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Biológicos e soluções climáticas devem liderar a nova onda de inovação no agro em 2026

Bioinsumos, climatechs e a digitalização da pecuária ganham força em um cenário de maior pressão por sustentabilidade, eficiência e gestão de risco no campo

by Derick Machado
17 de dezembro de 2025
in Agro
Biológicos e soluções climáticas devem liderar a nova onda de inovação no agro em 2026

A transformação do agronegócio brasileiro entra em uma nova fase e, ao que tudo indica, 2026 será um ano decisivo para consolidar mudanças que já vêm se desenhando nas fazendas e nas startups do setor. Com o aumento das exigências ambientais, a instabilidade climática cada vez mais presente e a chegada de uma nova geração de produtores, tecnologias baseadas em biológicos, soluções climáticas e gestão digital tendem a ocupar o centro das inovações no agro.

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Esse movimento não acontece por acaso. Como um dos maiores exportadores globais de commodities agrícolas, o Brasil tem sido pressionado por mercados internacionais, consumidores e cadeias produtivas a adotar práticas mais sustentáveis e rastreáveis. Nesse contexto, os produtos biológicos deixaram de ser uma tendência de nicho para se tornarem protagonistas nas estratégias de inovação do campo.

Biológicos avançam do discurso para a prática nas fazendas

O crescimento do uso de bioinsumos no Brasil reflete uma mudança estrutural na forma como o produtor lida com produtividade e sustentabilidade. Tecnologias baseadas em microrganismos, extratos naturais e soluções biológicas vêm ganhando espaço por entregarem eficiência agronômica aliada à redução de impacto ambiental. Segundo Aurélio Favarin, analista de inovação aberta da Embrapa e editor técnico do Radar Agtech Brasil, essa evolução é sustentada por dados e resultados de campo. “As tecnologias biológicas são eficazes, e o trabalho da Embrapa comprova isso”, afirma.

Esse avanço também se reflete no ecossistema de startups. Favarin observa que o mercado de biológicos já se encontra aquecido, com um movimento claro de consolidação. “Notamos que empresas tradicionais do agro migraram para atuar com biológicos, comprando startups para se posicionar no mercado”, explica. Ou seja, não se trata apenas de inovação pontual, mas de uma reconfiguração estratégica do setor.

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A percepção é reforçada por Dirceu Ferreira Júnior, sócio-líder da PwC Agtech Innovation, ao destacar a força do Brasil nesse segmento. Segundo ele, o país já ocupa posição de destaque global em número de empresas de biológicos. “O setor tem experimentado um surgimento até fora do normal de startups de bioinsumos”, observa. Contudo, Ferreira pondera que esse crescimento acelerado naturalmente leva a um ambiente competitivo, no qual nem todas as empresas conseguem se sustentar. “Isso gera movimentos de fusões e aquisições, com empresas sendo absorvidas ou compradas, o que é normal”, afirma.

Climatechs ganham relevância diante do risco climático crescente

Além dos biológicos, as chamadas climatechs despontam como outro eixo central da inovação no agro em 2026. Soluções voltadas à mitigação de riscos climáticos, previsibilidade de safras e gestão de eventos extremos têm atraído investimentos robustos e atenção crescente de grandes empresas do setor. Para Ferreira, esse interesse é reflexo de uma realidade incontornável. “É um problema real que se agrava ano após ano e afeta o mundo inteiro, especialmente o agronegócio, que depende de algo que não controla”, afirma.

Ferramentas de monitoramento climático, análise de dados meteorológicos, inteligência artificial aplicada à previsão de riscos e plataformas de gestão ambiental passam a ser vistas não apenas como diferenciais, mas como elementos essenciais para a sobrevivência e competitividade das operações agrícolas. Favarin concorda com essa leitura ao afirmar que “tudo que melhore previsibilidade e controle de produção terá espaço no mercado”, especialmente em um cenário de crescente preocupação com o clima e seus impactos diretos sobre a produtividade.

Pecuária acelera a digitalização impulsionada por novas gerações

Tradicionalmente mais conservadora na adoção de tecnologias, a pecuária também deve sentir os efeitos dessa nova onda de inovação. Para Antonio Chaker, fundador do Instituto Inttegra e especialista em tecnologia e gestão, a tecnificação dos currais é um caminho sem volta. “O pecuarista não quer mais montar no cavalo, ele quer montar em um quadriciclo”, resume, ao ilustrar a mudança de mentalidade no campo.

Essa transformação está diretamente ligada à entrada de novas gerações na gestão das fazendas. Segundo Chaker, os sucessores demonstram uma postura mais pragmática, orientada a resultados e menos presa a modelos tradicionais. “Não há tanto apego emocional com a área da fazenda como o pai e o avô, são mais pragmáticos com o resultado”, explica. A familiaridade desses produtores com tecnologias como inteligência artificial, drones, sensorização e sistemas de gestão remota tem impulsionado ganhos de eficiência e rentabilidade.

Além disso, a gestão à distância se torna cada vez mais comum, refletindo um perfil de produtor menos presente fisicamente na propriedade, mas mais conectado aos dados e indicadores de desempenho. Esse novo modelo, no entanto, traz desafios importantes para o setor.

O desafio da mão de obra qualificada no agro do futuro

À medida que as tecnologias avançam, cresce também a preocupação com a capacidade das pessoas de operá-las. Chaker aponta a falta de mão de obra qualificada como um dos principais gargalos para 2026. “As fazendas têm que estar preparadas para receber as novas gerações de pecuaristas, e o produtor tem reclamado muito do apagão na mão de obra”, alerta.

Essa visão é compartilhada por Caroline Badra, vice-presidente e sócia da FESA Group com foco em agronegócio. Para ela, o ritmo de formação de profissionais capacitados não acompanha a velocidade de evolução das ferramentas disponíveis no mercado. “O futuro do agro depende menos de máquinas e mais da qualidade das pessoas que estão por trás delas”, afirma. Segundo Badra, profissionais capazes de interpretar dados, operar tecnologias e tomar decisões estratégicas terão espaço garantido, enquanto aqueles que não se adaptarem tendem a ficar para trás.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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