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Indenização ambiental da Petrobras impulsiona conservação no Paraná com centenas de milhões
Publicado
1 mês atrásem
Por
Claudio P. Filla
O Paraná dá um passo significativo na reparação de danos ambientais históricos ao avançar na aplicação de recursos provenientes do acidente na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária.
Esse vazamento de petróleo, ocorrido há mais de duas décadas, agora se transforma em oportunidade concreta para fortalecer a sustentabilidade em todo o estado. Com um montante robusto direcionado a ações práticas, o governo estadual demonstra compromisso em converter uma tragédia passada em benefícios duradouros para a natureza e a população.
Avanços recentes na execução dos recursos
De acordo com o relatório mais atual da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), finalizado em dezembro, nada menos que 82 projetos já receberam aprovação e se encontram em variadas etapas de implementação. Esses investimentos somam R$ 639,5 milhões, parte de um total que, com correções e juros, chega a cerca de R$ 1,2 bilhão depositados judicialmente pela Petrobras.
Aliás, essas iniciativas abrangem todas as regiões do Paraná, priorizando a conservação da biodiversidade, a gestão eficiente de recursos hídricos e a recuperação de áreas anteriormente degradadas.
Diversidade de ações em andamento
Por meio do Instituto Água e Terra (IAT), várias frentes ganham forma. Entre elas, destacam-se a criação de parques urbanos, a instalação de estruturas para coleta seletiva de resíduos e o aprimoramento de equipamentos para fiscalização ambiental.
Além disso, esforços se concentram na restauração de viveiros florestais, no desenvolvimento de laboratórios especializados em sementes e em sistemas avançados de monitoramento, como o Monitora Paraná. Essas medidas não só revitalizam espaços verdes, mas também promovem o turismo sustentável e a educação ambiental em comunidades locais.
Foco na proteção de espécies e ecossistemas
Uma das propostas mais relevantes envolve a preservação do muriqui-do-sul, primata em situação crítica de ameaça. Atualmente em processo de licitação, essa ação inclui monitoramento contínuo, manejo adequado e a consolidação de corredores ecológicos essenciais para a sobrevivência da espécie.
Porém, os benefícios vão além: o estado também prioriza a criação de novas unidades de conservação, o controle de processos erosivos e inundações, além da implantação de centros dedicados ao triagem de animais silvestres. Universidades e instituições de pesquisa contribuem com projetos que envolvem drenagem urbana, revitalização de áreas citadinas e proteção de bacias hidrográficas, ampliando o impacto positivo.
Origens e diretrizes do acordo judicial
Tudo isso decorre do Termo de Acordo Judicial (TAJ-Repar), firmado após longa tramitação iniciada em 2021. O incidente de julho de 2000 liberou cerca de 4 milhões de litros de petróleo, contaminando extensos trechos do Rio Iguaçu e afetando solos, fauna aquática, aves, mamíferos e a qualidade das águas subterrâneas. Por isso, os recursos destinam-se especificamente à proteção de encostas, rios e mananciais, à redução na geração de resíduos sólidos e à manutenção de parques públicos.
Distribuição estratégica dos investimentos
O acordo reserva percentuais específicos para regiões mais impactadas: 5% beneficiam diretamente o município de Araucária, enquanto outro 5% apoia a bacia do Alto Iguaçu, envolvendo cidades como Curitiba e vizinhas. O restante flui para unidades de conservação estaduais e federais, além de iniciativas geridas pelo Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), criado para centralizar verbas destinadas à preservação e recuperação ambiental. Assim, o Paraná reforça sua posição como referência em políticas de sustentabilidade, transformando compensação em ações concretas que perduram para as gerações futuras.
Fonte: AEN

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