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Itaipu Rural Show 2025: Epagri aposta em tecnologia aplicada e agricultura familiar no maior show do Sul
Cultivares desenvolvidos em Chapecó, unidade portátil de biofertilizante e oficinas práticas marcaram a presença da instituição catarinense no evento
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A 27ª edição do Itaipu Rural Show, realizada entre os dias 18 e 21 de fevereiro em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, confirmou sua posição como um dos principais eventos tecnológicos do agronegócio sulista. Mais de 70 mil visitantes circularam pelo evento organizado pela Cooper Itaipu, e a Epagri ocupou um dos estandes mais movimentados da feira, com mil metros quadrados dedicados a tecnologias que saem direto do campo de pesquisa para a lavoura.
O foco da instituição foi claro: mostrar resultado prático. Pecuária de leite, produção de grãos, conservação do solo e meliponicultura compuseram o mix de soluções apresentadas por profissionais da Epagri ao longo dos quatro dias. Cultivares desenvolvidos pela própria empresa, silo secador com ar natural e uma unidade portátil de biofertilizante chamaram atenção de produtores em busca de tecnologia que caiba na realidade da propriedade, não só no papel.
SCS157 Prodígio: 12 anos de pesquisa viram semente
O lançamento mais aguardado foi o SCS157 Prodígio. A nova variedade de milho de polinização aberta (VPA) é resultado de trabalho iniciado em 2012 no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri, o Cepaf, em Chapecó. Uma variedade VPA significa que o agricultor pode guardar e replantar a semente da própria colheita, o que reduz custo fixo e aumenta a autonomia porteira para dentro.
Os números justificam a expectativa. O Prodígio entrega média de 165 sacas por hectare, com tolerância comprovada à estiagem e às principais doenças da cultura. O baixo índice de acamamento e a homogeneidade de lavoura são diferenciais que o produtor sente na hora da colheita, quando a máquina passa e o material está no chão antes do tempo. O presidente da Epagri, Dirceu Leite, participou do lançamento e reforçou a parceria com a Cooper Itaipu como canal estratégico de chegada da tecnologia ao produtor regional.
Agricultores interessados em adquirir sementes do Prodígio podem buscar orientação nos escritórios municipais da Epagri ou contatar a BMF diretamente pelo WhatsApp (55) 99211-6681.
A cozinha também é tecnologia
Além das lavouras, a Epagri apostou em um diferencial que poucos esperavam encontrar em um show tecnológico. A cozinha didática recebeu oficinas práticas de preparo de pães e técnicas de corte de carnes, atraindo público variado e gerando interação direta entre visitantes e técnicos. O dado importa porque reflete uma estratégia mais ampla: a agregação de valor começa quando o produtor entende o que acontece com o produto depois da porteira.
CEDUPs mostram que educação técnica tem lugar na feira
Os Centros de Educação Profissional Agrotécnicos de Santa Catarina, os CEDUPs, também marcaram presença. O projeto interdisciplinar “Matemática Olericultura”, desenvolvido pelos alunos do primeiro ano do curso técnico em agropecuária do Cedup Getúlio Vargas, em São Miguel do Oeste, apresentou maquetes em escala dos setores de olericultura da escola. Coordenado pelos professores Edenilson Slaviero e Jaqueline Zanella, o projeto conecta geometria, escala e dimensionamento com a prática agrícola. É formação técnica com visão produtiva, o tipo de iniciativa que define o perfil do profissional que vai gerir a próxima safra.
Agroindústria familiar ganha protagonismo pelo segundo ano
Pelo segundo ano consecutivo, os empreendimentos da agroindústria familiar ocuparam espaço de destaque no estande da Epagri. Derivados de cana-de-açúcar, leite e milho, embutidos, chás, geleias e panificados estiveram disponíveis para compra e degustação, representando produtores das regiões Oeste e Extremo-Oeste catarinense. A iniciativa posiciona a Epagri além do papel de geradora de tecnologia, colocando a instituição como agente ativo na valorização e na comercialização da produção familiar. Para as próximas edições, a tendência é que esse espaço cresça, acompanhando a expansão das agroindústrias familiares como alternativa de renda e diversificação do mix produtivo nas pequenas propriedades do Sul.
Fonte: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc
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