Agronamidia
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo
No Result
View All Result
Agronamidia
No Result
View All Result
Home Pecuaria

Pastagens ganham status global e colocam eficiência do pasto no radar da pecuária brasileira

Escrito por: Agronamidia Revisão: Derick Machado
17 de maio de 2026
in Pecuaria
Pastagens ganham status global e colocam eficiência do pasto no radar da pecuária brasileira

No Brasil, isso significa olhar para 160 milhões de hectares de pasto, área que representa cerca de 19% do território nacional. É ali que praticamente 100% da pecuária de corte passa em alguma fase da vida do animal. Mesmo o boi que termina no confinamento nasceu ou recriou a pasto. O sistema começa ali. E termina ali.

ADVERTISEMENT

O problema é que nem todo pasto entrega o que poderia.

A estimativa de áreas degradadas varia de 12 a 100 milhões de hectares. Essa diferença não é detalhe técnico. É sinal de que o conceito de degradação ainda divide o setor. Parte do campo sofre erosão e perda de cobertura. Outra parte perde vigor pela invasão de plantas indesejadas. E isso muda completamente o diagnóstico.

Como explica Patrícia Santos, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, a degradação pode ser tanto física quanto biológica. “A degradação do pasto pode ser tanto em função de uma degradação da terra – o pasto que está descoberto, com erosão –, quanto pode ser uma degradação que vem da presença de plantas invasoras.” Em alguns biomas, essa distinção é determinante para decidir se o produtor corrige solo, reforma área ou ajusta manejo.

Veja Também

Com custo de produção menor, confinamento volta ao radar do pecuarista em 2025

Brasil estreia exportação de carne bovina ao Vietnã com envio de 27 toneladas

E aqui está o ponto central: pasto degradado não fecha conta.

Estudos da própria Embrapa mostram que uma área degradada dificilmente ultrapassa 150 kg de peso vivo por hectare ao ano. Em pasto recuperado, esse número pode dobrar ou até triplicar. A diferença entre prejuízo e margem pode estar na qualidade do capim.

Logística ainda é o gargalo? Não. Hoje o gargalo é produtividade do solo.

Pasto natural exige estratégia, não romantização

Cerca de 50 milhões de hectares no Brasil são pastagens naturais, concentradas no Pantanal, Pampa e Caatinga, com manchas na Amazônia e no Cerrado. São áreas vulneráveis. E estratégicas.

Segundo Patrícia, muitas dessas áreas foram substituídas por pasto plantado nas últimas décadas.

“Hoje você tem cerca de 160 milhões de hectares de pastagens e cerca de 50 milhões de pasto natural. São áreas bastante vulneráveis, que precisam ser olhadas com bastante cuidado.”

O campo nativo presta serviços ambientais. Mantém biodiversidade. Estoca carbono. Mas também precisa produzir. A sustentabilidade não está em abandonar o uso produtivo, e sim em ajustar a lotação, o manejo e o calendário.

Em algumas regiões, a combinação de pasto plantado com pasto natural faz mais sentido do que escolher um lado. Mistura de sistemas. Mix de produção. Planejamento de longo prazo.

Braquiária é vantagem competitiva. Mas tem prazo

Grande parte da pecuária brasileira avançou sobre o território com base em pastagens plantadas, principalmente braquiárias. Clima favorável, correção de solo, fertilidade e manejo permitiram altas taxas de lotação.

Como afirma Júlio Barcellos, coordenador do Nespro/UFRGS, “esses pastos na estação das águas produzem muito. Não tem nenhum outro lugar no mundo que produza tanto pasto.”

Esse é o motor da carne barata brasileira.

Mas o ciclo não é eterno. Muitas áreas estão há 20 ou 30 anos em processo de degradação progressiva. Capim envelhece. Solo empobrece. Lotação cai. A conta chega.

Barcellos resume com precisão: “A pastagem é o grande fator de competitividade da pecuária brasileira.” Quando ela perde vigor, o sistema perde margem.

Integração lavoura-pecuária-floresta entra como alternativa técnica para renovar área com custo diluído. Rotaciona atividade. Recupera solo. Mantém caixa girando. Ainda assim, muitos produtores seguem no modelo extensivo tradicional. O potencial continua subutilizado.

Campo nativo vira ativo internacional

No Pampa, produtores organizados desde 2006 na Alianza del Pastizal vêm defendendo o manejo sustentável dos campos naturais. São mais de 210 mil hectares sob boas práticas.

A declaração da ONU dialoga diretamente com esse movimento. Como explica Pedro Pascotini, coordenador da Alianza del Pastizal no Brasil, o termo rangelands se refere justamente aos campos nativos.

“Todas as ações que desenvolvemos no Pampa, voltadas à valorização do campo nativo e ao manejo sustentável com a promoção de boas práticas pecuárias, dialogam diretamente com o International Year of Rangelands and Pastoralists.”

Isso abre janela de visibilidade internacional. Mercado premium olha. Investidor ambiental também.

Inteligência artificial entra no piquete

Se o debate global coloca o pasto no centro, a tecnologia começa a mudar o jogo no campo.

Ferramentas de monitoramento via satélite e machine learning já permitem acompanhar vigor vegetativo, tempo de descanso, impacto climático e histórico de uso por piquete. Sai o achismo. Entra dado.

A JetBov lançou um sistema de Monitoramento de Pasto Inteligente que cruza dados climáticos, vegetativos e operacionais da própria fazenda para criar algoritmos específicos para cada propriedade.

Na prática, o produtor visualiza a qualidade do pasto ao longo do tempo e ajusta manejo antes da quebra de safra do capim. Isso muda decisão de lotação. Muda suplementação. Muda estratégia de confinamento.

Para Xisto Alves, CEO da JetBov, o desafio ainda é cultural. “A maioria das fazendas não está nesse processo de piqueteamento, nem de trabalhar a nutrição de forma mais estratégica. O gargalo é sair do modelo extensivo para um mais intensivo, o que exige mais gestão.”

E gestão custa. Mas produz.

A discussão deixou de ser apenas ambiental. Agora é econômica. O Brasil já tem área suficiente. O que falta é transformar hectare em eficiência.

O mundo está olhando para as pastagens. A pergunta é se o produtor brasileiro vai olhar para elas com a mesma atenção — e ajustar o manejo antes que o custo invisível do capim cansado apareça no preço da arroba.

Fonte: Globo Rural

Share234Tweet147Pin53

Artigos relacionados

Com custo de produção menor, confinamento volta ao radar do pecuarista em 2025
Pecuaria

Com custo de produção menor, confinamento volta ao radar do pecuarista em 2025

by Derick Machado
26 de agosto de 2025
0

A virada no ciclo pecuário em 2025 está reacendendo o otimismo entre os produtores que apostam na terminação intensiva. Com a arroba valorizada e o milho — principal componente da dieta dos...

Read more
Manejo inteligente pode reduzir em até 70% o uso de água na produção de leite
Pecuaria

Manejo inteligente pode reduzir em até 70% o uso de água na produção de leite

by Agronamidia
19 de maio de 2026
0

O uso racional da água tornou-se uma das pautas centrais na pecuária moderna, especialmente diante do avanço das mudanças climáticas. Um estudo desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sudeste, em parceria com instituições de...

Read more
Produtos de origem animal poderão ser vendidos entre estados e municípios sem Sisbi
Pecuaria

Produtos de origem animal poderão ser vendidos entre estados e municípios sem Sisbi

by Derick Machado
28 de julho de 2025
0

Uma proposta que pode transformar a forma como alimentos de origem animal são comercializados no Brasil deu um importante passo no Congresso. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da...

Read more
Chile ultrapassa China e vira segundo maior comprador da carne suína brasileira
Pecuaria

Chile ultrapassa China e vira segundo maior comprador da carne suína brasileira

by Derick Machado
18 de maio de 2026
0

Nos últimos meses, os embarques de carne suína brasileira com destino ao Chile surpreenderam o setor agropecuário. O salto nos volumes exportados reflete não apenas o apetite crescente dos chilenos pela proteína,...

Read more
  • Politica de Privacidade
  • Contato
  • Politica de ética
  • Politica de verificação dos fatos
  • Politica editorial
  • Quem somos | Sobre nós
  • Termos de uso
  • Expediente
[email protected]

©2021 - 2025 Agronamidia, Dedicado a informar o público sobre o mundo do agronegócio, do campo e da jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

No Result
View All Result
  • Agricultura
  • Clima e Sustentabilidade
  • Cultivo e Jardinagem
  • Máquinas e Produção
  • Mercado Agro
  • Pecuaria
  • Tecnologia Rural
  • Vida no Campo

©2021 - 2025 Agronamidia, Dedicado a informar o público sobre o mundo do agronegócio, do campo e da jardinagem. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

Nós estamos usando cookies neste site para melhorar sua experiência. Visite nossa Politica de privacidade.