Agronamidia
  • Noticias
  • Mundo Agro
  • Pecuaria
  • Natureza
  • Jardinagem
    • Plantas da Mel
  • Releases
  • Stories
  • Noticias
  • Mundo Agro
  • Pecuaria
  • Natureza
  • Jardinagem
    • Plantas da Mel
  • Releases
  • Stories
No Result
View All Result
Agronamidia
No Result
View All Result
Home Agro

Abóbora gera R$ 106,5 milhões no Paraná e prova que a horticultura sustenta renda onde o grão não chega

by Derick Machado
5 de março de 2026
in Agro
Abóbora gera R$ 106,5 milhões no Paraná e prova que a horticultura sustenta renda onde o grão não chega

A abóbora não costuma aparecer nos grandes debates sobre o agronegócio brasileiro. Não tem bolsa de futuros, não domina manchetes de exportação e raramente entra nas projeções de safra que movimentam o mercado financeiro. Mas no Paraná, ela gera R$ 106,5 milhões em Valor Bruto da Produção, está presente em 330 dos 399 municípios do Estado e sustenta a renda de centenas de famílias que produzem em escala menor, longe das grandes lavouras de grãos. Os números constam do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e revelam uma cultura que cumpre um papel silencioso, porém estrutural, na diversificação do campo paranaense.

ADVERTISEMENT

A colheita de 2025 totalizou 50,7 mil toneladas em uma área de 2,8 mil hectares, números que confirmam a eficiência produtiva da cultura em relação à área utilizada. Para o agrônomo do Deral, Paulo Andrade, a capilaridade da abóbora pelo território paranaense é o que mais chama atenção. “É um produto que tem apresentado uma relativa estabilidade de preços, dando a possibilidade de, nesse processo de diversificação da propriedade, ofertar um produto que tem diversos usos, inclusive na culinária”, destaca o especialista.

Curitiba lidera, mas o interior sustenta

A região de Curitiba concentra 33,9% dos indicadores estaduais de produção, o que a coloca na liderança com distância considerável em relação aos demais núcleos regionais. Jacarezinho aparece na sequência com 12,6% e União da Vitória fecha o pódio com 9,5%. Essa distribuição geográfica não é por acaso: as três regiões combinam condições climáticas favoráveis ao cultivo, tradição familiar na olericultura e proximidade com mercados consumidores relevantes, seja a capital ou os centros urbanos do interior.

A valorização no atacado reforça o momento positivo da cultura. No Ceasa de Curitiba, o quilo da abóbora seca é cotado a R$ 2,50, valor 25% superior ao registrado em março de 2025. Esse movimento de alta em doze meses reflete tanto a demanda aquecida quanto a organização gradual da oferta, que evita colapsos de preço nos períodos de pico de colheita, problema crônico em culturas hortícolas mal planejadas.

Veja Também

Bactérias nativas elevam enraizamento de mudas de pimenta-do-reino em até 333% e abrem caminho para novos bioinsumos

Manejo sustentável do solo: práticas modernas que melhoram a produtividade

O papel estratégico da diversificação na pequena propriedade

A força da abóbora no Paraná não se explica apenas pelos números de produção. Ela se explica pelo perfil de quem planta. A cultura é fortemente associada à agricultura familiar e à pequena e média propriedade rural, segmento que encontra na horticultura uma forma de gerar caixa mensal, diferentemente das grandes culturas de grãos, cujo retorno financeiro se concentra em janelas específicas do ano.

Andrade reforça esse ponto ao observar que a abóbora contribui para a diversificação das atividades no campo, reduzindo a dependência de uma única fonte de renda e aumentando a resiliência econômica das famílias produtoras. Aliás, essa lógica se encaixa diretamente nas diretrizes de segurança alimentar e desenvolvimento rural que orientam as políticas públicas estaduais, tornando a cultura estratégica também do ponto de vista institucional.

Agronegócio paranaense avança em várias frentes

A performance da abóbora integra um cenário mais amplo de movimentação no agronegócio paranaense. Na agricultura de grãos, a primeira safra de milho 2025/26 avança com a colheita atingindo 54% da área total de 341 mil hectares, com expansão de 21,5% na área plantada em comparação à safra anterior. O Sudoeste paranaense registra um salto expressivo de 55,1% no cultivo, consolidando a região como uma das mais dinâmicas do Estado em adaptação produtiva.

O trigo, por sua vez, reforça seu papel industrial. Com capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas, o Estado utilizou 87% desse potencial em 2024 para suprir a alta demanda interna, o que posiciona o Paraná como referência nacional no processamento do cereal. Já a segunda safra de milho avança e atinge 62% da área estimada, sustentando as projeções otimistas para o restante do ano.

Proteína animal e mel completam o mosaico produtivo

A suinocultura brasileira fechou 2025 com recordes históricos de produção, totalizando 5,598 milhões de toneladas, com desempenho expressivo também nas exportações. No setor lácteo paranaense, o cenário exige atenção: o litro pago ao produtor registrou valor médio de R$ 2,11 em fevereiro, indicando retração de preços que pressiona a margem de quem produz leite no Estado. Além disso, o encerramento do período de defeso em 28 de fevereiro normaliza as atividades de pesca para espécies nativas, abrindo uma nova janela de operação para pescadores e produtores da aquicultura regional.

No segmento de apicultura, o Paraná assumiu a liderança nacional nas exportações de mel in natura já no primeiro mês de 2026, com receita de US$ 1,608 milhão. O resultado ganha ainda mais relevância quando se considera o cenário recente do setor: as tarifas recíprocas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos haviam paralisado entrepostos por meses. Com a redução para uma taxa global de 15%, a competitividade do mel paranaense foi restabelecida, e os produtores voltaram a operar com horizonte de mercado mais previsível.

As projeções do Deral para 2026 apontam novos recordes na produção de carnes e continuidade no fortalecimento de culturas de alta capilaridade, como a própria abóbora. O Paraná segue compensando eventuais retrações em culturas de inverno com o amadurecimento de mercados de nicho e hortifrutigranjeiros que, silenciosamente, já provam seu peso no balanço do agronegócio estadual.

Fonte: AEN | Foto: IDR-Paraná

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

Share234Tweet147Pin53

Artigos relacionados

hortaliças
Agro

6 hortaliças para cultivar em fevereiro.

by Derick Machado
6 de fevereiro de 2025
0

Fevereiro é um mês vibrante para quem deseja iniciar ou expandir sua horta. As temperaturas elevadas e o solo ainda úmido das chuvas de verão criam condições ideais para o desenvolvimento de...

Read more
Foto: Neide Makiko/ Embrapa Informática Agropecuária
Agro

Relatório da Esalq-Log aponta que créditos acumulados e gargalos estruturais limitam ganhos de eficiência

by Derick Machado
28 de janeiro de 2026
0

O etanol brasileiro consolidou-se como um dos pilares da matriz energética renovável do país, sendo frequentemente citado como exemplo internacional de biocombustível em larga escala. Entretanto, apesar dos ganhos em eficiência produtiva...

Read more
Ferrugem asiática na mira: Tocantins entra em vazio sanitário e intensifica fiscalização nas lavouras
Agro

Ferrugem asiática na mira: Tocantins entra em vazio sanitário e intensifica fiscalização nas lavouras

by Derick Machado
30 de junho de 2025
0

A paisagem agrícola do Tocantins começa a se transformar a partir de 1º de julho. Nesse dia, começa oficialmente o vazio sanitário da soja, medida que proíbe a existência de plantas vivas...

Read more
Inovação verde eleva potencial das isoflavonas extraídas do farelo de soja
Agro

Inovação verde eleva potencial das isoflavonas extraídas do farelo de soja

by Derick Machado
2 de dezembro de 2025
0

• Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método sustentável para extrair isoflavonas do farelo de soja, aumentando sua biodisponibilidade e gerando compostos ativos com alto valor para alimentos e cosméticos. • A tecnologia...

Read more
  • Politica de Privacidade
  • Contato
  • Politica de ética
  • Politica de verificação dos fatos
  • Politica editorial
  • Quem somos | Sobre nós
  • Termos de uso
  • Expediente
contato@enfeitedecora.com.br

©2021 - 2025 Enfeitedecora, Sua fonte de ideias criativas em decoração, arquitetura e jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

No Result
View All Result
  • Noticias
  • Mundo Agro
  • Pecuaria
  • Natureza
  • Jardinagem
    • Plantas da Mel
  • Releases
  • Stories

©2021 - 2025 Enfeitedecora, Sua fonte de ideias criativas em decoração, arquitetura e jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

Nós estamos usando cookies neste site para melhorar sua experiência. Visite nossa Politica de privacidade.