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Paraná transforma multa ambiental em programa de monitoramento de agrotóxicos na hidroponia

Tecpar e Adapar vão rastrear resíduos químicos em cultivos hidropônicos da Grande Curitiba, com custo bancado pelas empresas que vendiam produtos sem registro

Escrito por: Agronamidia Revisão: Derick Machado
20 de maio de 2026
in Agricultura
Paraná transforma multa ambiental em programa de monitoramento de agrotóxicos na hidroponia

Três empresas autuadas por comercializar agrotóxicos sem registro vão bancar, com recursos próprios, um programa inédito de monitoramento de resíduos químicos em cultivos hidropônicos no Paraná. O acordo foi formalizado nesta terça-feira (19) na sede do Ministério Público do Paraná, com a assinatura de dois Acordos de Não Persecução Penal e um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta. O que começou como um inquérito civil se converteu numa resposta concreta a um vazio de informação que afeta diretamente a segurança alimentar de quem consome vegetais produzidos sem solo na Região Metropolitana de Curitiba.

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O projeto será executado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A iniciativa é inédita no Estado: até hoje, não existem dados regionais consolidados sobre o uso de agrotóxicos na produção hidropônica paranaense, e essa lacuna cria um território nebuloso tanto para os produtores quanto para os órgãos de fiscalização.

O vazio que o projeto vem preencher

A hidroponia é um sistema de cultivo em solução nutritiva aquosa, sem uso de solo. Cresceu de forma expressiva na Grande Curitiba nos últimos anos, impulsionada pela demanda por alimentos frescos, pela eficiência hídrica e pela possibilidade de produção em áreas urbanas e periurbanas. O método é considerado mais sustentável do que o cultivo convencional e, em teoria, demanda volumes menores de agrotóxicos. Na prática, porém, a ausência de monitoramento regional específico significa que ninguém sabe, com precisão técnica, o que está chegando à mesa do consumidor.

É nesse ponto que o acordo com o MPPR ganha relevância além do campo jurídico. “A ausência de dados regionais consolidados sobre a presença de resíduos de agrotóxicos em cultivos hidropônicos propiciou o projeto-piloto articulado entre o Ministério Público do Paraná, o Tecpar e a Adapar. O objetivo é monitorar a presença de resíduos de agrotóxicos e gerar informações técnicas capazes de direcionar a capacitação, a conscientização dos produtores e, além de orientar as políticas públicas”, explicou Paulo Roberto de Paula Brandão, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar.

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Como o monitoramento vai funcionar

O Tecpar será responsável pela análise laboratorial dos níveis de resíduos de agrotóxicos em diferentes espécies vegetais produzidas pelo sistema hidropônico na RMC. O trabalho utilizará técnicas de cromatografia a líquido e a gás, métodos de referência para detecção de compostos químicos em amostras alimentares. Os custos dos ensaios serão integralmente pagos pelas empresas autuadas, sem qualquer ônus ao governo estadual.

O projeto começa como piloto na Grande Curitiba, com meta de expansão para todo o Paraná caso os resultados validem a metodologia. Junto ao monitoramento, está prevista a criação de um certificado de boas práticas agrícolas para produtores hidropônicos, uma ferramenta que permitirá ao consumidor identificar produtos cultivados dentro dos parâmetros de segurança alimentar.

A lógica por trás do acordo

A estrutura jurídica do TAC determina que o infrator assuma financeiramente os custos de reparação dos danos causados. No caso em questão, essa lógica produziu um resultado que vai além da punição: quem introduziu produtos irregulares no mercado de agrotóxicos passou a custear o sistema que vai rastrear exatamente esse tipo de risco.

“As mesmas empresas e indivíduos que inseriram produtos no mercado de agrotóxicos sem o devido registro e controle agora assumem a responsabilidade financeira de viabilizar o monitoramento rigoroso de resíduos químicos em cultivos hidropônicos. Com isso, uma conduta que antes colocava a saúde da população em risco converte-se numa ferramenta de garantia da qualidade de parcela dos alimentos que estão sendo cultivados na Região Metropolitana de Curitiba”, afirmou Daniel Pedro Lourenço, promotor de Justiça e coordenador da Regional de Curitiba do Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo do MPPR).

Um projeto com potencial de política pública

Os dados gerados pelo monitoramento não serão usados apenas para fins de fiscalização. A proposta inclui capacitação de produtores, orientação técnica sobre o uso correto de insumos e a construção de uma base de informações que possa embasar políticas públicas específicas para o setor hidropônico. Trata-se de um passo importante para um segmento que cresceu sem regulação regional proporcional ao seu ritmo de expansão.

O Tecpar já mantém parceria ativa com a Adapar em ações de controle e monitoramento de agrotóxicos no estado. A novidade aqui é a escala do compromisso e o modelo de financiamento, que abre precedente para outros casos em que autuações ambientais possam se transformar em estrutura permanente de proteção ao consumidor e ao produtor.

O uso de agrotóxicos na hidroponia é legal e necessário em determinadas situações, mas exige dosagem precisa e produtos devidamente registrados. Quando aplicados corretamente, combatem doenças e contribuem para a produtividade. Quando mal utilizados, comprometem a qualidade do alimento e representam risco real à saúde humana e ao meio ambiente. O projeto que começa agora no Paraná existe justamente para garantir que essa linha seja respeitada, com dados, ciência e responsabilidade de quem um dia a cruzou.

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