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Safra de laranja 2025/26 tem nova queda e é revisada para 294,8 milhões de caixas

Revisão da produção no cinturão citrícola reflete frutos mais leves, perdas maiores e efeitos intensificados do greening e da seca prolongada

by Derick Machado
10 de dezembro de 2025
in Agro
Safra de laranja 2025/26 tem nova queda e é revisada para 294,8 milhões de caixas
Resumo

• A safra de laranja 2025/26 em SP e MG foi revisada para 294,8 milhões de caixas, refletindo um cenário mais adverso que o previsto.
• A forte seca entre maio e novembro reduziu o calibre dos frutos, que ficaram em média 4 gramas mais leves.
• O atraso das chuvas de primavera prejudicou o enchimento das laranjas e elevou a necessidade de mais frutos por caixa.
• O greening avançou e elevou a taxa de queda para 23%, reduzindo o potencial produtivo e agravando as perdas.
• Ventos fortes e maior permanência dos frutos nas árvores contribuíram para ampliar as perdas no campo.

A safra de laranja 2025/26 no principal polo citrícola do país — que abrange o estado de São Paulo e parte do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais — passou por nova revisão negativa. O volume, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), foi ajustado para 294,81 milhões de caixas de 40,8 kg, consolidando uma tendência de baixa já indicada nos levantamentos anteriores.

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Esse número representa uma retração relevante frente às estimativas anteriores da mesma safra e consolida a dificuldade enfrentada pelos produtores diante de condições climáticas desfavoráveis e do avanço do greening, uma das mais graves doenças que afetam a citricultura.

Frutos mais leves: impacto direto da seca prolongada

A revisão dos números é reflexo, principalmente, do peso reduzido das frutas e da maior taxa de queda registrada nas plantações. Ao longo de grande parte do ciclo, as chuvas estiveram abaixo da média histórica, o que comprometeu diretamente o enchimento e o desenvolvimento dos frutos.

De maio a novembro, o volume de precipitações foi insuficiente em praticamente todo o cinturão citrícola. Apenas a região de Porto Ferreira, em São Paulo, apresentou um cenário levemente mais favorável. Por outro lado, áreas tradicionais de produção, como Bebedouro e o Triângulo Mineiro, enfrentaram déficits hídricos expressivos, comprometendo o calibre final das frutas.

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A expectativa era de que a retomada das chuvas de primavera aliviasse a situação. No entanto, setembro continuou seco e as precipitações de outubro só se regularizaram na segunda quinzena. O resultado foi uma diminuição média de 4 gramas por fruta, o que eleva o número de unidades necessárias para compor cada caixa padrão.

Esses efeitos se manifestam de forma generalizada entre as variedades cultivadas — das mais precoces à Pera, Valência, Natal e Folha Murcha — tornando o quadro ainda mais desafiador para os citricultores.

Greening acentua perdas e eleva a taxa de queda

Além do clima adverso, a intensificação do greening segue impactando de forma significativa a produtividade dos pomares. A doença, provocada pela bactéria Candidatus Liberibacter, é transmitida pelo psilídeo e afeta o desenvolvimento dos frutos, provocando amarelecimento, queda precoce e redução na qualidade comercial da laranja.

De acordo com o levantamento do Fundecitrus, a taxa de queda de frutos atingiu 23%, um patamar elevado que reflete não apenas a presença mais agressiva do greening, mas também o agravamento causado pelo estresse hídrico.

A severidade da doença aumentou em relação à safra anterior e, em muitos casos, os sintomas já atingem a maior parte da copa das árvores. Em situações assim, a planta reduz seu potencial produtivo, e os frutos passam a cair com mais facilidade — especialmente quando o solo está seco e as condições climáticas acentuam o estresse fisiológico.

Outro ponto crítico observado ao longo do ciclo foi a ocorrência de ventos fortes em setembro, o que colaborou para a queda antecipada dos frutos. Além disso, o prolongamento da permanência das frutas nas árvores em busca do grau ideal de maturação também contribuiu para perdas mais expressivas.

  • Derick Machado

    Derick Machado é editor e curador de conteúdo especializado em agronegócio. Acompanha de perto as principais pesquisas, tecnologias e movimentos de mercado que impactam produtores rurais brasileiros, com base em fontes institucionais como Embrapa, Cepea/Esalq, MAPA e IBGE.

    E-mail:  contato@agronamidia.com.br

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