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IoTag entra na rede John Deere e leva telemetria com IA às concessionárias no Brasil

Startup IoTag passa a atuar nas concessionárias da marca no Brasil com telemetria que compara desempenho entre fabricantes e reduz custo operacional.

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IoTag entra na rede John Deere e leva telemetria com IA às concessionárias no Brasil

A John Deere decidiu integrar tecnologia desenvolvida no Brasil às suas operações. A agtech IoTag foi selecionada para o programa global John Deere Startup Collaborator 2026 e, a partir de agora, passa a prestar serviços às concessionárias da marca no país. O movimento não é simbólico. Ele mexe diretamente com a gestão de máquinas no campo.

A IoTag patenteou sua tecnologia em 2018 e estruturou uma telemetria capaz de comparar desempenho entre equipamentos de diferentes fabricantes. Em um cenário onde muitas fazendas operam com frota mista, essa capacidade pesa. E pesa no bolso.

Segundo Jorge Leal, CEO da IoTag, o dispositivo conecta a máquina à internet e utiliza inteligência artificial combinada com internet das coisas para transformar dados brutos em gestão operacional. “A tecnologia permite usar melhor a máquina, economizar combustível e melhorar o desempenho”, afirma. Na prática, isso significa reduzir ociosidade, corrigir excessos de rotação e ajustar padrões de operação.

E o mercado percebe quando a eficiência sobe.

Os sensores instalados nas máquinas capturam, em tempo real, dados como consumo de combustível, rotação do motor, velocidade de trabalho e tempo parado. A informação deixa de ser apenas técnica. Vira decisão. Vira custo por hora. Vira indicador de eficiência.

A IoTag opera no Brasil em parceria com a Sol by RZK, que transforma esses dados em relatórios práticos para o produtor. A inteligência artificial processa as informações e envia os resultados diretamente ao cliente, inclusive por WhatsApp. O gestor pode consultar indicadores e até interagir com o sistema para esclarecer dúvidas sobre desempenho ou desperdício.

Rodrigo Oliveira, CEO da Sol by RZK, avalia que a integração fortalece a digitalização no campo. “Ter parceiros chancelados internacionalmente demonstra que nossos produtos e serviços entregam conhecimento profundo sobre o agro e expertise para atuar no limiar da tecnologia”, afirma. A mensagem é clara: gestão digital deixou de ser tendência. É ferramenta de competitividade.

A escolha não foi casual

O programa da John Deere não seleciona startups por proximidade geográfica. Há um comitê nos Estados Unidos que indica empresas, seguido por um ciclo de avaliação que pode durar até um ano. Só depois disso ocorre a formalização do contrato global de colaboração.

Leal explica que a empresa passou por essa triagem técnica antes de ser homologada. Agora, a atuação se torna oficial nas concessionárias brasileiras, com testes também ocorrendo na Argentina e na Ucrânia. A tecnologia sai do piloto e entra na rede.

Para Wes Robinson, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e Estratégia da John Deere, a colaboração com startups é uma forma de acelerar soluções práticas no campo. “Desde informações em tempo real sobre equipamentos e frotas até sensores avançados, essas colaborações podem nos ajudar a avançar mais rapidamente na entrega de inovações práticas que melhoram a precisão, a produtividade e a sustentabilidade para nossos clientes”, afirmou em comunicado.

Fonte: Globo Rural /  Foto: John Deere

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