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Boletim Prohort indica queda no preço da laranja nas Ceasas em janeiro

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Boletim Prohort indica queda no preço da laranja nas Ceasas em janeiro

A dinâmica dos preços de frutas e hortaliças nos mercados atacadistas brasileiros encerrou 2025 marcada por contrastes. Enquanto algumas frutas permaneceram praticamente estáveis, outras categorias sentiram com mais intensidade os efeitos da oferta, da demanda e das condições climáticas.

Esse cenário é detalhado no 1º Boletim Prohort de janeiro, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, documento que consolida dados de comercialização registrados em dezembro de 2025 nas principais Centrais de Abastecimento do país.

Estabilidade nas frutas e leve retração da laranja

Entre as frutas de maior relevância no consumo nacional, a laranja apresentou uma discreta queda no preço médio, com variação negativa de 0,68% na média ponderada das 11 Ceasas monitoradas. O movimento reflete, sobretudo, o aumento da oferta em importantes polos atacadistas, o que pressionou as cotações em algumas praças específicas.

Em mercados como Rio Branco e Goiânia, a retração foi mais acentuada, resultado direto da maior disponibilidade do produto ao longo do mês. Ainda assim, no consolidado nacional, os preços permaneceram próximos da estabilidade, sinalizando um equilíbrio entre oferta e consumo no período analisado.

A maçã seguiu trajetória distinta, porém igualmente moderada. O fruto apresentou leve variação positiva de 0,64%, influenciada pela maior oferta oriunda de São Paulo, pela demanda menos aquecida no final do ano e pela fase final de comercialização dos estoques da safra 2024/25.

Banana, mamão e melancia puxam alta entre as frutas

Diferentemente da laranja e da maçã, outras frutas registraram aumentos mais expressivos em dezembro. A banana teve elevação média de 4,02% nas variedades nanica e prata, provenientes principalmente das regiões Nordeste e Sudeste. O avanço esteve associado à redução sazonal da oferta e à melhora da qualidade dos frutos disponíveis nos entrepostos.

O mamão apresentou uma das altas mais significativas do período, com valorização média de 15,87%. A menor disponibilidade de frutas com padrão superior de qualidade nas principais regiões produtoras contribuiu para sustentar os preços em patamares mais elevados.

Já a melancia surpreendeu ao registrar acréscimo médio de 25,19%, mesmo com aumento no volume comercializado. As temperaturas mais elevadas na primeira quinzena de dezembro e a boa qualidade dos frutos estimularam a demanda, fator determinante para a valorização observada nos mercados atacadistas.

Hortaliças sobem com impacto das chuvas e da logística

No grupo das hortaliças, o movimento foi de alta generalizada. A batata liderou as elevações, com aumento médio de 23,50% na média nacional. O avanço dos preços foi diretamente influenciado pelas chuvas nas regiões produtoras, que dificultaram a colheita e reduziram a oferta disponível, especialmente em mercados mais distantes das áreas de produção.

A cebola manteve a trajetória de valorização iniciada ainda em outubro, com altas expressivas em Ceasas localizadas fora do eixo Sul, responsável pelo maior volume de abastecimento no período. Em algumas praças, a elevação superou 50%, refletindo custos logísticos e restrições na oferta.

O tomate também voltou a subir, interrompendo a tendência de queda observada ao longo de grande parte de 2025. A valorização média de 15,06% esteve associada à transição entre safras e às oscilações naturais da produção, com variações acentuadas entre os diferentes mercados atacadistas.

Cenoura e alface completaram o quadro de alta, com acréscimos mais moderados. Mesmo com aumento da comercialização, a cenoura teve elevação de 7,21%, enquanto a alface subiu 3,49%, pressionada pela maior demanda em períodos de calor e pelos efeitos climáticos sobre a qualidade das folhosas.

Exportações ganham força e ampliam oportunidades

O Boletim Prohort também ressalta o desempenho positivo das exportações brasileiras de frutas ao longo de 2025. No acumulado do ano, o país exportou cerca de 1,31 milhão de toneladas, crescimento próximo de 20% em relação a 2024, com faturamento estimado em US$ 1,56 bilhão.

As vendas externas concentraram-se principalmente nos mercados europeu e asiático, com destaque para produtos como manga, melão, melancia, banana e mamão, reforçando o papel estratégico do Brasil como fornecedor global de frutas tropicais.

Acordo Mercosul–União Europeia e reflexos no setor

Como destaque da edição, o boletim analisa os possíveis impactos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia para o setor hortigranjeiro. A redução gradual de tarifas e a ampliação do acesso a novos mercados são apontadas como oportunidades relevantes para as exportações brasileiras.

Ao mesmo tempo, o estudo enfatiza os desafios relacionados ao atendimento de exigências sanitárias, ambientais e de sustentabilidade, especialmente para pequenos e médios produtores. Nesse contexto, as Centrais de Abastecimento são destacadas como espaços estratégicos para difusão de boas práticas, modernização da produção e integração entre produtores, comerciantes e mercados internacionais.

Comercialização em 2025: retração e compensações

No balanço anual, o volume total de hortaliças comercializadas nas Ceasas analisadas apresentou redução em relação a 2024, com impacto mais significativo no grupo das folhosas. Em contrapartida, o crescimento no subgrupo de raízes, bulbos, tubérculos e rizomas, impulsionado principalmente pela batata e pela cenoura, contribuiu para amenizar a queda geral da comercialização ao longo de 2025.

Fonte: Conab

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    Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.

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