Paisagismo
Como fazer muda de jiboia do jeito certo: passo a passo completo
Publicado
8 meses atrásem

A jiboia (Epipremnum pinnatum) é, sem dúvida, uma das plantas mais queridas por quem busca verde em casa com pouco esforço. Famosa por sua resistência e beleza escultural, essa trepadeira tropical tem ganhado espaço em vasos, prateleiras, paredes e até lavabos. Mas o que poucos sabem é que multiplicar essa planta pode ser mais simples — e mais gratificante — do que parece.
De forma natural, a jiboia já demonstra sua vocação para a propagação: seus longos caules, repletos de nós e raízes aéreas, indicam que ela está sempre pronta para gerar novas plantas. Basta um pouco de atenção ao corte e ao ambiente certo, e em pouco tempo, você terá um novo vaso cheio de folhas exuberantes.
Como a jiboia se multiplica e o que observar antes do corte
Segundo a bióloga e paisagista Mariane Costa, a jiboia se reproduz por estaquia, um método onde se retira um pedaço do caule com pelo menos um nó — essa pequena protuberância é onde a nova raiz vai nascer.
“É importante escolher um ramo saudável, com folhas firmes e cor vibrante. O nó precisa estar íntegro, pois é ali que toda a mágica acontece”, explica.
Essa técnica pode ser feita tanto diretamente no solo quanto em recipientes com água. A escolha entre um ou outro vai depender do efeito que se deseja alcançar e da paciência de quem cultiva. Na água, é possível acompanhar o crescimento das raízes, o que costuma ser fascinante, especialmente para iniciantes. Já na terra, o enraizamento costuma ser mais estável a longo prazo, embora exija um pouco mais de atenção no início.
Propagando na água: delicadeza e paciência com retorno garantido
Para quem opta por propagar a jiboia na água, o ideal é utilizar um recipiente de vidro transparente, como um copo ou garrafa, que permita observar o desenvolvimento das raízes.

“A água deve ser trocada a cada três dias, no máximo. Isso evita o acúmulo de microrganismos e garante oxigenação às raízes”, orienta o engenheiro agrônomo Vitor Marques, especialista em cultivo ornamental.
Em ambientes com luz indireta e temperatura amena, as raízes costumam surgir entre 10 e 20 dias. Quando estiverem com pelo menos 4 a 5 centímetros, é possível transferi-las para um vaso com substrato leve, rico em matéria orgânica e com boa drenagem. Ainda assim, há quem prefira manter a jiboia permanentemente na água, o que também é viável, desde que se faça uma manutenção rigorosa da qualidade do líquido e que se adicione, de tempos em tempos, nutrientes próprios para hidroponia.
Propagando na terra: enraizamento direto com firmeza
Quem opta por plantar diretamente no solo deve preparar um substrato aerado, com terra vegetal misturada a húmus de minhoca e um pouco de perlita ou casca de arroz carbonizada. Enterre o nó de forma superficial, mantendo ao menos uma folha exposta.

“Evite sol direto e regue com frequência nos primeiros dias, mantendo o solo sempre úmido, mas nunca encharcado”, ressalta Vitor.
O crescimento na terra costuma ser mais estável, e as raízes desenvolvem-se de forma mais adaptada ao ambiente terrestre. Outra dica importante é cobrir o vaso com plástico transparente nos primeiros dias, como se fosse uma miniestufa, para manter a umidade e estimular o enraizamento.
Cuidados após o plantio e como garantir um bom desenvolvimento
Independentemente do método escolhido, é fundamental que a muda receba luminosidade indireta — luz demais pode queimar as folhas novas, enquanto luz de menos pode retardar o crescimento. Uma vez que a planta comece a se desenvolver, o ideal é observar seu comportamento: folhas amareladas podem indicar excesso de água; já a falta de crescimento pode estar relacionada à carência de luz ou nutrientes.
Se o objetivo for criar um visual mais cheio, como em um cachepô suspenso ou em um canto da sala, recomenda-se plantar mais de uma muda no mesmo vaso, criando densidade desde o início. A jiboia é uma planta tropical, e por isso se adapta bem a ambientes internos, desde que não haja correntes de ar frio nem excesso de secura. Ao longo do tempo, podas estratégicas podem ajudar a controlar o tamanho e incentivar a ramificação. E o melhor: cada vez que você podar, surgem novas oportunidades de propagar.
“É uma planta generosa, que retribui com beleza e praticidade. Por isso é tão querida nos lares brasileiros”, finaliza Mariane.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
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Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.
Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.


