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Mercado chinês impulsiona valorização do vergalho bovino nas exportações do Brasil

by Derick Machado
25 de janeiro de 2026
in Pecuaria
Mercado chinês impulsiona valorização do vergalho bovino nas exportações do Brasil

Durante décadas, o comércio internacional de carne bovina esteve associado aos cortes nobres que dominam churrascos e vitrines frigoríficas. Entretanto, o avanço das exportações brasileiras para a Ásia tem revelado uma nova dinâmica de valorização: o aproveitamento integral do animal. Entre os itens que mais chamam atenção está o vergalho bovino, denominação comercial do pênis do boi, que vem registrando demanda consistente no mercado chinês e contribuindo para elevar a receita do setor.

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O movimento não se resume a uma curiosidade comercial. Pelo contrário, ele reflete mudanças estruturais na forma como diferentes culturas consomem proteína animal e como a indústria brasileira se posiciona para atender perfis variados de consumo.

Aproveitamento integral e ganho de competitividade

No mercado doméstico, o vergalho bovino costuma ser destinado principalmente à fabricação de petiscos desidratados para cães, com valor médio ao redor de R$ 21 por quilo. Já no comércio exterior, os números são expressivos. O produto pode alcançar até US$ 6 mil por tonelada, sendo exportado in natura e seguindo rigorosamente os protocolos sanitários exigidos pelos países importadores.

Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a comercialização ocorre de forma contínua. “A comercialização do vergalho in natura é contínua, com volume médio mensal entre quatro e cinco toneladas”, afirma. A regularidade das vendas indica que não se trata de uma operação pontual, mas de um mercado consolidado, sustentado por contratos e fluxo estável de demanda.

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Além disso, o Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) destaca que a negociação desse subproduto contribui para o melhor aproveitamento da carcaça e, por consequência, para o aumento da rentabilidade ao longo da cadeia produtiva. Em um cenário global cada vez mais competitivo, transformar partes antes subvalorizadas em ativos comerciais representa uma estratégia relevante.

Cultura alimentar e valorização gastronômica

A força da demanda chinesa está diretamente ligada a tradições culinárias que priorizam o consumo integral do animal. Em diversos países asiáticos, miúdos e cortes considerados não convencionais no Ocidente são ingredientes recorrentes em ensopados, caldos e preparações de longa cocção. O vergalho é apreciado pela textura firme e pela capacidade de absorver temperos, característica valorizada em pratos típicos.

Essa diferença cultural, aliás, evidencia como o comércio internacional de carnes depende não apenas de volume produtivo, mas também da compreensão dos hábitos alimentares de cada mercado. O que é residual em um país pode ser considerado ingrediente nobre em outro.

Estratégia de diversificação e fortalecimento da cadeia

Para Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), a inserção em nichos específicos reforça a posição do Estado no cenário global. “Mato Grosso tem uma pecuária robusta, eficiente e cada vez mais alinhada às exigências internacionais. A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nível de organização da cadeia produtiva”, afirma.

Segundo Andrade, ampliar o portfólio é uma forma de reduzir riscos e aumentar a competitividade. “Quando ampliamos o portfólio e atendemos mercados com diferentes perfis de consumo, aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenário global”, destaca.

Esse movimento ganha ainda mais relevância em um contexto de oscilações cambiais, exigências sanitárias crescentes e pressão por sustentabilidade. Ao diversificar destinos e produtos, a pecuária brasileira dilui vulnerabilidades e agrega valor à produção.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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