Paisagismo
Cuidado com Estas Plantas! Elas Podem Rachar Vasos e Levantar Calçadas
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4 meses atrásem

Ter um jardim exuberante em casa é o sonho de muitas pessoas, mas poucas sabem que algumas plantas ornamentais, quando cultivadas em condições inadequadas, podem causar danos sérios a vasos, pisos e até à estrutura de calçadas e muros. Por mais bonitas e resistentes que sejam, certas espécies desenvolvem raízes fortes e expansivas, capazes de rachar vasos de cerâmica ou levantar revestimentos de alvenaria. Isso não significa que essas plantas devem ser evitadas a todo custo, mas sim que o cultivo precisa ser feito com conhecimento técnico e planejamento.
⚠️ Aviso de planejamento e segurança estrutural
As informações contidas neste artigo têm caráter informativo, não garantem proteção total contra danos estruturais.
O desenvolvimento radicular de plantas é influenciado por fatores como solo, clima, espaço disponível, barreiras físicas e manutenção.
Antes de escolher espécies de raízes agressivas ou plantá-las próximas a muros, pisos ou vasos frágeis, considere consultar um paisagista, agrônomo ou engenheiro para avaliar riscos e contenções adequadas.
Segundo a paisagista Cris Bermudez, o principal erro está na escolha do recipiente e no local de plantio. “Muitas vezes, o que parece uma planta inofensiva pode ter um sistema radicular agressivo, que cresce de forma desordenada em busca de água e espaço”, explica. Entender as características dessas espécies é essencial para evitar prejuízos e garantir que elas convivam em harmonia com o paisagismo.
Sansevieria
Conhecida popularmente como espada-de-são-jorge, a sansevieria é uma das espécies mais resistentes do paisagismo tropical. Com folhas eretas, rígidas e elegantes, ela se tornou símbolo de proteção e é amplamente usada tanto em ambientes internos quanto externos. No entanto, seu rizoma subterrâneo é altamente expansivo e pode romper vasos com facilidade se não houver contenção.

Cris Bermudez alerta que, apesar do crescimento aéreo parecer lento, o subterrâneo é rápido e vigoroso. “Quando plantada diretamente no chão ou em vasos sem limitador, a sansevieria tende a se multiplicar rapidamente, empurrando as bordas do recipiente até trincar o material”, afirma. A melhor forma de controlar isso é usar vasos de plástico grosso ou cimento reforçado e realizar divisões periódicas das touceiras.
Zamioculca
Queridinha da decoração por sua aparência exuberante e baixa manutenção, a zamioculca (Zamioculcas zamiifolia) esconde um detalhe importante: suas raízes tuberosas se expandem lateralmente com bastante força. Ao longo do tempo, essa pressão constante pode fazer o vaso estufar, trincar e até estourar completamente, especialmente quando o recipiente é de cerâmica ou plástico fino.

De acordo com o engenheiro agrônomo Eduardo Funari, o ideal é replantar a zamioculca a cada dois ou três anos, em vasos maiores e mais profundos. “Se você perceber que o substrato está se elevando ou o vaso começou a deformar, é sinal de que as raízes precisam de mais espaço”, ensina. Além disso, ele sugere o uso de substrato leve e drenável para evitar compactação.
Ficus-elástica
Com folhas largas e brilhantes, o ficus-elástica impressiona pela presença escultural, mas é uma planta que exige extrema cautela no paisagismo urbano. Suas raízes são agressivas, fortes e se expandem rapidamente em busca de nutrientes, podendo causar rachaduras em pisos, entupimento de tubulações e até levantamento de calçadas e muros se plantado próximo a estruturas.

“O maior risco é quando a espécie é cultivada diretamente no solo, sem barreiras físicas ou planejamento do espaço”, adverte Eduardo. Ele recomenda utilizar o ficus-elástica apenas em grandes jardins ou áreas afastadas da estrutura da casa. Caso a intenção seja manter a planta em vaso, escolha recipientes grandes, de concreto ou fibra de vidro reforçada, e evite colocá-los sobre pisos sensíveis.
Pata-de-elefante
A pata-de-elefante (Beaucarnea recurvata) é uma planta ornamental conhecida por seu tronco largo e volumoso, que lembra a perna de um elefante. Apesar de crescer lentamente, essa espécie forma um bulbo robusto na base e raízes vigorosas que, com o tempo, se expandem tanto em largura quanto em profundidade, pressionando o interior dos vasos até causar rachaduras.

Para Cris Bermudez, o ideal é respeitar o tempo de crescimento da planta e realizar replantios conforme necessário. “Mesmo sendo uma planta de crescimento lento, a pata-de-elefante precisa de um vaso proporcional ao seu tronco. Caso contrário, o próprio crescimento do caule vai forçar o recipiente e ele pode romper”, explica a paisagista.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
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Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.
Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.


