Connect with us

Noticias

Preço do feijão sobe ao nível mais alto desde abril e muda cenário no campo

Publicado

em

Preço do feijão sobe ao nível mais alto desde abril e muda cenário no campo

O mercado brasileiro de feijão iniciou o ano com um movimento que não passava despercebido há meses. Após um período de estabilidade e até mesmo retração em algumas praças, os preços do feijão carioca e do feijão-preto voltaram a ganhar força, alcançando os maiores patamares desde abril de 2025. O cenário, além de reposicionar o produto no mercado interno, reacende discussões sobre área plantada, rentabilidade e dinâmica de oferta nas próximas safras.

De acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o feijão carioca de qualidade superior retomou, em janeiro, os valores mais elevados dos últimos três meses. Entretanto, no caso do produto de padrão intermediário, as cotações atingiram os níveis mais altos desde abril do ano passado, sinalizando um movimento mais consistente de recuperação.

Oferta mais restrita sustenta o avanço das cotações

O principal fator por trás da valorização está na menor disponibilidade de produto no mercado. A colheita da primeira safra apresentou redução de oferta em algumas regiões produtoras, resultado de ajustes de área e de condições climáticas menos favoráveis em determinados polos agrícolas. Além disso, há indícios de possível diminuição da área destinada à segunda safra, atualmente em fase de cultivo, o que reforça a percepção de restrição futura.

Segundo o Cepea, essa combinação entre oferta mais limitada e demanda ativa tem ampliado a disputa pelos lotes disponíveis, especialmente aqueles de melhor qualidade comercial. Como reflexo, o feijão-preto também registrou médias nos maiores patamares desde abril de 2025, evidenciando que o movimento não é pontual, mas sim estrutural dentro do atual ciclo produtivo.

Segunda safra pode ganhar novo fôlego

A recuperação dos preços, por sua vez, altera a equação econômica do produtor. Após meses de margens mais apertadas, o novo patamar de valores pode funcionar como incentivo para investimentos na segunda safra, sobretudo em regiões onde o feijão entra como alternativa estratégica na rotação com milho e soja.

Entretanto, a decisão de ampliar área não depende apenas do preço atual. Custos de produção, disponibilidade de crédito e previsões climáticas também influenciam o planejamento agrícola. Ainda assim, o ambiente de valorização tende a fortalecer o interesse pelo cultivo, principalmente se os preços se mantiverem firmes ao longo das próximas semanas.

Reflexos no atacado e no varejo

A movimentação nas lavouras não ocorre de forma isolada. No mercado interno, a elevação das cotações no campo costuma repercutir gradualmente no atacado e, posteriormente, no varejo. Assim, caso o ritmo de alta se consolide, o consumidor final poderá perceber ajustes nos preços ao longo do primeiro semestre.

Além disso, o ambiente de menor oferta pode estimular compradores a anteciparem negociações, ampliando a concorrência pelos estoques remanescentes. Esse comportamento tende a sustentar novas valorizações, especialmente em períodos de entressafra ou de transição entre ciclos produtivos.

Fonte: CEPEA

  • Preço do feijão sobe ao nível mais alto desde abril e muda cenário no campo

    Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.

    E-mail: [email protected]