e floração delicada que traz vida aos jardins. Muito comum nos jardins de nossas avós, ele sempre encantava com suas pequenas flores em tons que variam do branco ao rosa e vermelho.
Hoje, ela já não é muito comum nos jardins, mas é uma opção ideal para quem deseja um toque de cor e leveza ao ambiente, tanto para jardins grandes, quanto pequenos. A seguir, se encante ainda mais pelas pequenas flores da Érica-japonesa e saiba como cultivar e estimular sua floração.
Ambientes e Composição Paisagística
Devido ao pequeno porte e pela beleza de suas pequenas flores, a Érica-japonesa pode ser amplamente utilizada em diversos projetos paisagísticos ou compor uma coleção de plantas e ser cultivada em ambientes internos. Afinal, ela se adapta muito bem a jardins com pedras, canteiros floridos, e até em vasos, para quem tem espaço reduzido.

Assim, sua versatilidade permite que seja utilizada tanto em áreas externas, como jardins e varandas, quanto em áreas internas, desde que recebam luz adequada. Além disso, seu formato compacto e floração intensa faz dela uma excelente escolha para compor cercas-vivas ou delimitar espaços dentro do jardim.
Dicas para o cultivo da Érica-japonesa
Substrato e exposição ao sol
Para que a Érica-japonesa consiga prosperar, o substrato utilizado em seu cultivo é um dos pontos mais importantes. Segundo o agrônomo Renato Silveira, “o substrato precisa ser bem drenado e levemente ácido para garantir que a planta desenvolva suas raízes e garanta sua floração”.

Além disso, a drenagem do substrato é essencial, já que solos encharcados podem causar o apodrecimento das raízes, comprometendo a saúde da planta. Além disso, a Érica-japonesa prospera em locais que recebem bastante luz solar direta. Contudo, ela também pode tolerar meia-sombra, mas, nesse caso, a produção de flores pode ser menos intensa.
Rega e Clima ideal
A rega é outro aspecto importante no cultivo da Érica-japonesa. Assim como muitas espécies de arbustos floridos, ela aprecia um solo úmido, mas não encharcado. De acordo com a paisagista Marina Freitas, “o ideal é regar a planta sempre que a superfície do solo começar a secar, mas sem excessos”.
Nos períodos mais quentes, pode ser necessário aumentar a frequência de regas, especialmente se o arbusto estiver exposto ao sol direto. Em climas mais frios, a Érica-japonesa também se adapta bem, desde que não esteja exposta a geadas severas, que podem prejudicar sua floração.
Podas e Adubação
A poda é uma prática importante para manter o formato compacto e bonito da Érica-japonesa. Por isso, recomenda-se realizar a poda logo após o período de floração, removendo flores e ramos secos ou danificados. Essa prática não só melhora a estética da planta como também incentiva um novo ciclo de crescimento.

Quanto à adubação, o uso de fertilizantes orgânicos ricos em potássio e fósforo ajuda a garantir uma floração abundante. Renato Silveira recomenda “usar compostos naturais, como farinha de osso, para estimular o desenvolvimento saudável e contínuo de flores”.
Resistência a pragas e doenças
Por ser uma planta rústica, a Érica-japonesa tem uma excelente resistência a pragas e doenças. No entanto, é importante ficar atento a possíveis infestação de pulgões ou cochonilhas, especialmente em épocas que o clima está muito úmido.
Para evitar esse problema, o uso de defensivos naturais, como óleo de neem ou inseticidas naturais, é mais recomendado que inseticidas químicos. Além disso, é importante manter a planta bem ventilada e em local com boa drenagem ajuda a prevenir o surgimento de doenças fúngicas.
Dicas adicionais para uma floração abundante

A floração da Érica-japonesa ocorre, geralmente, durante a primavera, mas, com os cuidados certos, pode florescer por mais tempo. Além de seguir as recomendações de rega e adubação, é fundamental prestar atenção ao nível de acidez do solo, que deve estar sempre em torno de 5,5 a 6,5. Outro ponto importante é garantir a circulação de ar ao redor da planta, evitando o surgimento de fungos que podem atacar as folhas e flores.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
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Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.
Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.


