O avanço das operações florestais sobre áreas de relevo acidentado deixou de ser exceção para se tornar uma realidade rotineira do setor. Com a expansão das fronteiras produtivas, terrenos que antes eram contornados agora precisam ser manejados, e isso exige das empresas florestais muito mais do que equipamentos adaptados, exige método.
A Reflorestar Soluções Florestais é um dos exemplos mais consistentes dessa transição. Com atuação no Sul de Minas Gerais e no Vale do Paraíba, em São Paulo, a empresa opera em terrenos que variam entre 25 e 40 graus de inclinação, dependendo da frente de trabalho. No Sul de Minas, as atividades envolvem colheita mecanizada em áreas com até 25 graus. No Vale do Paraíba, as operações de roçada chegam a 40 graus de declividade, condição que coloca à prova qualquer estratégia convencional de manejo.
Cada talhão exige um plano diferente
O principal equívoco de quem subestima a colheita em áreas inclinadas é tratar todos os talhões como se fossem equivalentes. Na prática, variações de solo, declividade, estrutura do dossel e condições climáticas transformam cada área em um problema particular. Por isso, a Reflorestar estruturou um modelo de microplanejamento que analisa, individualmente, cada talhão antes do início das atividades.
Nessa etapa, a equipe avalia a inclinação do terreno, o risco de tombamento das máquinas, a direção mais segura para o corte, os pontos de entrada e saída dos equipamentos e a logística de retirada da madeira. Mesmo com todas essas variáveis mapeadas, as decisões precisam ser validadas presencialmente, porque o que está no papel nem sempre se confirma no campo.
“A área inclinada é uma colheita viva. O planejamento precisa ser constantemente ajustado. Você pode estruturar um microplanejamento para um talhão e, no talhão seguinte, ele já não ser aplicável”, explica Nilo Neiva, gerente geral de Operações da Reflorestar.
Essa capacidade de revisão contínua é o que diferencia uma operação gerenciada de uma operação reativa. Nas frentes de trabalho da Reflorestar, o planejamento inicial funciona como ponto de partida, nunca como regra definitiva.
Segurança, produtividade e manutenção: três variáveis que precisam caminhar juntas
Em terrenos planos, o foco da gestão operacional recai principalmente sobre a produtividade e os custos de manutenção. Em áreas inclinadas, a segurança das equipes passa a ser uma terceira variável de peso equivalente, e ignorar qualquer uma das três compromete as demais.
O desgaste dos equipamentos se acelera quando as máquinas operam em condições de esforço contínuo sobre solos instáveis. Ao mesmo tempo, a pressão por ritmo de trabalho não pode vir à custa da exposição dos operadores a situações de risco. Segundo Nilo Neiva, essa equação precisa ser calibrada permanentemente.
“Em áreas mais desafiadoras, segurança, produtividade e manutenção caminham juntas. Não se trata apenas de colher madeira em terreno inclinado, mas de fazer isso com eficiência e competitividade”, afirma o gerente.
Além disso, o estudo do ponto de entrada e da movimentação das máquinas dentro do talhão reduz diretamente o desgaste mecânico e os riscos operacionais. A definição do sentido de corte, por exemplo, não é apenas uma escolha logística: é uma decisão que afeta a estabilidade da máquina durante toda a operação.
O operador como sensor em campo
O modelo da Reflorestar não concentra a inteligência operacional apenas no planejamento técnico. A percepção dos operadores e mecânicos que estão diretamente no campo é parte essencial do processo de decisão, especialmente porque as variações do terreno se manifestam de formas que nenhum levantamento prévio consegue antecipar completamente.
Dalton Moreira, operador de Colhedor Florestal da empresa, descreve com precisão o que significa trabalhar com atenção plena nessas condições.
“É preciso ter olho clínico para dividir a madeira, observar erosões e garantir que tudo chegue uniforme ao carreador. Tudo isso com a segurança como base da operação, um valor fundamental”, relata o operador.
Essa leitura de campo é o que permite ao time identificar sinais de instabilidade antes que eles se convertam em acidentes ou falhas operacionais. Para Igor Souza, diretor florestal da Reflorestar, a integração entre quem planeja e quem executa fortalece a tomada de decisão de maneira concreta.
“Quem está operando a máquina muitas vezes percebe sinais de instabilidade e mudanças no terreno antes de qualquer outra análise. Essa interação entre planejamento e execução fortalece a tomada de decisão e aumenta a segurança da operação”, destaca Igor.
Produtividade sem investimento adicional em estrutura
Um dos pontos mais relevantes do modelo adotado pela Reflorestar é que, em determinadas condições, a produtividade pode ser alcançada sem a necessidade de equipamentos específicos para operações em encostas. Isso representa um ganho econômico significativo, já que a aquisição de máquinas adaptadas para alto declive envolve investimentos expressivos.
Segundo Igor Souza, o que viabiliza essa eficiência é a combinação entre microplanejamento consistente, definição correta da movimentação das máquinas e acompanhamento técnico rigoroso durante toda a operação.
“Em determinadas situações é possível alcançar produtividade com equipamentos já utilizados na colheita convencional, sem a necessidade de estruturas adicionais, desde que haja microplanejamento consistente, definição correta da movimentação das máquinas e acompanhamento técnico rigoroso em campo”, conclui o diretor florestal.
Essa lógica posiciona o conhecimento técnico e a capacidade de gestão como os principais ativos da operação, e não apenas a tecnologia embarcada nos equipamentos. Para o setor florestal, que lida com margens cada vez mais ajustadas, essa distinção tem impacto direto na viabilidade econômica das frentes de trabalho.
À medida que as áreas com relevo favorável se tornam mais escassas, a tendência é que um número crescente de empresas florestais precise desenvolver competências semelhantes. As operações em terrenos inclinados devem deixar de ser vistas como exceção e passar a compor o portfólio padrão do setor, exigindo profissionais mais qualificados, processos mais rigorosos e uma cultura operacional que trate segurança e produtividade não como objetivos concorrentes, mas como consequências do mesmo método bem aplicado.
Sobre a Reflorestar
Empresa integrante do Grupo Emília Cordeiro, especializada em soluções florestais, incluindo silvicultura, colheita mecanizada, carregamento de madeira e locação de máquinas. Atualmente com operações em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, ela investe em capacitação técnica e comportamental, gestão integrada e confiabilidade dos equipamentos para oferecer as soluções mais adequadas para cada particularidade dos clientes.
Fundada em 2004 no Vale do Jequitinhonha (sede em Turmalina, MG), originou-se da paixão pelo cuidado com o solo e o meio ambiente. Com 20 anos de atuação, a Reflorestar se consolidou no mercado pela visão inovadora no segmento florestal e pela oferta de serviços de qualidade, atendendo clientes em todo o Brasil. Para mais informações, visite o site da Reflorestar.
