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Paraná coloca sete máquinas agrícolas por dia nas estradas rurais e reforça estrutura do campo

Programa bilionário já entregou 1.062 equipamentos e prepara pavimentação de mais de 3 mil quilômetros no interior.

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Paraná coloca sete máquinas agrícolas por dia nas estradas rurais e reforça estrutura do campo

O Paraná colocou sete máquinas agrícolas por dia nas mãos dos municípios entre julho de 2025 e fevereiro de 2026. Não é anúncio. É entrega. Foram 1.062 equipamentos repassados às prefeituras, o que representa pouco mais da metade do total previsto de 2.045 unidades dentro de um pacote que supera R$ 1,5 bilhão.

Até agora, R$ 680 milhões já saíram do papel.

O impacto disso não está apenas nos números divulgados durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel. Está na logística porteira para dentro. Está no custo do frete da safra. Está na capacidade de escoar produção mesmo quando o clima aperta.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que o Estado realiza “a maior compra de maquinário da América Latina para atender os municípios”. Segundo ele, “já compramos mais de 2 mil máquinas, que estão sendo entregues aos prefeitos para modernizar o parque das prefeituras e atender, principalmente, as estradas rurais”. O pacote inclui motoniveladoras, retroescavadeiras, pás-carregadeiras, caminhões basculantes, escavadeiras e caminhões-prancha.

O objetivo é claro: melhorar trafegabilidade e reduzir gargalos operacionais. O mercado sentiu o movimento.

Estrada ruim custa dinheiro

Para quem produz soja, milho, leite ou proteína animal, estrada rural não é detalhe. É variável de custo.

Quando a prefeitura tem motoniveladora parada por falta de equipamento, o prejuízo não aparece no orçamento público. Ele aparece na quebra de caminhão, no atraso da colheita, na perda de janela de plantio da safrinha. Aparece no preço disponível que o produtor deixa de capturar porque não consegue entregar no tempo certo.

O secretário da Agricultura, Márcio Nunes, foi direto ao ponto ao afirmar que o produtor precisava de pavimentação rural no dia a dia. “O produtor precisa de muita coisa, como extensão rural e assistência técnica, mas há algo que ele precisava todos os dias e que nós tínhamos condição de resolver: pavimentação rural”, declarou.

Não se trata apenas de máquina nova no pátio da prefeitura. Trata-se de garantir trafegabilidade durante o período crítico da safra.

Pavimentação entra no jogo

O programa também prevê 389 convênios para pavimentação de mais de 3 mil quilômetros de estradas rurais. O investimento estimado ultrapassa R$ 3 bilhões. As obras envolvem asfalto, concreto e blocos sextavados, dependendo da realidade local.

Ratinho Junior afirmou que “não há nada semelhante acontecendo hoje em termos de pavimentação na zona rural”. A frase é forte. E coloca o Paraná numa estratégia de infraestrutura pesada voltada ao mix de produção agropecuária.

Estrada pavimentada reduz custo de manutenção de veículo, melhora tempo de deslocamento e diminui perdas no transporte de proteína animal e grãos. O ganho é indireto, mas consistente.

Licitação centralizada dá escala

O acesso aos equipamentos exige convênio com a Seab, enquanto a Secretaria das Cidades conduz as licitações. A estratégia centralizada permite compra em escala e padronização.

Cada município pode acessar até R$ 3,7 milhões para montar seu próprio pacote de máquinas, conforme necessidade local. Isso significa que um município com forte produção leiteira pode priorizar caminhões e retroescavadeiras, enquanto outro com grande área de lavoura pode investir em motoniveladoras e tratores de esteira.

É política pública com foco operacional.

Show Rural vira palco de infraestrutura

O anúncio ocorreu durante o Show Rural Coopavel 2026, evento que concentra produtores, cooperativas, técnicos e investidores. O governo usou a vitrine tecnológica da feira para reforçar que infraestrutura também é inovação.

Sem estrada, não há competitividade.

Sem máquina, não há manutenção.

Sem manutenção, a conta volta para o produtor.

Agora o ponto-chave é acompanhar execução e manutenção desses equipamentos. Máquina parada por falta de operador treinado ou manutenção preventiva vira ativo imobilizado.

O dinheiro foi investido. A engrenagem começou a girar. O próximo teste virá na próxima safra, quando o fluxo de grãos pressionar as estradas novamente. Quem estiver com a logística ajustada sai na frente.

Fonte: AEN / Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

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