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COP30 deve consolidar caminho para neutralidade climática e proteção da Amazônia
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5 meses atrásem
Por
Claudio P. Filla
A cidade de Belém, no Pará, será palco, em novembro, de uma das conferências mais esperadas dos últimos anos na agenda ambiental global: a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Com a presença de representantes de 196 países, a expectativa do governo brasileiro é transformar o encontro em um divisor de águas na luta contra o desmatamento e na aceleração da transição energética.
Para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a COP30 precisa deixar de lado discursos genéricos e resultar em um verdadeiro “mapa do caminho” com metas definidas para um futuro mais sustentável. “Queremos sair de Belém com um plano justo e viável para encerrar o desmatamento e reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis até a sua eliminação”, declarou durante entrevista no programa Bom Dia, Ministra.
Financiamento climático bilionário
Entre os pontos mais sensíveis da pauta está a mobilização de recursos. Marina destacou a meta de viabilizar 1,3 trilhão de dólares anuais até 2035, valor acordado na COP29, realizada no Azerbaijão, para apoiar a transição energética e as ações de preservação ambiental nos países em desenvolvimento. A ministra reforçou ainda que o Brasil pretende liderar o esforço para triplicar a capacidade de energia renovável e duplicar a eficiência energética no mundo.
Nesse contexto, ela citou instrumentos inovadores, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que busca garantir pagamentos contínuos pela manutenção de áreas florestais. “É preciso somar esforços e criar mecanismos que tornem possível a ação climática em escala global, com recursos permanentes e metas exequíveis”, enfatizou.
Adaptação diante da emergência climática
Além da mitigação das emissões, a COP30 também deve reforçar estratégias de adaptação, já que os impactos da crise climática se tornaram cada vez mais evidentes. Marina lembrou que o Brasil enfrenta, em intervalos curtos, eventos extremos como secas prolongadas, chuvas torrenciais e incêndios florestais, todos agravados pelo aumento das temperaturas e pela redução da umidade.
Para enfrentar esses desafios, o governo lançou o programa Adapta Cidades, destinado a preparar municípios para lidar com desastres climáticos recorrentes. O projeto, já aderido por todas as unidades da Federação, prevê desde sistemas de alerta rápido até obras de contenção de encostas, criação de rotas de fuga e instalação de abrigos temporários. Mais de 200 cidades já estão contempladas nesta fase inicial.
Novo marco legal para prevenção
A ministra defendeu também a necessidade de rever o marco legal que regula a decretação de emergência no Brasil. Segundo ela, a legislação atual só reconhece a emergência após o desastre já ter ocorrido, quando as perdas humanas e materiais são inevitáveis. “Sabemos, com base em dados científicos, que algumas regiões serão repetidamente afetadas por eventos extremos. Precisamos agir antes da tragédia, criando protocolos preventivos”, afirmou.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
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