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Sanidade animal no Show Rural: Adapar reforça blindagem da pecuária e avicultura do Paraná

Comitês Coesa e Coesui-PR alinham protocolos, biosseguridade e estratégia para proteger mercados internacionais

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Sanidade animal no Show Rural: Adapar reforça blindagem da pecuária e avicultura do Paraná

A Adapar levou para o Show Rural Coopavel uma mensagem direta: o diferencial competitivo do Paraná não está apenas no volume abatido, mas na sanidade do rebanho. O mercado externo não compra discurso. Compra segurança.

Durante as reuniões dos comitês estaduais de Sanidade Avícola (Coesa) e de Sanidade Suína (Coesui-PR), o foco foi claro. Vigilância epidemiológica, atualização de protocolos e reforço na biosseguridade porteira para dentro. Nada de improviso. O objetivo é antecipar risco antes que ele vire embargo.

Representantes do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) e do sistema Ocepar participaram das discussões. O alinhamento é estratégico. Quando governo e cooperativas falam a mesma língua, o controle sanitário ganha velocidade e precisão.

Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, a lógica é simples e direta: “Nós não vendemos carne, aves, suínos, peixes. O que a gente vende para o mundo é sanidade. Qualquer país que negocia com o Brasil pergunta se há sanidade e, se tem sanidade você fecha negócio. Se não houver perde mercados.”

O mercado sentiu o recado.

Vigilância constante evita quebra de mercado

O Paraná lidera a produção nacional de frangos, com cerca de 34% do total do país até o terceiro trimestre de 2025, além de ocupar a vice-liderança na suinocultura. Isso significa responsabilidade dobrada. Um foco sanitário aqui não afeta apenas uma granja. Afeta o mix de produção estadual inteiro.

Por isso, a atuação dos comitês não se limita a reuniões formais. Trata-se de gestão de risco permanente. Monitoramento ativo, fiscalização de biosseguridade, treinamento de equipes e respostas rápidas a qualquer suspeita.

Segundo o chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, o trabalho é preventivo e integrado. “Ao promover a integração efetiva entre o poder público e a iniciativa privada, e por meio do diálogo técnico e da corresponsabilidade, os comitês fortalecem as ações de sanidade e biosseguridade, antecipam riscos, orientam decisões e consolidam uma cultura de prevenção em toda a cadeia produtiva, garantindo sustentabilidade, competitividade e manutenção dos mercados paranaenses.”

Na prática, isso significa menos chance de interrupção nas exportações. E mais previsibilidade para o produtor.

Avicultura mantém status sanitário como trunfo comercial

No caso da avicultura, o Paraná sustenta o status de livre de influenza aviária e doença de Newcastle. Isso não acontece por acaso. Existe vigilância ativa e passiva, além de fiscalização constante nas granjas.

Para Pauline Sperka de Souza, chefe da Divisão de Sanidade Avícola do Coesa, o ponto central é integração. “A reunião reforça a integração entre as instituições públicas e privadas, bem como o papel fundamental da Adapar na manutenção de status de livre de influenza viária e doença de Newcastle na avicultura paranaense, por meio da nossa vigilância ativa e passiva, fiscalizações de biosseguridade e equipes sempre preparadas para responder rapidamente a qualquer notificação de possível emergência sanitária.”

Isso pesa no preço disponível e na negociação internacional. País importador exige garantia técnica. Se não houver, busca outro fornecedor.

Suinocultura acelera blindagem contra ameaças externas

Na suinocultura, o alerta é global. A peste suína africana avança em diferentes regiões do mundo. A peste suína clássica ainda ocorre no Norte do Brasil. O risco existe. Ignorar não é opção.

O Coesui-PR trabalha junto aos comitês municipais para reforçar o controle sanitário. Além disso, a Adapar firmou parceria com a Embrapa para implementar o BiosSuis, sistema multicritério que avalia e classifica o nível de biosseguridade das granjas industriais.

Para João Humberto Teotônio de Castro, chefe da Divisão de Sanidade dos Suínos da agência, a ferramenta é estratégica. “O BiosSuis, que é um sistema multicritérios de avaliação, vai ser utilizado para estadear e implantar a biosseguridade na suinicultura industrial do Paraná, como forma estratégica de blindar a cadeia suinícola contra os eventos sanitários, que são vários.”

Blindagem não é exagero. É cálculo econômico. Um surto pode travar exportações em dias.

Sanidade como vantagem competitiva real

O Paraná já abriu mercados exigentes, como o Chile, justamente pela consistência no controle sanitário. Isso não depende apenas de volume produzido. Depende de reputação técnica.

Para o produtor, a conta é objetiva. Quanto mais sólido o status sanitário do Estado, menor o risco de embargo e maior a estabilidade da receita. Em um setor onde margens oscilam com preço internacional e custo de ração, previsibilidade é patrimônio.

E a mensagem deixada no Show Rural foi clara: a sanidade não é custo. É investimento. Quem relaxa na biosseguridade pode até economizar hoje, mas paga caro amanhã.

Fonte: AEN / Foto: Reprodução AEN/ADAPAR

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