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China absorve US$ 6,8 bi do agro paulista e muda o jogo das exportações em 2025

by Derick Machado
26 de fevereiro de 2026
in Agro
China absorve US$ 6,8 bi do agro paulista e muda o jogo das exportações em 2025

O agro paulista fechou 2025 com US$ 6,8 bilhões em exportações para a China, um salto de 16,7% que consolida o país asiático como destino incontornável da produção estadual. Os números, divulgados pelo IEA-APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, deixam claro: não se trata mais de diversificação. É concentração estratégica.

A China engoliu quase um quarto das vendas externas do agro paulista. Deixou para trás blocos inteiros como a União Europeia, que ficou em US$ 4,1 bilhões, e os Estados Unidos, com US$ 3,5 bilhões. A Índia, outro mercado em crescimento, mal chegou a US$ 904 milhões. A distância é brutal.

Carne, soja e açúcar comandam a pauta

Três complexos dominam o fluxo para o mercado chinês. A carne liderou com US$ 2 bilhões, seguida pelo complexo de soja, que movimentou US$ 1,6 bilhão, e pelo setor sucroalcooleiro, responsável por US$ 1,2 bilhão. Juntos, esses produtos representam a espinha dorsal da relação comercial entre São Paulo e Pequim.

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Para o secretário Geraldo Melo Filho, o desempenho reforça a inserção internacional do estado, mas também acende um alerta. “Quando analisamos os principais produtos da nossa pauta de exportação, a China aparece como o principal destino em todos eles. O desafio agora é continuar abrindo novos mercados para consolidar relações comerciais e ampliar ainda mais a presença do agro paulista no cenário global”, afirma.

A fala do secretário traduz uma preocupação real: depender demais de um único comprador traz riscos. Qualquer fricção geopolítica ou mudança de política comercial chinesa pode desorganizar a balança. Porém, ignorar a potência desse mercado também não é opção.

Frigoríficos navegaram em ano turbulento

O setor de carnes teve que driblar um cenário complicado em 2025. Questões geopolíticas e quedas na produção global de proteína animal pressionaram os embarques. Mesmo assim, o Brasil manteve presença em 177 países, o que ajudou a diluir riscos e sustentar o ritmo das vendas.

Roberto Perosa, presidente da Abiec, reconhece que o ano exigiu jogo de cintura. “Mesmo com um cenário mais desafiador, marcado por questões geopolíticas e pela menor produção de carne em vários países, a carne bovina brasileira, hoje, chega a 177 países, o que ajuda a sustentar o ritmo dos embarques e a presença do produto nos principais mercados”, destaca.

A estratégia de pulverizar destinos funcionou como seguro. Enquanto alguns mercados travaram, outros compensaram. A China, nesse contexto, foi âncora e não apenas oportunidade.

Café vira surpresa entre consumidores de chá

A virada do café no mercado chinês foi inesperada. Em 2025, a China entrou no top 10 de compradores do produto brasileiro, movimento impensável há poucos anos para um país historicamente ligado ao chá. O consumo per capita subiu de 4 a 5 xícaras em 2020 para algo entre 16 e 22 xícaras em 2025, segundo o pesquisador do IEA Celso Vegro.

Esse crescimento não foi acidental. A urbanização acelerada, a influência de hábitos ocidentais entre os jovens e a associação do café com status social criaram um mercado robusto. Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, aponta que a bebida conquistou espaço além da juventude. “A bebida vem conquistando cada vez mais espaço, inicialmente, entre os jovens, mas também em outras faixas etárias atualmente, englobando chineses adeptos a um estilo de vida urbano e interessados em novidades, sendo associada a conveniência, socialização e status”, analisa.

Em agosto, a Embaixada da China no Brasil habilitou 183 novas empresas brasileiras de café para exportar ao país. Dias depois, o órgão oficial fez questão de elogiar publicamente “o queridíssimo café brasileiro”. Sinal claro de que o produto ganhou capital político, não só econômico.

Concentração é risco ou estratégia?

Carlos Nabil, diretor da APTA, resume a situação de forma direta: a China é parceiro estratégico do agro paulista. A questão agora é quanto dessa estratégia pode virar dependência. Outros mercados precisam crescer em relevância para que eventuais choques no relacionamento com Pequim não paralisem o setor.

Enquanto isso, a realidade dos números aponta para um caminho sem volta. A China tem fome de proteína, de grãos e, cada vez mais, de café. São Paulo tem capacidade produtiva, logística e expertise para atender essa demanda. O casamento funciona por enquanto.

Fonte: CNN Brasil

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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