Paisagismo
Sua Rosa do Deserto pode florescer o ano todo — veja como cuidar e multiplicar a espécie
É importante seguir algumas dicas ao cultivar rosa do deserto para garantir que ela floresça abundantemente.
Publicado
8 meses atrásem

A Rosa do Deserto não é apenas uma planta, mas uma escultura viva que fascina colecionadores e apaixonados por jardinagem. Com flores vibrantes que surgem em tons de rosa, vermelho e branco, e um tronco engrossado que armazena água como se fosse uma peça de arte natural, a Adenium obesum tornou-se um verdadeiro ícone nos lares brasileiros.
Originária das regiões áridas do leste da África e da Península Arábica, essa suculenta se adaptou muito bem ao clima tropical do Brasil. Mas, apesar de parecer rústica, ela exige atenção aos detalhes para florescer em todo seu esplendor.
A luz certa faz toda a diferença
Embora sua origem remeta a áreas desérticas, engana-se quem pensa que a rosa do deserto deve ser exposta o dia inteiro ao sol intenso. Segundo a engenheira agrônoma Tâmara Ribeiro, especializada em suculentas, a planta se desenvolve melhor em locais que recebam luz solar direta apenas por algumas horas — o ideal é que isso aconteça no início da manhã ou no fim da tarde.

“A exposição prolongada ao sol forte pode causar queimaduras nas folhas e comprometer o florescimento”, explica. Ambientes como varandas com boa luminosidade, janelas amplas ou quintais parcialmente sombreados são ideais para o cultivo.
Substrato leve e drenável é regra de ouro
Como toda boa suculenta, a rosa do deserto não tolera encharcamento. Suas raízes precisam de oxigenação constante e, por isso, o substrato precisa ser bastante drenável. A paisagista Lívia Machado, que atua com plantas ornamentais no interior de São Paulo, recomenda uma mistura equilibrada com areia grossa, perlita, carvão vegetal e terra vegetal enriquecida.
“O solo precisa permitir que a água passe rapidamente, sem compactar. O segredo é simular as condições de seu habitat natural”, ressalta. Além disso, é fundamental garantir que o vaso tenha furos de drenagem e, se possível, uma camada de pedriscos no fundo.
Rega sob controle: menos é mais
Um dos erros mais comuns no cultivo da rosa do deserto é exagerar na rega. Por armazenar água no tronco e nas raízes, ela prefere períodos mais secos. Durante o verão, regar uma vez por semana costuma ser suficiente. Já no inverno, o intervalo pode se estender para até 20 dias, especialmente se o clima estiver mais úmido.

Tâmara orienta sempre verificar a umidade do solo antes de irrigar novamente. “A dica é simples: enfie o dedo na terra. Se sentir que está seca até a segunda falange, pode regar. Se ainda estiver úmida, aguarde mais alguns dias.”
Nutrientes que estimulam a floração
Para manter a rosa do deserto bonita e com flores frequentes, a adubação é uma grande aliada. A espécie responde muito bem a fertilizantes ricos em fósforo, como NPK 4-14-8, especialmente durante a primavera e o verão. Lívia sugere alternar adubação mineral com matéria orgânica leve, como torta de mamona e farinha de osso, aplicadas de forma diluída e bem espaçada.
“O excesso de nutrientes pode causar acúmulo de sais no solo e afetar o desenvolvimento das raízes. Portanto, é melhor adubar pouco e com regularidade, do que exagerar de uma vez só”, alerta a paisagista.
Propagação: novas mudas a partir da planta-mãe
Existem duas formas eficazes de multiplicar a rosa do deserto: por sementes e por estacas. As sementes exigem um ambiente quente e bem iluminado para germinar — o que pode levar de 7 a 15 dias. Já a propagação por estacas é mais rápida e popular entre os jardineiros domésticos.

Para isso, basta cortar um galho saudável, deixá-lo cicatrizar por 24 a 48 horas em local seco e plantá-lo em substrato leve. Durante as primeiras semanas, a estaca deve ser mantida em local com luz indireta, e o solo levemente úmido até que enraíze.
Cuidados extras para manter a saúde da planta
Ainda que resistente, a rosa do deserto não está imune a pragas. Cochonilhas, pulgões e ácaros podem se instalar nas folhas e brotos, especialmente se o ambiente for abafado. Pulverizações com calda de sabão neutro ou óleo de neem costumam ser suficientes para conter infestações leves.
Além disso, o transplante para um vaso maior deve ser feito apenas quando a planta apresentar sinais de desconforto, como raízes saindo pelos furos do recipiente. E mesmo nesse caso, a troca deve ser feita com cuidado, sem danificar o sistema radicular.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
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Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.
Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.
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1 Comment
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Hermana Rocha Oliveira
3 de outubro de 2024 at 22:04
Eu gosto muito de plantas com flores e muito bonita.