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Paisagismo

Aglonema: por que essa planta virou aposta segura em apartamentos e escritórios

Adaptável, versátil e ornamental, a espécie tropical entrega estética e praticidade no cultivo

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Aglonema: por que essa planta virou aposta segura em apartamentos e escritórios

A aglonema deixou de ser apenas uma planta ornamental discreta para assumir papel central nos projetos de interiores. O movimento não aconteceu por acaso. Em um cenário onde apartamentos ficaram menores e a rotina mais acelerada, espécies capazes de sobreviver com pouca luz e manutenção reduzida passaram a ser prioridade — e a aglonema se encaixa perfeitamente nesse perfil.

Originária das florestas tropicais do Sudeste Asiático, a planta evoluiu sob copas densas, recebendo luz filtrada e convivendo com alta umidade. Essa característica explica sua adaptação quase imediata aos ambientes internos brasileiros. Aliás, enquanto muitas espécies sofrem longe do sol direto, a aglonema cresce com estabilidade em salas, corredores e escritórios.

O mercado percebeu rápido. Viveiros e floriculturas registraram aumento na procura justamente porque a planta reduz perdas comuns no cultivo doméstico. Menos folhas queimadas. Menos regas equivocadas. Menos frustração para quem está começando.

Folhas que funcionam como estratégia estética

O grande diferencial da aglonema está na folhagem. Tons que variam entre verde profundo, prata, rosa e até vermelho criam contraste visual constante, mesmo sem floração chamativa. Isso muda a lógica do paisagismo interno: a beleza não depende de flores sazonais.

Assim, arquitetos passaram a usar a planta como elemento estrutural do décor. Ela preenche vazios visuais, suaviza linhas retas e quebra a monotonia de ambientes neutros. Funciona quase como um ponto de equilíbrio entre mobiliário e iluminação.

Aglonema: por que essa planta virou aposta segura em apartamentos e escritórios

Além disso, a textura das folhas ajuda a refletir luz de maneira suave. O ambiente parece mais vivo. Mais acolhedor. Pequenos ajustes que fazem diferença na percepção espacial.

Por que a aglonema é considerada uma planta “inteligente”

Não se trata apenas de estética. A resistência fisiológica da espécie explica sua popularização. A aglonema tolera variações de irrigação melhor do que muitas plantas tropicais, pois armazena água nos tecidos foliares e reduz a perda hídrica em ambientes fechados.

Entretanto, isso não significa abandono total. O excesso de água ainda é o principal erro no cultivo. Solo constantemente encharcado reduz a oxigenação das raízes e abre espaço para fungos. Por outro lado, períodos curtos de seca raramente comprometem o desenvolvimento.

Segundo a paisagista Renata Guastelli, “a aglonema é uma das plantas mais indicadas para quem deseja começar a cultivar espécies dentro de casa, justamente porque ela sinaliza rapidamente quando algo não está equilibrado, como excesso de água ou falta de luminosidade”.

Essa capacidade de adaptação explica por que ela se tornou presença constante em ambientes corporativos, onde a manutenção nem sempre segue rotina rigorosa.

Luz indireta é o segredo do crescimento equilibrado

A relação da aglonema com a luz costuma gerar dúvidas. Diferente de plantas que exigem sol pleno, ela prefere luminosidade difusa. Próxima a janelas protegidas por cortinas leves, a planta mantém coloração intensa e crescimento constante.

Quando posicionada em locais escuros demais, o desenvolvimento desacelera. As folhas ficam menores. O contraste de cores diminui. O recado é claro: ela tolera sombra, mas responde melhor à claridade indireta.

O engenheiro agrônomo Eduardo Funari explica que “a planta não precisa de incidência solar direta para se manter saudável, mas ambientes totalmente fechados tendem a reduzir sua vitalidade ao longo do tempo”. Pequenos deslocamentos dentro do ambiente costumam resolver o problema.

Manutenção simples, resultado duradouro

Outro ponto que impulsiona a popularidade da aglonema é facilidade ao ser cultivada. Para ela prosperar, basta manter os cuidados com as regas moderadas, solo bem drenado e adubação leve durante períodos de crescimento ativo.

Aliás, podas raramente são necessárias. Apenas a remoção de folhas antigas já estimula a renovação natural da folhagem. Isso reduz o esforço de manutenção e torna a espécie ideal para rotinas urbanas.

Mesmo assim, pragas como cochonilhas podem surgir em ambientes muito secos. A solução costuma ser simples: melhorar a circulação de ar e limpar periodicamente as folhas. Pequenas ações preventivas evitam problemas maiores.

  • A Redação Agronamidia é composta por uma equipe multidisciplinar de jornalistas, analistas de mercado e especialistas em comunicação rural. Nosso compromisso é levar informações precisas, técnicas e atualizadas sobre os principais pilares do agronegócio brasileiro: da economia das commodities à inovação no campo e sustentabilidade ambiental. Sob a gestão da Editora CFILLA, todo o conteúdo passa por um rigoroso processo de curadoria e verificação de fatos, garantindo que o produtor rural e os profissionais do setor tenham acesso a notícias com alto valor estratégico e rigor técnico.

    E-mail: [email protected]

  • Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.

    ​Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.