Agro
Agricultura familiar entrega 106 toneladas via PAA e ativa R$ 870 mil na economia local
Programa da Conab une renda no campo e segurança alimentar em municípios pernambucanos
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O mercado sentiu o efeito localmente. Não se trata apenas de doação — é compra institucional organizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O dinheiro circula nas comunidades rurais, ativa o mix de produção e reduz a dependência do preço disponível nas feiras.
A engrenagem é simples, mas estratégica. A Conab adquire diretamente das associações por meio da modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS). O produtor entrega. O alimento segue para centros de assistência. A renda entra no caixa da associação.
Renda direta para quem produz
Em Carnaubeira da Penha, a Associação das Mulheres de Pankará vai fornecer mais de 62 toneladas de hortifrutícolas e bolos ao CRAS local, atendendo 416 famílias. O aporte de R$ 370 mil garante previsibilidade de receita. Para a agricultora familiar, isso significa planejamento de safra e menor exposição às oscilações de mercado.
A primeira entrega já soma 7,5 toneladas. E é aqui que o programa mostra força: ele organiza a produção antes que ela vire sobra ou perda pós-colheita. Em regiões onde a logística ainda pesa no custo, isso faz diferença.
Sertão ativa produção diversificada
Em Mirandiba, duas frentes operam com apoio da Conab. A Associação Comunitária da Fazenda Pedra do Amolar e Adjacências recebeu R$ 110 mil para comercializar alimentos que abastecerão comunidades quilombolas. Já a Associação Quilombola da Serra do Talhado contará com R$ 100 mil para entregar quase 8 toneladas ao CRAS do município.
Não é só hortaliça. Há feijão verde, polpa, rapadura, bolo. Produção diversificada. Isso amplia o giro da propriedade e reduz o risco de depender de uma única cultura.
Ao mesmo tempo, a Associação Indígena da Comunidade Croatá e Adjacências operará um projeto de R$ 290 mil, com previsão de 32,2 toneladas destinadas a entidades indígenas e associações rurais. Volume expressivo para a realidade local.
Orientação técnica define eficiência
Antes das entregas, o superintendente da Conab em Pernambuco, Elizaldo Sá, e o assistente de operações Genivaldo Marcelino dos Santos reuniram os participantes para alinhar documentação e procedimentos operacionais. Ajuste fino evita atraso no pagamento e garante execução dentro do cronograma.
“A organização documental e o cumprimento das etapas são fundamentais para que o recurso chegue corretamente aos agricultores”, reforçou Elizaldo Sá durante a orientação.
Não é detalhe burocrático. É fluxo de caixa. Se o projeto emperra na papelada, a renda trava.
Logística ainda exige articulação regional
Em Cabrobó e Orocó, a discussão foi além da entrega imediata. Piscicultores, associações quilombolas, lideranças indígenas e agricultores debateram orçamento, potencial produtivo e integração com políticas sociais.
A pauta foi objetiva: como ampliar a participação no PAA e garantir escala. Porque a janela está aberta agora, mas o desafio é manter continuidade orçamentária.
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