Paisagismo
Resedá (Lagerstroemia indica): a árvore ornamental que colore ruas e jardins com delicadeza tropical
Publicado
8 meses atrásem

Quando o assunto é unir beleza ornamental, rusticidade e floração prolongada, poucas espécies encantam tanto quanto o resedá, também conhecido pelo nome científico Lagerstroemia indica. De origem asiática, essa árvore de porte médio ganhou o coração de paisagistas, urbanistas e amantes de jardins por sua capacidade de florir abundantemente mesmo nos meses mais quentes e secos do ano — um verdadeiro espetáculo visual que dura semanas, tingindo ruas e quintais de rosa, lilás, branco ou vermelho.
Além da beleza evidente, o resedá é considerado uma planta extremamente versátil, que pode compor desde alamedas urbanas até canteiros residenciais, mantendo sempre um efeito visual leve, vibrante e sofisticado. “É uma das árvores que mais recomendo para projetos urbanos de arborização ornamental, pois além de florir por muito tempo, ela tem raízes pouco agressivas, o que evita problemas com calçadas e muros”, explica o engenheiro agrônomo Marcos Estevão Feliciano, especializado em planejamento paisagístico tropical.
Uma explosão de flores com baixa manutenção
Embora o visual delicado das flores possa sugerir uma planta exigente, o resedá se destaca justamente pela simplicidade de cultivo. Ele se adapta bem aos climas tropicais e subtropicais do Brasil, com boa tolerância à estiagem e excelente desempenho a pleno sol — condição que favorece sua floração intensa.

Segundo a paisagista Marianne Ramos, o solo ideal para o desenvolvimento da espécie deve ter boa drenagem e ser enriquecido com matéria orgânica, como húmus ou compostos à base de folhas.
“O resedá aprecia um solo fértil, mas não encharcado. Em regiões muito chuvosas, recomendo o plantio em locais levemente elevados, para evitar acúmulo de água nas raízes”, orienta.
Aliás, é importante lembrar que a Lagerstroemia indica apresenta crescimento moderado, o que facilita a manutenção do porte sem necessidade de podas frequentes. No entanto, poda de formação no final do inverno pode ser benéfica para estimular ramos mais floríferos e uma copa mais equilibrada. “É uma poda que revitaliza a árvore e prepara o cenário para o espetáculo da primavera”, complementa Marianne.
Um toque de leveza para o paisagismo urbano e residencial
Além de sua vocação estética, o resedá também se adapta a diferentes composições paisagísticas, podendo ser utilizado isoladamente como ponto focal em um gramado ou em conjuntos, criando fileiras floridas e harmônicas. Seu porte, que geralmente varia de 3 a 6 metros de altura, é ideal para espaços urbanos, já que não interfere na fiação elétrica e mantém a luminosidade nos ambientes ao redor.

Outro atrativo está no tronco escamado e decorativo, que se revela após o desprendimento da casca e adiciona charme mesmo fora do período de floração. Com isso, a árvore continua oferecendo um apelo estético durante todo o ano, inclusive no outono e inverno, quando o contraste entre os galhos nus e a casca clara ganha destaque em meio à paisagem.
Em projetos que priorizam a biodiversidade, o resedá também cumpre papel importante: suas flores são atraentes para abelhas e borboletas, contribuindo com o equilíbrio ecológico dos jardins e varandas. Por ser uma espécie caducifólia, ou seja, que perde as folhas nos meses mais frios, ele também permite maior insolação nos ambientes durante o inverno — um detalhe que agrada quem busca conforto térmico e funcionalidade no paisagismo.
Beleza que floresce com o tempo
O cultivo do resedá é, sem dúvida, um investimento em beleza duradoura. Embora seu crescimento inicial seja mais lento, com os devidos cuidados — luz solar direta, rega equilibrada e adubação rica em fósforo durante os períodos de crescimento — ele se desenvolve com vigor e recompensa com flores deslumbrantes.

Em vasos grandes, a espécie também pode ser cultivada como arbusto ornamental, o que amplia suas possibilidades decorativas, especialmente em varandas e varandões. Contudo, seu desempenho máximo ocorre quando plantado diretamente no solo, com espaço para expandir suas raízes e formar uma copa elegante e equilibrada.
“Além de linda, é uma planta que transmite uma sensação de serenidade e delicadeza. É difícil passar por um resedá em flor e não parar para admirar”, resume Marcos Estevão, reforçando o valor simbólico dessa árvore nos projetos de paisagismo brasileiro.

Comunicador Social com especialização em Mídias Digitais e quase uma década de experiência na curadoria de conteúdos para setores estratégicos. No Agronamidia, Cláudio atua como Redator-chefe, liderando uma equipe multidisciplinar de especialistas em agronomia, veterinária e desenvolvimento rural para garantir o rigor técnico das informações do campo. É também o idealizador do portal Enfeite Decora, onde aplica sua expertise em paisagismo e arquitetura para conectar o universo da produção natural ao design de interiores. Sua atuação multiplataforma reflete o compromisso em traduzir temas complexos em conteúdos acessíveis, precisos e com alto valor informativo para o público brasileiro.
E-mail: [email protected]
Mel Maria é uma jardineira e empreendedora com mais de 10 anos de experiência no cultivo e comércio de plantas em Curitiba. Como proprietária da renomada Mel Garden, ela transformou sua paixão em uma autoridade local, especializando-se em flores, suculentas e projetos de paisagismo, área na qual atua diariamente.
Sua expertise prática foi rapidamente reconhecida pela comunidade online. Mel contribui ativamente com artigos especializados para importantes plataformas do setor, começando pelo blog Maniadeplantas e hoje é uma autora de destaque na Agronamidia. Sua escrita compartilha o conhecimento adquirido em campo, oferecendo orientações detalhadas e altamente confiáveis para o cultivo e o paisagismo.


