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Home Agro

Embrapa apresenta tomates e pimentas com foco em renda e resistência no Show Rural Coopavel

by Derick Machado
29 de janeiro de 2026
in Agro
Embrapa apresenta tomates e pimentas com foco em renda e resistência no Show Rural Coopavel

Entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, a 38ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), volta a se consolidar como um dos principais palcos de inovação tecnológica do agronegócio brasileiro. Neste cenário, a Embrapa Hortaliças apresenta, na Vitrine Tecnológica de Agroecologia (Vital), um conjunto estratégico de cultivares de tomate e pimenta voltadas especialmente à agricultura familiar e aos sistemas orgânicos.

A escolha não é aleatória. O Oeste do Paraná possui forte tradição na produção de hortaliças e, ao mesmo tempo, enfrenta desafios recorrentes relacionados a custo de insumos, instabilidade climática e necessidade de maior agregação de valor. Sob essa ótica, as cultivares demonstradas dialogam diretamente com o perfil produtivo regional.

“As cultivares plantadas na vitrine apresentam um desempenho muito interessante no cultivo orgânico e na agricultura familiar. Além disso, o tomate é uma hortaliça muito produzida no Paraná e a pimenta apresenta bom potencial de agregação de valor”, afirma o pesquisador Lineu Alberto Domit.

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Cultivares de tomate: produtividade, qualidade e menor dependência de insumos

O portfólio apresentado reúne híbridos que combinam desempenho agronômico consistente, resistência a doenças e potencial de mercado. Além disso, um dos diferenciais estratégicos está no custo das sementes, tradicionalmente considerado um gargalo para pequenos produtores.

“Isso é uma vantagem para o produtor de hortaliças porque, em geral, o custo das sementes é um gargalo, então ter uma semente com alto potencial produtivo e baixo custo é uma proposta atrativa para o agricultor”, avalia Simone Grisa, engenheira agrônoma do IDR-Paraná.

O tomate BRS Zamir, do segmento grape, chama atenção pelo elevado teor de licopeno, antioxidante associado à valorização nutricional do fruto. Indicado tanto para cultivo protegido quanto em campo aberto no período seco, inicia a colheita cerca de 80 dias após o transplantio e pode atingir produtividade entre 6 e 8 quilos por planta. Assim, alia qualidade para consumo in natura e retorno por área cultivada.

Já o BRS Iracema destaca-se pelo alto teor de sólidos solúveis, resultando em maior doçura e melhor aceitação comercial. Entretanto, seu diferencial agronômico está na tolerância a nematoides-das-galhas do gênero Meloidogyne, problema recorrente em áreas intensivas de tomaticultura. Essa característica contribui para reduzir perdas e, consequentemente, custos com manejo fitossanitário.

Por sua vez, o BRS Nagai, do tipo saladete, amplia o horizonte produtivo ao alcançar potencial de até 11 quilos por planta. Além do rápido desenvolvimento e da floração próxima ao solo, o híbrido contribui para minimizar a dependência de agrotóxicos, fortalecendo sistemas mais sustentáveis — aspecto cada vez mais relevante para mercados exigentes.

Pimentas: diversificação e agroindustrialização no radar da agricultura familiar

Se o tomate sustenta volume, a pimenta amplia margem. Na Vital, a Embrapa apresenta um conjunto robusto de cultivares com diferentes níveis de pungência, coloração e finalidade comercial, reforçando a diversificação como estratégia econômica.

“As pimentas podem ser transformadas em caponatas, molhos, doces e temperos, o que amplia as possibilidades de comercialização pelos agricultores familiares”, comenta Simone Grisa.

Entre os materiais expostos, a BRS Araçari, do grupo habanero, destaca-se pela coloração amarela e pelo potencial em nichos gourmet. Além disso, atende tanto ao mercado fresco quanto à indústria de molhos e geleias.

A BRS Moema, conhecida como biquinho, apresenta frutos aromáticos e sem pungência, característica que amplia o público consumidor. Sua versatilidade permite uso tanto em conservas quanto como ornamental, agregando valor estético e comercial.

Já a BRS Tui demonstra dupla aptidão, atendendo consumo fresco e processamento industrial. Contudo, por ser sensível a baixas temperaturas e intolerante a geadas, exige atenção ao calendário de plantio, especialmente em regiões com inverno mais rigoroso.

No grupo das pimentas mais picantes, a BRS Juruti e a BRS Nandaia, ambas do segmento habanero, combinam alta produtividade, uniformidade e resistência múltipla a doenças, reduzindo riscos sanitários. A BRS Mari, do tipo dedo-de-moça, amplia opções para produção de molhos líquidos e pimenta desidratada em flocos, enquanto a BRS Seriema, do grupo bode, reforça o potencial para conservas com elevado padrão de uniformidade.

A BRS Sarakura, adaptada ao Brasil Central, agrega maturação concentrada e alto rendimento industrial, favorecendo planejamento de colheita e processamento.

Adaptação climática e desempenho regional

Mesmo diante de eventos climáticos como geadas registradas na região de Cascavel, as cultivares de pimenta demonstraram resistência e mantiveram boa produtividade, evidenciando adaptação às condições locais.

Além disso, algumas variedades também são apresentadas na estufa de olericultura do IDR-Paraná durante o evento, permitindo aos produtores observar o comportamento em diferentes sistemas de cultivo.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  [email protected]

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