Agronamidia
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo
No Result
View All Result
Agronamidia
No Result
View All Result
Home Tecnologia Rural

Fazendinha da Expoingá 2026: como a UEM transforma a feira em laboratório vivo de agricultura sustentável

Aquaponia, sericicultura e hortas práticas compõem um espaço de um hectare que une extensão universitária, agricultura familiar e educação alimentar no maior evento agropecuário do Paraná

by Derick Machado
8 de maio de 2026
in Tecnologia Rural
Fazendinha da Expoingá 2026: como a UEM transforma a feira em laboratório vivo de agricultura sustentável

A Fazendinha da Expoingá está de volta em 2026 com uma configuração que vai além do tradicional contato com animais e plantas. O espaço, instalado no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, ganha protagonismo ampliado da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e chega com novidades tecnológicas que colocam o visitante urbano diante de sistemas reais de produção sustentável — entre eles, uma demonstração funcional de aquaponia, tecnologia que integra a criação de peixes ao cultivo de vegetais em circuito fechado de água.

ADVERTISEMENT

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a UEM, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Sociedade Rural de Maringá, responsável pela organização da Expoingá. Para o professor Ednaldo Michellon, do Departamento de Agronomia da UEM e um dos coordenadores do espaço, a Fazendinha representa a face mais concreta da extensão universitária.

“O visitante vai encontrar diversos experimentos com plantas, hortaliças e um bosque preservado, além da presença de animais. A sericicultura, com o bicho-da-seda, deve retornar e costuma encantar especialmente as crianças”, explica.

Aquaponia como vitrine tecnológica

A demonstração de aquaponia é, certamente, a novidade mais técnica da edição. O sistema integra dois processos produtivos em um único ciclo: os peixes fornecem nutrientes orgânicos à água, que por sua vez alimenta as plantas cultivadas em estruturas acima dos tanques. A água tratada pelas raízes retorna ao sistema, reduzindo o consumo hídrico e eliminando a necessidade de adubação química convencional.

No contexto da Fazendinha, a demonstração é apoiada por projetos acadêmicos da própria UEM, o que garante embasamento técnico e permite que os visitantes compreendam o sistema com orientação de pesquisadores. A aquaponia já é adotada comercialmente em regiões como o Sul do Brasil e o interior paulista, com destaque para a produção de tilápia combinada ao cultivo de alface e ervas aromáticas — modelo que pode ser replicado em pequenas propriedades e até em ambientes periurbanos.

Veja Também

Planta que seca completamente e volta à vida: o mecanismo que pode transformar a agricultura em regiões de seca

Estudo revela efeito anti-inflamatório e analgésico de planta nativa usada na medicina popular

Além de funcional, o sistema demonstra na prática o conceito de economia circular aplicada à produção de alimentos, tema que ganha cada vez mais relevância nas políticas de agricultura sustentável do Paraná.

Sericicultura e Casa do Colono: memória e ciência lado a lado

Outro ponto de atração é o retorno da sericicultura ao espaço. A criação do bicho-da-seda, atividade com raízes profundas na colonização do norte paranaense, conecta o público a uma cadeia produtiva que ainda movimenta municípios da região e responde por parte significativa da produção nacional de seda natural. Para o público infantil, o contato com as larvas e os casulos funciona como uma das experiências mais memoráveis da visita.

A Casa do Colono complementa essa dimensão histórica. A recriação do ambiente doméstico e produtivo dos primeiros colonizadores de Maringá contextualiza a evolução da agricultura regional e mostra de onde vieram as práticas que moldaram o agronegócio paranaense atual. Ao lado dos experimentos tecnológicos, esse espaço cria um contraste didático entre o passado e a produção contemporânea.

Hortas urbanas e o produtor que mora na cidade

Uma das apostas mais estratégicas da Fazendinha 2026 é o incentivo ao cultivo doméstico. As demonstrações de hortas em pequenos espaços — adaptáveis a varandas, quintais e até interiores de residências urbanas — dialogam diretamente com um movimento crescente entre os moradores de cidades médias e grandes do Paraná. O interesse por alimentação saudável e pela produção própria de hortaliças e ervas aromáticas é real, e a Expoingá se posiciona como um ponto de orientação prática para esse público.

“A proposta é mostrar ao público urbano como o rural pode contribuir para a qualidade de vida, especialmente por meio da alimentação saudável e sustentável”, resume o professor Michellon, sintetizando o propósito pedagógico do espaço.

Ao longo da programação, cursos e oficinas sobre práticas agroecológicas para controle de pragas e doenças ampliam essa frente educativa, transformando a Fazendinha em um ponto de capacitação acessível para quem quer produzir alimentos com menos insumos químicos.

Logística invisível, impacto visível

O que o visitante não enxerga ao circular pelo espaço é o volume de trabalho que antecede a abertura dos portões. Em cerca de um hectare, as equipes técnicas da UEM e dos parceiros prepararam canteiros, montaram estruturas, transplantaram mudas e instalaram sistemas como o de aquaponia em condições de solo que exigiram intervenções específicas. “Quem visita não imagina nem 1% do trabalho envolvido”, afirma Michellon.

A expectativa é receber cerca de 200 mil pessoas na Fazendinha durante o evento, dentro de um público total estimado em 500 mil visitantes. O atendimento a escolas é um dos eixos prioritários, com atividades educativas estruturadas para o público infantil — reforçando a Expoingá como ferramenta de formação e não apenas de entretenimento rural.

Feira de Sabores e agricultura familiar

A área de gastronomia e a Feira de Sabores integram a programação com foco direto na produção local. O espaço reúne produtores da agricultura familiar, instituições de ensino e iniciativas ligadas à agroecologia e aos produtos coloniais da região. Essa articulação entre tecnologia, educação e mercado posiciona a Fazendinha como um ambiente completo — onde o visitante pode entender como o alimento é produzido, aprender a cultivar e, na sequência, consumir o que o campo regional tem a oferecer.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

Via: AEN
Share234Tweet146Pin53

Artigos relacionados

Planta que seca completamente e volta à vida: o mecanismo que pode transformar a agricultura em regiões de seca
Tecnologia Rural

Planta que seca completamente e volta à vida: o mecanismo que pode transformar a agricultura em regiões de seca

by Derick Machado
8 de maio de 2026
0

Em uma trilha próxima à Cidade do Cabo, na África do Sul, um ramo quebradiço e completamente seco no chão parecia vegetação morta descartada pelo tempo. Ao ser colocado em água, algo...

Read more
Peixe-boi da Amazônia come 8% do seu peso em plantas por dia e isso pode resolver um problema sério na piscicultura
Tecnologia Rural

Peixe-boi da Amazônia come 8% do seu peso em plantas por dia e isso pode resolver um problema sério na piscicultura

by Derick Machado
8 de maio de 2026
0

Um viveiro de piscicultura tomado por aguapé, salvínia ou alface-d'água não é apenas um problema estético. É uma ameaça direta à produtividade, ao oxigênio dissolvido na água e à saúde dos peixes....

Read more
Imagem: Fabrício Riella/iNaturalist
Tecnologia Rural

Estudo revela efeito anti-inflamatório e analgésico de planta nativa usada na medicina popular

by Derick Machado
8 de maio de 2026
0

• Pesquisas de instituições brasileiras confirmam ações anti-inflamatória, analgésica e antiartrítica da Alternanthera littoralis, tradicionalmente usada na medicina popular. • Análises fitoquímicas identificaram compostos bioativos no extrato etanólico, base para avaliar seus...

Read more
babosa
Tecnologia Rural

Babosa vira tecnologia: UFPR cria curativo cicatrizante com Aloe vera na estrutura do material

by Agronamidia Agronamidia
8 de maio de 2026
0

Gel rico em polissacarídeos deixa de ser apenas ativo terapêutico e passa a integrar a própria matriz do curativo, unindo elasticidade, adesão e manutenção de ambiente úmido.

Read more
  • Politica de Privacidade
  • Contato
  • Politica de ética
  • Politica de verificação dos fatos
  • Politica editorial
  • Quem somos | Sobre nós
  • Termos de uso
  • Expediente
contato@agronamidia.com.br

©2021 - 2025 Agronamidia, Dedicado a informar o público sobre o mundo do agronegócio, do campo e da jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

No Result
View All Result
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo

©2021 - 2025 Agronamidia, Dedicado a informar o público sobre o mundo do agronegócio, do campo e da jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

Nós estamos usando cookies neste site para melhorar sua experiência. Visite nossa Politica de privacidade.