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Software paranaense revela onde espécies podem deixar de existir nas próximas décadas

by Derick Machado
8 de maio de 2026
in Tecnologia Rural
Software paranaense revela onde espécies podem deixar de existir nas próximas décadas

A araucária sempre foi mais do que uma árvore no Sul do Brasil. Ela sustenta cadeias ecológicas, carrega valor cultural e ainda cumpre papel econômico relevante. Justamente por isso, virou o ponto de partida de um alerta maior. Quando os modelos climáticos entram em cena, o que aparece não é apenas um risco ambiental. É um risco sistêmico.

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Foi usando a araucária como espécie piloto que pesquisadores testaram o caretSDM, um software criado dentro do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Emergência Climática (NAPI-EC). A ferramenta cruza dados ambientais, respostas biológicas e projeções climáticas para responder a uma pergunta incômoda: onde as espécies conseguem sobreviver hoje, mas não conseguirão amanhã.

E a resposta não é confortável.

O caretSDM opera sobre gradientes ambientais como temperatura, precipitação e umidade. Variáveis que mudam de forma silenciosa, mas consistente. Quando esses parâmetros saem do intervalo tolerável para uma espécie, a conta fecha rápido. Ela migra. Ou desaparece daquele território.

Na prática, o software simula cenários futuros e mostra como a distribuição geográfica das espécies tende a encolher, se deslocar ou se fragmentar. É um mapa do risco. E também uma ferramenta de decisão.

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O ponto central não é a programação em R, nem a sofisticação estatística. É o uso aplicado. Ao integrar projeções climáticas com modelos ecológicos, o sistema permite identificar refúgios climáticos e áreas onde os serviços ecossistêmicos entram em colapso primeiro. Isso muda o jogo do planejamento ambiental e produtivo.

Na conservação, antecipa onde investir recursos escassos. Na agricultura, ajuda a prever deslocamento de pragas, polinizadores e até vetores de doenças. O impacto sai do laboratório e chega porteira adentro.

A pesquisa segue um fluxo rigoroso. Primeiro, o pré-processamento organiza dados ambientais e registros das espécies. Depois, vem a calibração dos modelos, ajustando os parâmetros para refletir o mundo real. Na sequência, a avaliação testa se as projeções fazem sentido quando confrontadas com dados observados. Só então entram as simulações futuras. No final, o pós-processamento transforma números em informação prática.

É nesse ponto que a ciência deixa de ser abstrata.

Na Universidade Estadual de Maringá, professores e alunos do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais utilizam o software de forma contínua. O retorno do campo alimenta novas versões da ferramenta, tornando o sistema mais intuitivo e mais preciso. Não é um produto fechado. É um organismo em evolução.

Esse avanço só acontece porque o projeto reúne ecologia, geografia e ciência da computação numa mesma mesa. A interdisciplinaridade, no caso do caretSDM, não é discurso. É método. E funciona.

Os resultados mais recentes mostram por quê.

No caso da araucária e da gralha-azul, uma relação clássica de dependência ecológica, os modelos indicam uma redução de até 75,3% nas áreas adequadas para coexistência até 2090. Menos araucária significa menos alimento para a gralha. Menos gralha significa menor dispersão de sementes. O ciclo quebra. E quando ele quebra, a floresta sente.

Em ambientes aquáticos, o cenário não é melhor. Estudos nas bacias Paraná–Paraguai e Amazônica indicam forte retração das áreas futuras de ocorrência de espécies com alto valor econômico. Os refúgios climáticos se concentram em poucas regiões, como o leste do Alto e Médio Paraná e o eixo Solimões–Amazonas. Fora desses pontos, a perda de serviços ecossistêmicos tende a ser expressiva.

Isso não é apenas biodiversidade em risco. É renda, alimento e segurança econômica.

Com apoio da Fundação Araucária, o projeto ganhou escala e estrutura. Mas os próprios pesquisadores deixam claro que financiamento, por si só, não resolve. O conhecimento precisa circular. Precisa ser entendido. Precisa orientar decisões.

As projeções para a própria araucária reforçam o sinal vermelho. Até 2090, a espécie pode perder 84,8% de sua área de distribuição. No Paraná, tende a se restringir quase exclusivamente à região Sul do estado. Isso define uma prioridade clara de manejo e conservação. Não agir agora significa perder margem de manobra depois.

O caretSDM não entrega certezas absolutas. Entrega cenários. E cenários bem construídos são ativos estratégicos. Eles permitem antecipar problemas, reduzir perdas e orientar políticas públicas antes que o custo fique alto demais.

O clima já está mudando. A pergunta que fica é outra. Quem vai usar essa informação a tempo?

Fonte: The Conversation 

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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