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Produção de grãos no Paraná avança e Estado amplia participação no total brasileiro
Novo levantamento do IBGE revisa números e confirma crescimento frente à projeção anterior
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O Paraná aumentou sua participação na produção nacional de grãos. O novo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, aponta que o Estado deve responder por 13,9% da safra brasileira. Em dezembro, a projeção era de 13,5%. A diferença parece pequena. No volume total do País, não é.
O Estado mantém a vice-liderança nacional, atrás apenas do Mato Grosso, que concentra 30,3% da produção. Logo atrás aparecem Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. O jogo segue concentrado, mas o Paraná mostrou ganho de fôlego.
Soja sustenta o avanço
A revisão positiva veio acompanhada de um ajuste de 213,8 mil toneladas na estimativa estadual — a terceira maior alta do País na virada do ano, atrás de Mato Grosso e Goiás. Isso não acontece por acaso.
A soja puxou o movimento. O Paraná deve colher 22,2 milhões de toneladas da oleaginosa, mantendo-se como segundo maior produtor brasileiro. Houve leve ajuste de 0,3% frente ao prognóstico anterior e crescimento de 3,9% em relação ao ciclo passado.
O mercado sentiu estabilidade. Mas estabilidade em patamar alto.
No cenário nacional, a produção de soja alcança 172,5 milhões de toneladas, novo recorde histórico. O crescimento foi de 1,3% sobre a última projeção e 3,9% sobre 2025. Para o produtor paranaense, isso significa oferta robusta e, consequentemente, atenção redobrada ao preço disponível e à estratégia de comercialização.
Volume não garante margem. O diferencial estará no timing de venda e no custo de produção porteira para dentro.
Milho segunda safra mantém protagonismo
O milho 2ª safra também sustenta a participação paranaense. A estimativa aponta 17,4 milhões de toneladas, representando 16,5% da produção nacional. O número é 0,7% superior ao prognóstico anterior.
No Brasil, a safrinha deve atingir 105,2 milhões de toneladas. Crescimento modesto, mas consistente.
Para o produtor, o ponto central é outro: a rentabilidade do milho está diretamente ligada ao custo logístico e à janela de plantio. A produção veio. A pergunta agora é como o mercado vai absorver esse volume e em que patamar de preço.
Feijão mantém liderança
No feijão, o Paraná segue líder absoluto. A previsão é de 736,5 mil toneladas, o equivalente a 24,2% da produção nacional. Minas Gerais e Goiás aparecem na sequência.
Esse domínio tem peso estratégico. O feijão é cultura sensível à quebra de safra e costuma reagir rápido em preço quando há redução de oferta. Manter regularidade produtiva dá vantagem competitiva.
Sul ganha tração no cenário nacional
O recorte regional mostra concentração histórica no Centro-Oeste, com 48,9% do volume nacional. O Sul aparece com 27,8%, mas foi justamente essa região que apresentou a maior variação positiva recente: alta de 10,4% na estimativa.
Esse movimento reforça a retomada produtiva após oscilações climáticas recentes. Ainda assim, o produtor sabe: clima favorável é bônus, não regra.
O Paraná aumentou sua fatia no bolo nacional. Isso fortalece o peso político e econômico do Estado dentro do agro brasileiro. Porém, participação maior não elimina desafios.
Custo segue alto. Logística continua pressionada. E o mercado internacional não dá trégua.
Fonte: AEN
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