Paisagismo
Buquê de noiva: como cuidar da Spiraea cantoniensis, a planta que encanta com flores em cascata
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4 meses atrásem

Na linguagem das flores, algumas espécies não precisam de palavras para transmitir beleza, delicadeza e encantamento — elas falam por si. É o caso da Spiraea cantoniensis, mais conhecida como buquê de noiva, um arbusto de origem asiática que ganhou espaço cativo em jardins brasileiros graças à sua exuberância floral. Durante a floração, os ramos finos e arqueados se cobrem de pequenas flores brancas, criando um verdadeiro espetáculo visual que lembra uma cascata de véus nupciais.
Com visual romântico e aparência leve, a planta também oferece resistência, rusticidade e facilidade de cultivo, sendo uma ótima opção para quem deseja um jardim impactante, mas de baixa manutenção. Segundo a paisagista Renata Guastelli, “o buquê de noiva se adapta bem a diferentes regiões do Brasil e pode ser utilizado tanto como planta isolada quanto em renques ou cercas vivas, sempre com ótimo efeito paisagístico”.
Uma explosão de flores em forma de arbusto ornamental
A Spiraea é um arbusto de médio porte, que pode atingir entre 1,5 e 2 metros de altura, com ramagem pendente que confere leveza à composição. Seu grande destaque está na floração abundante, que ocorre no final do inverno e início da primavera, enchendo os galhos de pequenas flores brancas dispostas em grupos densos.

Além do valor ornamental, a planta também agrada por sua versatilidade. “Ela funciona muito bem tanto em áreas urbanas quanto em sítios e chácaras. Seu formato elegante se encaixa bem em projetos mais clássicos ou em jardins campestres”, comenta o engenheiro agrônomo Eduardo Funari, especialista em paisagismo tropical. A folhagem verde-clara e as inflorescências delicadas criam um contraste visual ideal para composições com outras espécies floríferas ou tropicais.
Apesar do nome poético, o buquê de noiva não exige cuidados excessivos, o que a torna uma excelente escolha para iniciantes. Ela se desenvolve bem em solos férteis, mas tolera terrenos menos ricos, desde que bem drenados e com boa exposição solar.
Luz, solo e rega: os pilares para uma floração intensa
A planta exige sol pleno para florescer com abundância, embora possa tolerar meia-sombra em regiões muito quentes. A recomendação de Renata Guastelli é que, ao escolher o local de plantio, seja priorizada uma área com ao menos quatro horas de luz direta por dia. Isso estimula a formação dos botões florais e garante uma floração vistosa.
Quanto ao solo, o ideal é que seja rico em matéria orgânica e com boa drenagem. Adicionar húmus de minhoca ou compostos orgânicos no momento do plantio melhora a estrutura do solo e potencializa a saúde da planta. A rega deve ser feita com moderação: a Spiraea não aprecia solo encharcado, mas também não resiste a longos períodos de seca, especialmente nas fases iniciais do desenvolvimento.
Podas estratégicas e adubação equilibrada
Após o florescimento, a poda é recomendada para estimular novas brotações e manter a forma arredondada da planta. O ideal é cortar os galhos que floresceram, reduzindo seu comprimento em um terço, o que renova a ramagem e prepara o arbusto para o ciclo seguinte. “A poda pós-floração é essencial para manter o aspecto ornamental da planta e também para evitar que ela fique com galhos muito longos e sem vida”, reforça Funari.
A adubação pode ser realizada duas vezes por ano, preferencialmente no início da primavera e no final do verão. Utilizar um fertilizante rico em fósforo, como o NPK 4-14-8, favorece a floração. Misturas orgânicas com farinha de ossos e torta de mamona também são bem-vindas para manter a saúde da planta a longo prazo.
Aplicações paisagísticas e cuidados extras
A Spiraea é perfeita para formar renques floridos ao longo de caminhos, cercas vivas informais e bordaduras em jardins de inspiração romântica. Também pode ser plantada isoladamente como ponto focal, especialmente em áreas gramadas, onde seu formato arredondado e a floração branca ganham destaque absoluto.
Apesar de resistente, a planta pode sofrer com pulgões ou cochonilhas, especialmente durante períodos prolongados de seca. Nesses casos, a aplicação de óleo de neem ou caldas naturais pode ajudar no controle das pragas sem agredir a planta ou o meio ambiente.
Outro cuidado importante está relacionado ao replantio: por ser uma planta com crescimento mais lento em vasos, o buquê de noiva se desenvolve melhor quando plantado diretamente no solo. Caso opte pelo cultivo em vasos, escolha recipientes grandes, com boa profundidade e furos para drenagem.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
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Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.
Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.


